UNKIND  – “Pelon Juuret”

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UnkindSeguindo a linha do seu álbum anterior, os finlandeses Unkind potenciam em “Pelon Juuret” o melhor do seu crust arraçado de d-beat grind «cantado» em finlandês… e continua a ser negro, mas bastante melódico. Para ter uma ideia de onde se situam musicalmente, é dito que as suas atmosferas surgem como se os Mogwai gravassem um álbum de versões de Tragedy ou se os From Ashes Rise fossem influenciados por Explosions In The Sky.

A velocidade acaba por ser sempre a mesma ao fim de duas faixas, ainda que as vozes transpirem ferocidade e as guitarras soem monstruosas. Tommi, Tumppi, Marko, Pekka e Saku parecem não querer abrir mão do ritmo que os caracteriza e acabam por lançar um disco potente mas com pouco para oferecer, especialmente quando faixas como ‘Viallinen’ e a derradeira ‘Saattokoti’ em nada variam e cujo conteúdo acaba por ser algo irrelevante dado o contexto das restantes faixas. ‘Pelon Juuret’ e ‘Vihan Lapset’, em menos de seis minutos, mostram todas as capacidades criativas e qualitativas dos finlandeses sem cair na repetição, portanto é pena que tal não se mantenha ao longo do disco.  O ritmo é fantástico e contém uma boa dose de riffs quase à Converge ou Trap Them intercalados com os seus leads bastante originais. O restante registo é competente e tem um toque agressivo e inteligente nas partes mais calmas ou óbvias.

O disco é bom, equilibradas as partes excelentes com os momentos menos inspirados. Altamente recomendável a fãs do género, a experiência até pode ser bastante surpreendente.

// Nuno Bernardo

Pelon Juuret

País
Finlândia

Membros
Tommi – Guitarra, Voz
Tumppi – Guitarra
Marko – Baixo, Voz
Pekka – Efeitos
Saku – Bateria

Alinhamento
Pelon Juuret | Vihan Lapset | Valtakunta | Viallinen | Laki | Olemisen Pelko | Saattokoti

 

UNKIND  - "Pelon Juuret" Bandcamp | Facebook | last.fm Seguindo a linha do seu álbum anterior, os finlandeses Unkind potenciam em "Pelon Juuret" o melhor do seu crust arraçado de d-beat grind «cantado» em finlandês... e continua a ser negro, mas bastante melódico. Para ter uma ideia de onde se situam musicalmente, é dito que as suas atmosferas surgem como se os Mogwai gravassem um álbum de versões de Tragedy ou se os From Ashes Rise fossem influenciados por Explosions In The Sky. A velocidade acaba por ser sempre a mesma ao fim de duas faixas, ainda que as vozes transpirem…
O disco é bom, equilibradas as partes excelentes com os momentos menos inspirados. Altamente recomendável a fãs do género, a experiência até pode ser bastante surpreendente.

[Álbum / Relapse Records, Alerta Antifascista / 9 Julho 2013]

Classificação

81%

O disco é bom, equilibradas as partes excelentes com os momentos menos inspirados. Altamente recomendável a fãs do género, a experiência até pode ser bastante surpreendente.

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