MARILLION – “Sounds That Can’t Be Made”

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Marillion“Sounds That Can’t Be Made” é mais um lançamento dos britânicos liderados por Steve Rothery e Steve Hogarth. Desde a entrada de “h” na banda, Marillion tem apresentado uma sonoridade completamente diferente àquela que os fãs da banda estavam habituados nos tempos áureos da banda com Fish. Li uma vez numa revista ou na Internet que se os Coldplay tivessem lançado este álbum, este já estaria totalmente esgotado por todo o mundo. Apesar de injusta, tal afirmação é verdadeira. Marillion são uma banda “posta de lado” no que toca a vender álbuns. O grupo britânico faz questão de compor um rock progressivo diferente das restantes bandas do género.

Neste álbum de 2012, a personalidade da banda mantém-se a mesma, a banda britânica apresenta um trabalho muito na linha do seu mais recente historial com muitos pormenores artísticos e com uma forte componente emocional apegada a um elevado número de minutos de rock progressivo “à Marillion”. O disco é inaugurado com a bastante emocional, profunda e real “Gaza” são cerca de 18 minutos de realidade “atirada à cara dos ouvintes”. A faixa-título é também uma das minhas preferidas, é tocante mas difícil de interpretar e de a poder explicar (talvez seja essa a intenção da banda). Temas como amor, pensamento, vida e guerra são centrais para cobrir as canções neste álbum. Em termos estruturais, a performance da banda está bastante ao nível normal do grupo e denota-se a contínua união entre a banda. Ao nível da produção, está ao nível dos álbuns passados com uma produção bastante boa, com maior destaque para o som da guitarra de Rothery, a voz de Hogarth e a bateria de Ian Mosley. Faixas a ter em atenção: “Gaza”, “Sounds That Can’t Be Made”, a lindíssima “Montreal” e a inteligente “Power”.

Um dos aspectos negativos que podem ser apontados à banda são os muitos minutos de música que a banda coloca em quase todas as suas composições, o que dificulta a sua promoção comercial e a futura venda de discos. Marillion tem uma magia completamente diferente de outras bandas de rock progressivo, eles não se venderam a um público de rádio apenas para ganhar mais dinheiro. Os cinco artistas gostam do que fazem e têm a sua legião de fãs fixa, apesar de tudo, é claro que grande parte das suas composições são demasiado artísticas e sofisticadas para poderem vender em grande escala. Para os fãs e seguidores da banda é um álbum essencial, para quem não seja grande apreciador da sua sonoridade não fazia mal nenhum ouvir três ou quatro faixas.

// João Braga

[one_half] Sounds That Can’t Be Made
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País
Reino Unido

Membros
Steve “h” Hogarth – Voz, Teclado
Steve Rothery – Guitarra
Pete Trewavas – Baixo, Guitarra
Mark Kelly – Teclado
Ian Mosley – Bateria

Alinhamento
Gaza | Sounds That Can’t Be Made | Pour My Love | Power | Montreal | Invisible Ink | Lucky Man | The Sky Above the Rain

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