Banda: Orphaned Land
Álbum: The Never Ending Way Of ORwarriOR
Data de Lançamento: 25 de Janeiro de 2010
Editora: Century Media Records
Género: Middle-Eastern Folk/Progressive Metal
País: Israel

Membros

Kobi Farhi – Voz
Yossi Sassi Sa’aron – Guitarras, Saz, Bouzouki, Oud, Chumbush, Piano
Matti Svatizky – Guitarras
Uri Zelcha – Baixo

Membros sessão/convidados

Avi Diamond – Bateria
Shlomit Levi – Voz Feminina
Steven Wilson – Teclados
Avi Agababa – Percussão
Avner Gavriell – Piano (na faixa 15)
Nizar Radwan – Violinos
Srur Saliba – Violinos
Alfred Hagar – Nay, Flauta Kawala
Yonatan Danino – Shofar
Shmuel Ruzbahan – Santur

Alinhamento
Part I: Godfrey’s Cordial – An ORphan’s Life
01. Sapari
02. From Broken Vessels
03. Bereft In The Abyss
04. The Path Part 1 – Treading Through Darkness
05. The Parth Part 2 – The Pilgrimage To Or Shalem
06. Olat Ha’tamid
Part II: Lips Acquire Stains – The WarriOR Awakens
07. The Warrior
08. His Leaf Shall Not Wither
09. Disciples Of The Sacred Oath II
10. New Jerusalem
11. Vayehi Or
12. M i ?
Part III: Barakah – Enlightening The Cimmerian
13. Barakah
14. Codeword: Uprising
15. In Thy Never Ending Way (Epilogue)

Não é, de todo, a coisa mais fácil do mundo analisar um conjunto com uma progressão e evolução ao longo de quase 20 anos como são os Orphaned Land. Seis anos depois de Mabool: The Story Of The Three Sons Of Seven, o anterior álbum, a banda israelita consegue novamente preencher a maioria dos fãs que já (des)esperavam um novo trabalho de longa duração. Como soa? Dificilmente se explica por meras palavras, mas este álbum não é “apenas música”. Com uma diversidade de culturas, crenças e costumes, o álbum visa a união das três principais religiões do Médio Oriente – o Islão, o Judaísmo e o Cristianismo. Não é totalmente cliché este tema tão utópico, de certo, porque segundo o vocalista Kobi Farhi a banda há muito que conseguiu o seu principal objectivo – ter fãs de todas as religiões, conseguindo “unir” muçulmanos com judeus e cristãos, nem que por hora e meia na primeira fila de um concerto deles em Tel Aviv.

Como já é hábito, os Orphaned Land protagonizam um não moderado uso de instrumentos tradicionais/orientais, um estilo vocal que só a eles pode pertencer e um estatuto que inveja qualquer banda – quer uma banda estreante ou uma banda com os mesmos 20 anos de história. Conseguir despontar “heavy metal” numa região terrestre tão conflituosa e problemática, onde o próprio manifesto ‘metaleiro’ é punível, é sem dúvida um feito jamais alcançado.

Este quarto álbum sem dúvida que é mais um ponto de viragem na carreira dos israelitas e também um marco importante da música oriunda do Médio Oriente, recheado com a participação, produção e mixagem de Steven Wilson, mentor da banda Porcupine Tree. A viagem do conceptual “Guerreiro da Luz” – ‘Or’ é luz em hebreu, e ‘Warrior” guerreiro em inglês – dá início na festiva Sapari, que logo cedo destaca o enorme poder vocal de Shlomit Levi (que conta apenas como membro de sessão, infelizmente), abrindo as páginas de um livro extremamente complexo e progressivo, sendo a primeira parte do álbum entitulada de Godfrey’s Cordial – An ORphan’s Life. Os dois episódios The Path são dos melhores momentos do álbum, fazendo lembrar algumas melodias e riffs de Mikael Akerfeldt nos Opeth. Yossi Sa’aron, guitarrista e intérprete de muitos outros instrumentos, aplica algum do seu virtuosismo na épica The Warrior, que abre a segunda parte – Lips Acquire Stains – The WarriOR Awakens, fazendo lembrar alguns solos de John Petrucci. Em Disciples Of Sacred Oath II, segunda parte de uma música do segundo álbum El Norra Alila, remetem-nos mais ao estilo um pouco doom que a banda indicou nos dois primeiros álbums. Outra das grandes influências de Orphaned Land é Paradise Lost, que se ganham logo certezas a ouvir o tema Vayehi Or. Barakah introduz a terceira e última parte do álbum: Barakah – Enlightening The Cimmerian. Codeword: Uprising, a penúltima música, termina a viagem do Guerreiro da Luz que teve, ao longo do álbum, o objectivo de lutar contra a escuridão, a morte e tudo o que há de negativo no mundo, podendo assim unir as três religiões já mencionadas. In Thy Never Ending Way, o epílogo, dá fim a mais um álbum que solidifica o legado dos Orphaned Land, sendo as últimas palavras proferidas por Kobi Farhi as mais sábias:

“Go in peace, and find thy faith
Evolve thy self, and lose all hate
So a heaven you may create”

Deixo o resto à vossa guarda,
Nuno Bernardo

Classificação: 95/100

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