A Hell Xis conseguiu trazer ao nosso país a Resurrection Tour Of Chaos 2014 que junta 3 gigantes do metal/hardcore mundial, e cada uma com um estilo muito próprio – Napalm Death, The Exploited e Hatebreed. Só por estes nomes esta noite tinha tudo para ser memorável… e assim o foi!

A banda de abertura escolhida para este concerto foi Primal Attack. A banda lisboeta anda a promover o seu primeiro álbum ,”Humans”, e a sua coesão e à vontade em palco está a aumentar a olhos vistos. A actuação contou ainda com a ajuda de Hugo Andrade, dos Switchtense, na faixa ‘Despise You All’.

 

Os Napalm Death, que eram sem dúvida a banda mais agressiva do cartaz, entraram em palco e proporcionaram «porrada» o concerto todo, destilando umas músicas atrás de outras. Crowdsurfing, stage dive e muito mosh não faltaram neste concerto com o carismático Barney Greenway sempre muito enérgico. Tocaram músicas de vários registos, incluindo ‘Scum’ e ‘Suffer’ do seu primeiro lançamento.

 

Depois o punk rock tomou por completo conta do palco. Os míticos The Exploited, que tantas bandas influenciaram ao longo dos seus 35 anos de carreira, subiram ao palco e tudo parecia uma festa. Stage dives, mosh e muitos hinos que a maior parte do público conhecia praticamente de cor. Em ‘Sex and Violence’ o baixista Irish Rob pediu três pessoas para cantar a música e tal não foi problema! Infelizmente a actuação da banda teve que ser encurtada devido ao facto do vocalista, Wattie Buchan, se encontrar doente e não ter conseguido resistir o concerto por inteiro.

 

Os Hatebreed, mais um dos grandes expoentes do NYHC, voltaram ao nosso país depois do concerto em Corroios em 2011. São sem dúvida uma máquina bem oleada, que dá tudo o que tem nos seus concertos. Jamey Jasta foi o comandante da banda sempre de um lado para o outro do palco, incentivando constantes circle pits, entre músicas mais recentes e outras mais antigas, abordando todas as fases da banda.

Uma grande noite com grandes concertos de todas as bandas com uma República da Música a rebentar pelas costuras e com um calor absolutamente infernal, mostrando que a aposta da Hell Xis em fazer esta tour passar por cá valeu por muito.

 

Texto: Tomás Lisboa
Fotografia: Diogo Oliveira

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