Enquanto o novo álbum dos Fates Warning não sai, neste hiato, Ray Alder decide lançar o seu primeiro álbum a solo. Como um dos mais importantes vocalistas dos últimos 30 anos, Alder – tendo uma panóplia de estilos ao seu dispor com a sonoridade progressiva e exímia dos icónicos Fates Warning e o metal melódico dos Redemption, onde esteve durante 12 anos até ter saído em 2016 – lança um disco previsível, mas que apresenta uma sonoridade fresca e dinâmica que varia entre temas melódicos e mais lentos, e temas progressivos com um som mais pesado e técnico.

What The Water Wants apanha parte do que são os Fates Warning e os Redemption, mas não deixa de ter um cunho pessoal de Alder que introduz uma vivacidade lírica mais melódica, mas ao mesmo tempo progressiva, mostrando uma polivalência realmente interessante. Acaba por ser um longa-duração para todos os gostos, satisfazendo os mais esfomeados por metal progressivo ou os mais esfomeados por rock melódico, a roçar as baladas altamente instrumentalizadas. O álbum começa muito morno, fundamentalmente lento e melódico e introspectivo, com a excepção da faixa “Lost” que é muito inspirada nas tiradas dos álbuns mais recentes dos Fates Warning. Como tal, “Crown of Thorns” e “Some Days” mostram um disco que parece ser mais melódico e lento do que depois se vem a verificar. O metal progressivo e a diversidade é introduzida em “Shine”, estendendo-se até à linda e profunda “The Road” que introduz uma componente pesada, mas fortemente emocional e pessoal. Esta mesma emoção é exaltada no tema “The Killing Floor” que acaba por terminar o lançamento de estreia de Ray Alder num registo mais acentuado e pesado, com guitarradas fortes e uma bateria galopante.

A estreia é das boas, Ray Alder faz um bom aquecimento para o próximo álbum dos Fates Warning, que se espera que saia em 2020. O lançamento apresenta um registo conhecido e familiar, com uma diversidade fresca e que prende o ouvinte com umas faixas melódicas e outras instrumentalmente pesadas e progressivas, para tal basta ouvir “A Beautiful Lie”, “Wait” e “What The Water Wanted” que se demonstram com uma riqueza sonora mais similar ao trabalho realizado por Alder nos seus anos de músico. Este é de facto um disco que agradará a gregos e a troianos, não deixará ninguém indiferente e é claramente um excelente começo na carreira a solo do icónico vocalista e ‘frontman’. What The Water Wants tem um pouco de tudo, desde baladas melódicas e emocionais a faixas mais ricas instrumentalmente com enorme destaque para o duo de guitarras de Mike Abdow e Tony Hernando, e a potente bateria de Craig Anderson. É uma estreia que não se estranha e que se entranha desde a primeira audição, pode apaixonar quem gosta de músicas mais emotivas e liricamente mais comerciais, mas também pode interessar aos seguidores de um metal progressivo mais pesado.

Autor: João Braga

 

Enquanto o novo álbum dos Fates Warning não sai, neste hiato, Ray Alder decide lançar o seu primeiro álbum a solo. Como um dos mais importantes vocalistas dos últimos 30 anos, Alder - tendo uma panóplia de estilos ao seu dispor com a sonoridade progressiva e exímia dos icónicos Fates Warning e o metal melódico dos Redemption, onde esteve durante 12 anos até ter saído em 2016 - lança um disco previsível, mas que apresenta uma sonoridade fresca e dinâmica que varia entre temas melódicos e mais lentos, e temas progressivos com um som mais pesado e técnico. What The…

Álbum. InsideOutMusic. 18/10/19

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