A compositora, produtora, pianista e cantora Marina Herlop (na foto) vai apresentar o seu novo álbum Dja Dja em Portugal com duas datas, uma delas inserida na temporada da Culturgest, em Lisboa.
Reconhecida como uma das vozes mais inovadoras da música contemporânea, a catalã vai editar o seu quinto álbum a 9 de Outubro. O sucessor de Pripyat (2022) e Nekkuja (2023), discos que motivaram uma intensa circulação na cena experimental internacional, foi concebido como uma obra única e interligada, inspirada pelo modelo narrativo de jornada do herói de Joseph Campbell (The Hero with a Thousand Faces). O álbum apresenta um universo sonoro expandido, enriquecido por novas texturas e arranjos de metais na exploração musical profunda sobre transformação, conflito interior e afirmação pessoal.
Dja Dja vai então ser apresentado na Culturgest, em Lisboa, no dia 13 de Novembro, pisando ainda o palco do Teatro do Campo Alegre, no Porto, no dia 15 de Novembro.
Kali Malone é outro destaque na nova temporada musical da Culturgest. A artista norte-americana, radicada na Suécia, é já um dos mais importantes nomes da música minimalista e do drone, fazendo do tratamento da instrumentação electroacústica um dos argumentos de álbuns como The Sacrificial Code (2019), Living Torch (2022) ou All Life Long (2024). Depois de um par de anos a explorar colaborações com Drew McDowall e Leila Bordreuil, a compositora regressa à electrónica na Culturgest para um concerto especialmente desenhado pela luz do artista visual inglês Charlie Hope a 23 de Setembro.
A música portuguesa faz parte do programa da Culturgest, com The Third Beside Us, encontro entre o saxofonista Ricardo Toscano e o pianista João Paulo Esteves da Silva a 8 de Outubro, ou o concerto de Glockenwise a 16 de Dezembro para apresentar Vale Tudo, álbum que sucede o aclamado Gótico Português. O átrio das galerias vai acolher um pequeno ciclo de concertos integrados na exposição Fotocópia Original, dedicada ao trompetista Sei Miguel falecido no ano passado, com a homenagem a arrancar a 17 de Outubro com Sirius, de Yaw Tembe e Monsieur Trinité, e Livio Tragtenberg, prosseguindo a 12 de Dezembro com a trompetista alemã Birgit Ulher e o guitarrista norte-americano Joe Morris.
O ensemble francês Onceim, um dos mais conceituados da música contemporânea europeia, une mais de trinta músicos que inclui grandes improvisadores do jazz livre e da música clássica para se dedicar à exploração de obras estabelecidas. As obras visadas a 30 de Novembro serão de Éliane Radigue, Occam Ocean, e de Caterina Barbieri, Non puoi contare l’infinito. Também em Novembro, no dia 19, haverá An Evening with Lambchop para um concerto de formato intimista focado no álbum Punching the Clown – concerto que acontecerá também na véspera no Teatro Viriato, em Viseu, e também no Theatro Circo de Braga no dia 21 e no Auditório de Espinho no dia 22.
O programa divulgado estende-se até ao dia 29 de Janeiro de 2027, dia em que Joana Sá irá apresentar Corpo: Território – Variações Sobre Inquietação, projecto nascido no final de 2025 instigado pela geologia instável dos Açores. O espectáculo focado no piano vai integrar sons da natureza e outras captações da compositora, numa reflexão sobre floresta, o mundo natural e o seu desaparecimento, utilizando inclusive a voz popular durante o grande incêndio no Parque Natural da Serra da Estrela há um ano.

