SANCTUS NOSFERATU – “SAMCA”

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Há muitos nomes nacionais que passam ao lado da imprensa e das referências individuais. Estes Sanctus Nosferatu têm a tarefa árdua de não só terem de se afirmar no metal nacional, como ainda têm de o fazer a partir dos Açores. Temos conhecimento de projectos portugueses que emergiram nos arquipélagos e que tiveram de tomar rotas continentais para maior projecção (mais recentemente, os madeirenses Karnak Seti). Este quinteto lançou então “SAMCA”, o seu álbum de estreia,  no primeiro semestre de 2012, abordando «uma intemporal e mitológica história baseada na ascensão do clã Nosferatu, liderados por Samca.» Gravado por Rúben Moniz nos NeburRecords Studios, na ilha de São Miguel e misturado/masterizado por André Tavares (Grog, Seven Stitiches) em Lisboa, este trabalho chega agora às nossas mãos para ser analisado.

Logo em ‘Astarteia’ são lançadas várias farpas. Uma mão cheia de riffs melódicos e uma estrutura vocal semelhante à que a dupla de Thee Orakle mostrou a Portugal aquando do lançamento do seu “Metaphortime” são dois elementos que saltam ao ouvido. As responsabilidades vocais de Camila Morticia atravessam os campos do death metal e da cena sinfónica, como se de duas vozes distintas se tratassem. Os leads carregados de reverb, como em ‘Spiritus Magnus’, dão um toque bonito às escalas melódicas das guitarras nas fases finais dos temas. Os picos de agressividade são constantes em quase todos os temas, dispensando-se até a voz limpa nos refrões. Já em ‘Cannibalize Corpse’ existe um melhor cuidado na evolução dos riffs, passando de uma introdução aguda para um punhado de riffs distintos e com velocidades diferentes até à parte central da faixa. Existe em “SAMCA” uma quantidade quase infinita e inesgotável de riffs e leads dentro mesmo espectro, o que acaba até por proporcionar uma sonoridade algo própria para um primeiro registo. Porém, talvez manter um bocado a técnica de lado e trabalhar melhor a eficácia de certas melodias poderia oferecer um melhor resultado. O baixo de Nuno Terceirense faz-se ouvir do princípio ao fim, com destaque especial naquele ritmo de ‘Darvulia’s Apprentice’ e a bateria de Nuno Costa talvez precisasse de se ouvir melhor naquilo que consegue fazer com os pés.

Uma transição para os palcos do continente deveria oferecer uma maior experiência e uma maior capacidade de composição e concretização das ideias. Exigem-se mais momentos memoráveis para que o resultado seja mais épico.

// Nuno Bernardo

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[/one_half] [one_half_last] País
Portugal

Membros
Camila ‘Morticia’ – Voz
Nélson Felix – Guitarra
Hélder Andrade – Guitarra
Nuno Terceirense – Baixo
Nuno Costa – Bateria

Alinhamento
Astarteia | Spiritus Magnus | The Prophecy Of Shackles | Cannibalize Corpse | Darvulia’s Apprentice | Impregnated Dark Soul | Nosferatu Jihad | Revelation | Reflection

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