Banda: Ulver
Álbum: Wars Of The Roses
Data de Lançamento: 25 de Abril de 2011
Editora: Kscope
Género: Experimental/Ambiental
País: Noruega

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Membros:

Kristoffer Rygg – Voz, Programação
Tore Ylwizaker – Teclados, Programação
Jørn H. Sværen – Multi-instrumentalista
Daniel O’Sullivan – Guitarra, Baixo, Teclados

  Membros Convidados:

Tomas Pettersen – Bateria
Ole Aleksander Halstensgård – Electrónicos
Trond Mjøen – Guitarra, Baixo
Stian Westerhus – Guitarra
Daniel Quill – Violino
Alex Ward – Clarinete
Steve Noble (ÆTHENOR) – Bateria, Percussão
Attila Csihar (SUNN O))), MAYHEM) – Voz
Siri Stranger – Voz
Emil Huemer – Guitarra
Anders Møller –  Percussão
Stephen Thrower (CYCLOBE, COIL) – Clarinete


Alinhamento:
01. February MMX
02. Norwegian Gothic
03. Providence
04. September IV
05. England
06. Island
07. Stone Angels

Dispensada qualquer apresentação, historial e/ou palmarés do quarteto norueguês, outrora trio, ULVER. A verdade é que a adição de Daniel O’Sullivan é bastante marcada pelos pequenos elementos encontrados ao longo deste novo trabalho, dada a sua influência em inúmeros projectos musicais. Quatro anos após o sucesso de “Shadows Of The Sun”, os ULVER voltaram a lançar um álbum livre de rótulos e de expectativas. A orientação musical do líder Kristoffer Rygg é independente, como os fãs sabem.

Com uma componente muito mais jazzística adicionada ao som ambiental do grupo, é conseguido aqui um resultado bastante curioso – não deixa de ser uma mistura de quase todas as fases da banda e ainda assim é algo completamente novo. Os ULVER já fizeram isto, mas nunca o tinham feito de forma combinada. Conseguem-se identificar elementos do álbum “Blood Inside” (a primeira faixa denuncia-se no experimentalismo electrónico), do” Shadows Of The Sun” e até do já ancião “Kveldssanger”. Com uma entrada fulgurante, o álbum vai acalmando à medida que os minutos passam. Passadas a disciplinada ‘Norwegian Gothic’ e as bonitas ‘Providence’ e ‘September IV’, o modo experimental ascende rapidamente. Dá-se uma espécie de coito interrompido para uns e o terminar dos preliminares para outros. A última faixa, que ocupa 1/3 da duração total do álbum, já está completamente afastada de regras. São quinze minutos falados por Daniel O’Sullivan, que agarra o microfone para pura narração poética de Keith Waldrop. Uma autêntica viagem movida a palavras e ao puro som experimental influenciado por COIL ou PINK FLOYD.

Mais profundos que nunca e sem nada a temer, uns ULVER mais uma vez longe da previsibilidade. Iguais a si mesmo: puros e desobedientes.

Deixo o resto à vossa guarda,
Nuno Bernardo

 Classificação: 91/100

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