QUEENSRŸCHE – “Queensrÿche”

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QueensrÿcheApós um terrível Dedicated to Chaos lançado em 2011 e da batalha judicial que levou à separação da banda e à criação de dois Queensrÿches, um liderado por Todd La Torre e o outro por Geoff Tate, os verdadeiros Queensrÿche lançam um álbum sólido e bastante credível.

A versão de Todd La Torre lança o álbum homónimo alguns meses após o lançamento do muito desapontante Frequency Unknown, gravado e produzido em apenas seis semanas, da versão de Geoff Tate. A expectativa para este álbum era imensa, com imensas dúvidas e respostas por dar sobre o real valor do grupo e se os restantes membros da banda seriam capazes de se “aguentar” sem o carismático Geoff Tate.

Felizmente, o grupo lidou muito bem com a saída de Tate e conseguiu contratar um jovem bastante talentoso que esteve ao mais alto nível e que garantidamente assegura anos de qualidade para uma banda que já sofreu “altos e baixos” demais. A direcção musical deste disco aproximou-se muito de uma mistura entre a força de Rage for Order e a magia de Promised Land. Com as poderosas “Where Dreams Go To Die”, “Spore”, “Redemption” ou “Fallout”, o álbum assume uma personalidade mais forte e arrojada mas com “In This Light”, “A World Without” ou “Open Road”, o disco revela uma personalidade bem mais emocional que já não era visível desde os tempos de American Soldier. A conjugação de faixas emocionalmente fortes com o poderio e a força que há muito tempo já não era demonstrado pela banda faz com que este disco seja uma “lufada de ar fresco” na discografia dos icónicos americanos.

De relevar que é muito provavelmente o mais trabalhado álbum dos últimos quatro anos com uma elevada preocupação para a qualidade instrumental do disco, composição escrita e principalmente para a demonstração técnica tanto individual como colectiva que a banda queria apresentar. Penso que o que determinou, verdadeiramente, a qualidade final do disco foi o bom ambiente e a tranquilidade que o grupo tem vivido desde o início de 2013. Não é uma obra-prima nem um clássico do rock mas é decerto um bom álbum e uma boa demonstração da qualidade da banda.

// João Braga

[one_half] Queensrÿche
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País
Estados Unidos

Membros
Todd La Torre – Voz
Michael Wilton – Guitarra
Parker Lundgren – Guitarra
Scott Rockenfield – Bateria
Eddie Jackson – Baixo

Alinhamento
X2 | Where Dreams Go To Die | Spore | In This Light | Redemption | Vindication | Midnight Lullaby | A World Without | Don’t Look Back | Fallout | Open Road

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