Há quanto tempo não pegas num disco de rock e pensas “hey, boa jarda”? Ou ouves uma banda numa garagem vizinha a fazer aquele rock selvagem ao qual permites a permeabilidade das tuas quatro paredes? The Haze pode ser a resposta às preces, mas os Pulled Apart By Horses não são uns meninos novatos nisto. A última vez que os vimos em solo português foi intercalada pela chuva no Meco, num palco secundário de um SBSR esgotado para receber Eddie Vedder. Dessa aguada restante da apresentação de Blood, editado em 2014 pela Sony, sobra agora uma réstia de neblina.

Tudo muito bonito e poético, inclusive o artwork, para um disco que resume o atirar de um prato de comida à parede. Não são precisos muitos minutos para entender que esta é, a par da estreia homónima lançada em 2010, a proposta mais vital que o quarteto de Leeds já jogou para a rua. É um disco que pode cheirar a cigarros, a cerveja e a arrotos de um pub inglês qualquer, onde se é convidado a mandar um par de pints abaixo com “Flash Lads” antes de perguntar “What’s Up Dude?” (onde ouvimos ali um pouco de “Holy Diver” de Dio no main riff, diga-se), sucedendo uma série de histórias que o nosso companheiro de copos está sempre a repetir sempre que alguém se senta ao seu lado ao balcão. É nesse charme javardo, de quem te paga copos mas não quer minimamente saber de ti, que este fuzz rock brilha.

Imaginem uma resposta britânica, um fuck off mate! à trupe de Ty Segall do outro lado do Atlântico. Competição assim e ainda há quem diga que o rock morreu.

Autor: Nuno Bernardo

Há quanto tempo não pegas num disco de rock e pensas "hey, boa jarda"? Ou ouves uma banda numa garagem vizinha a fazer aquele rock selvagem ao qual permites a permeabilidade das tuas quatro paredes? The Haze pode ser a resposta às preces, mas os Pulled Apart By Horses não são uns meninos novatos nisto. A última vez que os vimos em solo português foi intercalada pela chuva no Meco, num palco secundário de um SBSR esgotado para receber Eddie Vedder. Dessa aguada restante da apresentação de Blood, editado em 2014 pela Sony, sobra agora uma réstia de neblina. Tudo…

Álbum. Caroline International. 17 Março 2017

Classificação

7.3

Related Posts

Leave a Reply

Your email address will not be published.