De 17 a 25 de Julho as músicas do mundo voltam a ocupar os espaços habituais de Porto Covo e Sines e a primeira dúzia de nomes para o FMM Sines foi revelada esta sexta-feira.
A proposta mantém-se: oferecer ao público «uma experiência cultural aberta, diversa e inclusiva, com música de diferentes estilos e geografias», segundo a organização a cargo da Câmara Municipal de Sines. As primeiras doze confirmações propõem desde já uma viagem por quatro continentes.
Após duas triunfais passagens pelo festival, em 2011 e 2019, o Le Trio Joubran (na foto) reencontra-se com Sines com seu projecto 20 Springs, onde os irmãos Samir, Wissam e Adnan irão acrescentar aos seus alaúdes um quarteto de cordas e percussão para celebrar os vinte anos de carreira e erguer a bandeira musical da Palestina.
Julian Marley, cantautor produtor e filho de Bob Marley nascido em Londres, estreia-se no FMM Sines acompanhado pela banda The Uprising para um concerto de roots reggae, enquanto que do Brasil chega Otto, inventivo cantor, percussionista e compositor pernambucano.
De África estão certas três nações: da Nigéria chegam os irmãos renovadores do highlife The Cavemen. e ainda o multi-instrumentista e compositor Mádé Kuti, filho de Femi e neto de Fela Kuti; de Marrocos o grupo Aïta Mon Amour com a visão moderna de uma tradição ancestral feminina da música do país e Saad Tiouly, que a partir de Casablanca herda a cultura gnawa; e ainda Nana Benz du Togo, que carregam para o festival temas feministas e ecologistas, entoados pelas escalas da tradição vodu togolesa.
Do contingente luso estão já certas as presenças d’A garota não, que após concerto memorável em 2023 regressa ao festival com a sua poesia interventiva de Ferry Gold, e a nova electrónica de raízes lusófonas e globais de Pedro da Linha.
A nova música urbana espanhola também é representada no line-up com a catalã Lia Kali, que no seu leque de influências se estende à soul, ao reggae, ao jazz e ao R&B e que no ano passado editou Kaelis. De Itália chega La Niña, projecto a solo da cantautora Carola Moccia, com um diálogo entre tradições da sua Nápoles natal e a produção musical contemporânea.
Além de música, como habitual, haverá também uma oferta de ateliers para crianças e famílias, sessões de contos, conversas, exposições, actividades de contacto com a natureza e outras iniciativas paralelas no programa do FMM Sines. As informações sobre bilhetes e entradas serão divulgadas em breve.

