Sonicblast. A fotogaleria da edição de 2025 do festival

Fotografia: Alexandra Ramos

A proposta do Sonicblast parece simples, mas cada ano volta a surpreender pelas suas fronteiras musicais. O regresso à Praia da Duna do Caldeirão, em Âncora, neste 2025 deu-se a 6 de Agosto, o dia ‘zero’, de warm-up ou de recepção para quem se prepara para outros três dias de riffs lamacentos, rock psicadélico e jardas rápidas: o rock, a areia e o oceano em perfeita comunhão, um ano mais.

Em baixo podem ser consultadas as fotogalerias de Alexandra Ramos de mais de três dezenas de concertos que aconteceram entre os dias 6 e 9 de Agosto.

6 de Agosto

O dia de warm-up arrancou com o hardcore punk de Overcrooks, para tónico stoner alemão na hora seguinte com Daily Thomson. Com o virar do relógio o público acolheu novamente o som hardcore, desta vez de contornos digitais vindouros de Espanha com Nerve Agent, para depois se ter abraçado o doom metal tradicional e o rock oculto de Castle Rat, banda nova-iorquina liderada por Riley Pinkerton aka The Rat Queen, que viria a tocar novamente no Sonicblast no derradeiro dia para dose dupla nesta edição.

Fotogaleria de Overcrooks e Daily Thompson

 

Fotogaleria de Nerve Agent e Castle Rat

 

7 de Agosto

Logo após a hora de almoço o Sonicblast arrancou de forma oficial com o thrash metal de Capela Mortuária, nova jarda hardcore de BØW e ainda garage punk dos californianos Hooveriii, mas as primeiras fotografias caçadas aconteceram com o heavy psych dos norte-americanos Spoon Benders, com o stoner rock dos noruegueses Slomosa e com a catarse pós-punk e noise rock dos britânicos DITZ. Com o descer do Sol chegou a jam psicadélica dos Earthless de Isaiah Mitchell, banda maior desta prática entre o psych e o space rock, para depois se passar ao doomgaze atmosférico dos também californianos King Woman de Kristina Esfandiari. Para tons ainda mais negros houve concerto dos belgas Amenra, que mantêm a sua abordagem cerimoniosa ao post-metal.

Com o estatuto de headliner do dia (e do festival) estiveram os Fu Manchu, uma das pioneiras bandas do stoner rock do deserto californiano. Os reis da estrada e dos riffs quentes foram seguidos pelo kraut industrial e dance punk (em iguais doses) dos ‘nossos’ MAQUINA. e o stoner dos canadianos Heavy Trip, numa noite que ainda prosseguiu com a festarola crossover thrash dos londrinos Inhuman Nature.

Fotogaleria de Spoon Benders, Slomosa e DITZ

 

Fotogaleria de Earthless, King Woman e Amenra

 

Fotogaleria de Fu Manchu, MAQUINA. e Heavy Trip

 

8 de Agosto

O segundo dia ‘oficial’ de Sonicblast arrancou às 15h30 com Tō Yō, quarteto de acid rock oriundo de Tóquio. Fazendo a ponte nipónica apenas de nome, o crust e speed metal dos nacionais Nagasaki Sunrise fizeram ferver o cabedal antes do psicadelismo distorcido e pujante dos nortenhos Sunflowers. O stoner peculiar dos belgas Gnome arrancou sorrisos, com o heavy psych de Vestiges of Verumex Visidrome a ser ilustrado com barretes vermelhos em palco e pela plateia. Daí passou-se à introspecção das canções de Emma Ruth Rundle e depois para o dance punk negro de Chalk.

O recheado cartaz deste Sonicblast proporcionou uma autêntica maratona de concertos imperdíveis, fazendo-se iluminar a noite com o psicadelismo dos alemães My Sleeping Karma e o ocultismo dos suecos Witchcraft. A explosão industrial aconteceu com a dupla catalã Dame Area com a sua pujança de Synth Punk e EBM, alimentando despedida em modo clubbing apesar da noite ter continuado com o doom de Daevar e Witchthroat Serpent.

Fotogaleria de Tō Yō, Nagasaki Sunrise e Sunflowers

 

Fotogaleria de Gnome, Emma Ruth Rundle e Chalk

 

Fotogaleria de My Sleeping Karma, Witchcraft e Dame Area

 

9 de Agosto

Ao sábado e derradeiro dia de Sonicblast foi obrigatório chegar cedo para ‘caçar’ os italianos Messa, banda que tem brilhado em estúdio com os lançamentos de Close em 2022 e The Spin este ano. A sequência de The Atomic Bitchwax e King Buffalo, dois nomes sonantes da cena psicadélica do leste norte-americano, permitiu reconhecer para onde, historicamente, pende a balança do Sonicblast. Ainda assim o contraponto não demorou a chegar com o garage rock dos canadianos Dead Ghosts, antevendo o doom dos suecos Monolord e o darkwave gótico de Patriarchy, reafirmando o lugar das batidas no festival.

Em nova demonstração de diversidade sónica o hardcore punk dos históricos Circle Jerks mostrou que os riffs rápidos da Califórnia também têm legado para apresentar, enquanto o pós-punk e darkwave sombrio dos bielorrussos Molchat Doma propôs à dança viral com Belaya Polosa ainda bem fresco na memória apesar de Etazhi continuar o disco de referência. Num ano em que o festival abraçou (ainda mais) o culto aos pioneiros Black Sabbath devido ao falecimento de Ozzy Osbourne, os foguetes finais desta edição aconteceram na forma de segunda dose de Castle Rat e ainda stoner e doom de Dopethrone e Vinnum Sabbathi.

Fotogaleria de Messa, The Atomic Bitchwax e King Buffalo

 

Fotogaleria de Dead Ghosts, Monolord e Patriarchy

 

Fotogaleria de Circle Jerks e Molchat Doma

 

Fotogaleria de Castle Rat e Dopethrone

 

Fotogaleria do público do festival