Ferocidade, pujança, suor e muita cerveja. São as palavras que me vêm à cabeça sempre que me recordo do último concerto dos Lisbon South Bay Freaks que assisti, no Barreiro Rocks 2018. Felizmente, parece que esta premissa se mantém no novo trabalho da banda: No Gods No Masters, editado pela Raging Planet.

Lançado em Outubro deste atípico o ano, a banda do Barreiro apresenta aqui o seu segundo álbum, que começa logo bem só pela belíssima capa, da autoria de João Maio Pinto. A música, essa, mantém o nível qualitativo bem cá em cima, algo que Cajo (Guitarra e Voz), José Mendes (Guitarra), Cadete (Baixo) e Pires (Bateria) já nos habituaram.

Ao longo das onze faixas, temos muito rock do bom, algum peso mas também algumas faixas bem dançáveis e cheias de ginga. A “Skull Tattoo” abre o álbum, e a hostes, para uma debandada de moche que possa vir ai, chamando logo a atenção do ouvinte para o que se segue. “Rock’n’Roll Is Dead (For Tonight)” cheira a single para abanar muito a anca e bater o pé a partir chão. Além disso, aquele teclado maroto dá uma enorme vida ao tema, com um refrão que fica logo no ouvido no final da primeira audição. “River Suburban Boy” tem uma letra fantástica com aquele palm mute de fundo bem potente e agressivo. A minha favorita, chega no final do álbum. A faixa que dá nome ao álbum é deve ser ouvida bem alto, naquele limite do vizinho chamar as autoridades, com um refrão cativante feito das palavras de ordem, “No Gods No Masters”, com muita miudagem nas vozes de apoio e muita festa no fim. E tem cowbell!

No final, o resultado é mesmo esse: uma grandiosa festa. É um trabalho variado e abrangente, com tanta influência e referência que temos aqui uma autêntica viagem pela história do rock mais pesado. Para terminar, a banda que me permita apenas discordar mas o Rock’n’Roll não está Dead. Nem esta noite, nem para as noites que se avizinham. E a prova disso está aqui.

Texto: Gonçalo Cardoso

Leave a Reply

Your email address will not be published.