El PintorDepois de quatro longos anos, em que os membros da banda decidiram dar uma maior atenção a cada um dos seus próprios projectos individuais, o ansiado El Pintor (propositadamente claro, um anagrama de Interpol) foi finalmente lançado. Este novo trabalho já não conta com Carlos Dengler, integrante da banda desde 1997, tendo o baixo sido entregue a Paul Banks.

Se existiam inúmeros motivos para não ter as expectativas altas com o El Pintor? Sim, no entanto esta demora parece que serviu para trazer uma nova inspiração ao grupo, e também para ultrapassar a perda de um membro, antes fulcral, desta banda nova-iorquina que já conta com 17 anos no mundo do espectáculo. A qualidade musical deste quinto álbum veio compensar as duras críticas e o aparente decair dos últimos anos. Finalmente, os Interpol voltaram a afirmar-se como um dos grandes nomes do rock alternativo da actualidade, trazendo também de volta um pouco da sonoridade impressionante e minimalista que tanto a caracterizava no inicio deste século.

Ultrapassando o último Interpol, de 2010, a banda desta vez pintou um álbum bastante estruturado, a relembrar os seus dias de glória, mas também mais maduro em termos de composição e combinação entre vocais e instrumental. Os anos transformaram-se em experiência, fazendo os artistas crescerem dentro do seu próprio estilo. É ainda possível notar novas ideias e influências neste álbum, em consequência da própria progressão individual de cada um dos membros a solo.

Com a inicial beleza melódica de “All the Rage Back Home”, o álbum segue com arranjos musicais mais fortes, como notamos em “My Desire” e “Anyway”, e quase que sentimos a voz de Banks a dançar com o instrumental, que surpreende a cada música pela sua delicadeza e, ao mesmo tempo, magnificência melódica. Estes senhores sabem bem o que estão a fazer, e isso nota-se na maneira como criaram um álbum maduro, a um nível que nunca antes tinham atingido. Fecham então este projecto com a “Twice as Hard”, o clímax do álbum, que cria uma mistura entre a doçura do piano com a força do baixo, de onde nasce uma sonoridade apaixonante e impossível de não gostar.

Este álbum traz de volta uma banda confiante, quase adulta no mundo da música, reafirmando a qualidade com que primaram o mundo do Rock há anos atrás, e o equilíbrio vocal intercalado com o instrumental, que criou o estilo tão pessoal e íntimo que os Interpol pintaram logo no início da sua carreira e, felizmente, voltaram a acentuar com este álbum.

Autora: Daniela Neves

Depois de quatro longos anos, em que os membros da banda decidiram dar uma maior atenção a cada um dos seus próprios projectos individuais, o ansiado El Pintor (propositadamente claro, um anagrama de Interpol) foi finalmente lançado. Este novo trabalho já não conta com Carlos Dengler, integrante da banda desde 1997, tendo o baixo sido entregue a Paul Banks. Se existiam inúmeros motivos para não ter as expectativas altas com o El Pintor? Sim, no entanto esta demora parece que serviu para trazer uma nova inspiração ao grupo, e também para ultrapassar a perda de um membro, antes fulcral, desta…
Este álbum traz de volta uma banda confiante, quase adulta no mundo da música, reafirmando a qualidade com que primaram o mundo do Rock há anos atrás.

Álbum. Matador Records. 8/9/2014

Classificação

82%

Este álbum traz de volta uma banda confiante, quase adulta no mundo da música, reafirmando a qualidade com que primaram o mundo do Rock há anos atrás.

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