Já pouco falta para Portugal abraçar de novo Mika Vainio, mestre finlandês da electrónica propulsora. Seja pela sua história com os incríveis Pan Sonic ou pelo seu trabalho a solo, tanto em nome próprio ou como Ø, Mika Vainio é nome que não se consegue evitar numa dissertação sobre a experimentação e a exploração dos escapes sonoros industriais.

Aclamado exportador de techno pela Europa fora, a sua natureza não teme encontrar novas formas e reformas de contextualizar a electrónica de vanguarda. O esforço mais recente de longa-duração dá pelo nome de Mannerlaatta (2016), mas não se pode fiar em discos na hora de testemunhar ao vivo alguém tão prolífico.

Essa oportunidade surge em Portugal em três datas. A primeira é no Musicbox, em Lisboa, no dia 9 de Fevereiro, com o selo da Nariz Entupido – a primeira parte estará a cargo do “seu” Folclore Impressionista, projecto muito próprio que conjuga a tradição popular com vários sintetizadores e que conta com imagens trabalhadas ao vivo pelo artista visual António Caramelo.

Depois de Lisboa, Vainio ruma ao Porto (no cinema Passos Manuel) no dia 10 e a Viseu (no Venha a Nós a Boa Morte) no dia 11.

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