MISS LAVA – “Red Supergiant”

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Depois do aclamado álbum de estreia Blues For The Dangerous Miles em 2009, os stoners portugueses Miss Lava estão agora de volta em 2012 com o seu segundo álbum de originais, Red Supergiant. Uma carreira de meia dúzia de anos não impede a banda de praticar um som bastante profissional e com perfeito sentido daquilo que estão a fazer, um Stoner Rock bem ao estilo americano, mas com um toque português único que dá identidade própria ao seu som, uma lacuna que muitas bandas nacionais não conseguem colmatar; os Miss Lava fizeram-no com categoria. No entanto, nem tudo são rosas neste mar de rock ‘n’ Roll, há espinhos que impedem Red Supergiant de ser um sucesso muito maior.

O início deste álbum é verdadeiramente soberbo, impressionou-me bastante, com os quatro temas iniciais a estarem ao nível de qualidade do melhor Stoner que se faz a nível mundial. Desert Mind abunda em detalhes interessantes, com riffs poderosos e agressivos, mas leves de espírito e trasbordando energia positiva, criando uma atmosfera de puro êxtase, quase festiva. Lay Down e Feel My Grace continuam no mesmo registo, sempre com uma voz muito bem colocada e com um trabalho notável nos pesados riffs de guitarra e no baixo, que dada a excelente produção do álbum se ouve na perfeição. Eis que surge o single promocional do álbum, o fantástico Ride, que completa este perfeito quarteto de músicas inicial com brilhantismo, contendo o refrão mais memorável de Red Supergiant.

Até aqui, perfeito. A partir daqui, alguma desilusão. O resto do álbum não é mau, atenção, os temas são bons e têm momentos magníficos, mas a qualidade excepcional dos primeiros quatro colocaram o patamar muito alto. Seria preferível que tivessem melhor distribuídos ao longo do álbum. Crawl é um tema curto e simples, algo repetitivo; Hole To China impõe o primeiro momento mais pausado do disco, em boa altura, mas não foi tão bem conseguido como seria de esperar, apesar de alguns pormenores deliciantes. Com Catch The Fire reacende-se a chama, provavelmente o melhor tema desta segunda metade do álbum: simples, curto, mas eficaz (apesar de alguma repetição no final). Murder Of Crows teria um riff interessante, não fosse similar a outros que abundam no mundo do Stoner. Dos restantes três temas, apenas se retém o bom groove da balada final, que não sendo perfeita, dá um bom final suave ao disco.

Num curto comentário final, porque a review já vai longa, resta-me dar os parabéns à banda pelo melhor álbum de Stoner Rock português de sempre e incitá-los a apostar mais na veia sonora dos primeiros temas de Red Supergiant. Não é um álbum super-gigante, mas é mais que suficiente para por toda a gente a rockar com prazer.

// David Matos

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[/one_half] [one_half_last] País
Portugal
Género
Doom/Stoner Rock
Membros
Johnny Lee – Voz
K. Raffah – Guitarra
Samuel Rebelo – Baixo
José Garcia – Bateria
Alinhamento
Desert Mind | Lay Down | Feel My Grace | Ride | Crawl | Hole To China | Catch The Fire | Murder Of Crows | Motel Neon | Yesterday’s Gone | Red Supergiant
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