DEEP PURPLE – “NOW What?!”

Official Website | Facebook | YouTube | Official Website NOW What?!

Deep Purple lineupO novo álbum dos lendários mestres do hard rock/heavy metal é lançado oito anos depois do último disco da banda britânica. Pessoalmente estava à espera de um álbum desapontante e sem chama com um ou dois bons apontamentos. Felizmente, o álbum superou as minhas expectativas! Apesar de não ser um disco dos clássicos NOW What?! consegue apresentar bons apontamentos técnicos com músicas bastante “rockeiras” e grandes combinações instrumentais entre Steve Morse e Don Airey.

Sendo um enorme fã da banda, é sempre com agrado que ouço qualquer um dos lançamentos do grupo, mesmo sem Ritchie Blackmore. O álbum começa com a poderosa “A Simple Song” com uma intro emocional de cerca de dois minutos, a faixa rapidamente mostra uma tonalidade bem mais pesada, e devo dizer, raivosa. Seguem-se “Weirdistan” e “Out Of Hand” que são das faixas mais pesadas e “rockeiras” deste álbum com enorme destaque para a guitarra de Steve Morse, a criatividade da bateria de Ian Paice e a voz de Ian Gillan. De acordo com um press-release, o álbum seria gravado sem qualquer tipo de regras, com uma fresca e moderna produção musical e que teria a “elegância de Perfect Strangers e a liberdade de Made In Japan”. Tal afirmação parece-me por demais rebuscado e completamente exagerada, seja como for, a faixa “Hell to Pay” demonstra a qualidade técnica, liberdade e a elegância referida acima com Steve Morse e Don Airey a protagonizarem uma batalha instrumental que já não se ouvia desde os tempos do “mestre dos mestres” Ritchie Blackmore e o lendário Jon Lord.

A produção do álbum é muito provavelmente das melhores da banda desde Purpendicular, não deixando descurar os sons mágicos das teclas de Don Airey, os entusiásticos riffs e solos de Steve Morse, as habilidosas composições de Roger Glover, a energia da bateria de Ian Paice e os “gritos” do icónico Ian Gillan. O grupo preocupa-se em demonstrar que funciona bem como grupo e que gosta de tocar junto. De destacar faixas como: a poderosa “A Simple Song”, a criativa “Weirdistan”, a pesada “Out Of Hand”, a espectacular “Hell to Pay” e a estranhamente obscura “Vincent Price”.

Não me interpretem mal, este disco não está ao nível de clássicos como Deep Purple, In Rock, Machine Head, Burn ou Perfect Strangers, entre outros. Nem sequer tem a magia instrumental e o espírito de outros tempos, nem pouco mais ou menos. Falta a magia do “mestre dos mestres” Ritchie Blackmore e a perfeição de Jon Lord, mas mesmo assim é um álbum que está ao nível do primeiro lançado por esta formação, Purpendicular e que é claramente um passo à frente do anterior lançado em 2005, intitulado Rapture Of The Deep. É uma boa adição à colecção de qualquer fã que como eu segue esta banda há muitos anos.

// João Braga

[one_half] NOW What?!
[/one_half] [one_half_last]

País
Reino Unido

Membros
Ian Gillan – Voz
Steve Morse – Guitarra
Roger Glover – Baixo
Don Airey – Teclado
Ian Paice – Bateria

Alinhamento
A Simple Song | Weirdistan | Out Of Hand | Hell to Pay | Above and Beyond | Blood from a Stone | Uncommon Man | Après vous | All the Time in the World | Vincent Price | It’ll Be Me (bonus limited edition)

[/one_half_last]

Leave a Reply

Your email address will not be published.