A conhecida Rockline Tribe, entidade responsável por eventos de música pesada da anoitecida Lisboa, apontou para o Room 5 a realização do seu primeiro festival de actuações.

Foi então na chuvosa noite do passado sábado, com cerca de 45 minutos de atraso e uma sala já composta que WE ARE THE DAMMED começaram a tocar numa intensidade explosiva própria da sua música, apelando para que o público se aproximasse do palco. A brutalidade do seu som, em especial os temas do seu recente álbum “Holy Beast”, foi retribuída pela audiência mais entusiasta, com alguns gestos caractetisticos e conhecidos dos amantes de música pesada. Destaque para a boa disposiçao do vocalista Ricardo Correia, que em variados momentos do concerto apelou ao apoio da música nacional e de eventos deste carácter.

Passados 5 anos fora de cena, entram em palco os THE TEMPLE com uma presença em palco sem pontos negativos a apontar, fazendo o público desinibir-se e aquecer um pouco mais. Depois de um precalço técnico, os presentes foram brindados com um solo de bateria em simultâneo com o guitarrista Marcelo Costa e o vocalista. Depois desta agradável surpresa, a agitação foi constante até ao fim, sendo a banda brindada com alguns circle pits e mosh pits que mostravam o agrado dos fãs perante o seu regresso aos palcos. Temas como ‘Ticket Please’, ’22 Belzebu’ e a cover de Mão Morta, ‘Budapeste’, fizeram parte do alinhamento que proporcionou merecidos aplausos no final da sua actuação.

Seguiu-se a penúltima banda da noite, MEN EATER. Este concerto tinha um significado especial pois foi o último da banda após oito anos de carreira, anunciado uma paragem por tempo indefinido. Os seus concertos são sempre uma viagem, mas este foi particularmente nostálgico, sendo já possível sentir alguma saudade de uma banda com tanto potencial. As letras da banda, liderada por Mike “Ghost” Correia, eram entoadas por um ou outro grupo de fãs – mas foi em ‘Lisboa’ que todo o público se fez ouvir, gritando “Soltam os cães atrás de mim, levo o peito cheio de ti” nos instantes finais do tema. A boa disposição de Gaza e a escolha de faixas dos três álbuns da sua carreira foram pontos positivos de uma actuação que pareceu mais curta que as anteriores.

Por fim, foi a vez dos tão esperados BIZARRA LOCOMOTIVA. Quem já testemunhou um concerto deles, sabe do que são capazes – e este não foi diferente. Apresentado-se um quarteto incansável e uma legião de fãs com o mesmo espírito, deu-se uma autêntica descarga de energia, onde a «escumalha» (alcunha dada ao grupo de fãs) atingiu o seu expoente máximo. Para além das típicas movimentações de público, as letras da banda anfitriã eram entoadas em coro com Rui Sidónio, que como sempre, foi um autêntico animal de toda a sala, pois a sua presença foi além do pequeno palco do Room 5. De entre outros, são destacados os conhecidos temas ‘Desgraçado de Bordo’, ‘O Anjo Exilado’, ‘O Frio’, ‘Cavalo Alado’ e a fechar ‘O Escaravelho’.

A festa seguiria com os DJ’s Izzy & Carlão e DJ António Freitas pela madrugada, em formato de after party.

Agradecimentos: Rockline Tribe.

Texto por: Sofia Correia
Fotografia por: Nuno Bernardo.


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