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Oxbow – Thin Black Duke

Os Oxbow sempre foram uma banda peculiar. Desde a sua estreia há quase 30 anos com Fuckfest, o quarteto de São Francisco tem se mantido quase inclassificável, com a sua mistura de géneros como o noise rock, blues e free jazz. Os mais aventureiros lá lhes tentaram pôr um rótulo em cima, mas eu apenas me limito a receber de braços abertos tudo aquilo que a banda tem para oferecer.

Este novo álbum, o primeiro longa-duração desde The Narcotic Story de 2007, não vem ajudar essa tentativa de classificação. Aqui tem continuação o caos que é sinónimo de Oxbow, como demonstrado em músicas como “A Gentleman’s Gentleman” e “Host”, havendo também lugar para uma certa calma antes da tempestade, com uns momentos mais leves presentes em faixas como o single “Cold & Well-lit Place”. Os vocais de Eugene S. Robinson continuam fortes como um bom soco na cara, não fosse o livro que escreveu há dez anos sobre luta. Mas se na rua deviam temer o vocalista pela sua impressionante estatura, em estúdio apenas têm de ter cuidado para não serem atirados contra uma parede pela sua voz, que em conjugação com as guitarradas, bateria e ocasional piano criam uma inquietante mas belíssima parede sonora.

No seu todo, o álbum é menos imprevisível que os anteriores, mas igualmente arrebatador. Mas quanto mais o oiço, mais me parece que algo está em falta: a loucura, a insanidade. Quem não se lembra da tresloucada “Gal” ou a arrasadora “The Virgin Bride”, ambas de Let Me Be A Woman? Se lá a loucura era mais preponderante, aqui é apenas uma fantasia, um sonho, por parte da banda, que opta por uma abordagem mais coerente, mais subtil na estrutura das músicas. Continua a ser um autêntico circo de géneros e desordem, mas de uma maneira mais organizada. Dir-se-ia um caos organizado.

Não deixa por isso de ser um bom álbum. Afinal de contas é um regresso ao estúdio após dez longos anos, loucos seriam os fãs se estivessem à espera de um álbum completamente igual aos anteriores. E se este fora o último da banda como dizem os rumores, então “The Finished Line”, a faixa final do álbum, servirá como um óptimo clímax, uma chegada à recta final de um álbum poderoso e de uma carreira inigualável.

Autor: Filipe Silva

Os Oxbow sempre foram uma banda peculiar. Desde a sua estreia há quase 30 anos com Fuckfest, o quarteto de São Francisco tem se mantido quase inclassificável, com a sua mistura de géneros como o noise rock, blues e free jazz. Os mais aventureiros lá lhes tentaram pôr um rótulo em cima, mas eu apenas me limito a receber de braços abertos tudo aquilo que a banda tem para oferecer. Este novo álbum, o primeiro longa-duração desde The Narcotic Story de 2007, não vem ajudar essa tentativa de classificação. Aqui tem continuação o caos que é sinónimo de Oxbow, como demonstrado em músicas como “A Gentleman’s Gentleman” e “Host”, havendo também lugar para uma certa calma antes da tempestade, com uns momentos mais leves presentes em faixas como o single “Cold & Well-lit Place”. Os vocais de Eugene S. Robinson continuam fortes como um bom soco na cara, não fosse o livro que escreveu há dez anos sobre luta. Mas se na rua deviam temer o vocalista pela sua impressionante estatura, em estúdio apenas têm de ter cuidado para não serem atirados contra uma parede pela sua voz, que em conjugação com as guitarradas, bateria e ocasional piano criam uma inquietante mas belíssima parede sonora. No seu todo, o álbum é menos imprevisível que os anteriores, mas igualmente arrebatador. Mas quanto mais o oiço, mais me parece que algo está em falta: a loucura, a insanidade. Quem não se lembra da tresloucada “Gal” ou a arrasadora “The Virgin Bride”, ambas de Let Me Be A Woman? Se lá a loucura era mais preponderante, aqui é apenas uma fantasia, um sonho, por parte da banda, que opta por uma abordagem mais coerente, mais subtil na estrutura das músicas. Continua a ser um autêntico circo de géneros e desordem, mas de uma maneira mais organizada. Dir-se-ia um caos organizado. Não deixa por isso de ser um bom álbum. Afinal de contas é um regresso ao estúdio após dez longos anos, loucos seriam os fãs se estivessem à espera de um álbum completamente igual aos anteriores. E se este fora o último da banda como dizem os rumores, então “The Finished Line”, a faixa final do álbum, servirá como um óptimo clímax, uma chegada à recta final de um álbum poderoso e de uma carreira inigualável. Autor: Filipe Silva https://www.youtube.com/watch?v=lcx4DAiqiCA

Álbum. Hydra Head Industries. 5 Maio 2017

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