Banda: Devin Townsend Project
Álbum: Epicloud
Data de Lançamento: 24 de Setembro de 2012
Editora: Hevy Devy Records / InsideOut Music
Género: Progressive Metal
País: Canadá

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Membros:

Devin Townsend – Voz, Guitarra, Teclados
Anneke Van Giersbergen – Voz
Dave Young – Guitarra
Mike Young – Baixo
Ryan Van Poederooyen – Bateria

Alinhamento:
01. Effervescent!
02. True North
03. Lucky Animals
04. Liberation
05. Where We Belong
06. Save Our Now
07. Kingdom
08. Divine
09. Grace
10. More!
11. Lessons
12. Hold On
13. Angel

Variando entre banda, a solo ou em projectos, este Devin Townsend é simplesmente uma imparável mente criativa. “Epicloud” é já o décimo quinto do músico canadiano e o quinto com a patente Devin Townsend Project, onde o próprio convida músicos para os seus álbuns. Depois de “Ki”, “Addicted”, “Deconstruction” e “Ghost”, parece inacreditável que foram compostos no total cinco álbuns completamente distintos e com características próprias. “Epicloud” provoca um misto de sensações, desde os ritmos electrónicos de ‘Save Our Now’ à divertida ‘Lucky Animals’, e ficamos com a certeza de que esta cabeça rapada do tio Devin é capaz de tudo para transportar as suas ideias para os nossos ouvidos.

Devin Townsend encontra-se, muito provavelmente, no seu expoente máximo da criação e o seu ritmo de lançamentos de registos tem sido algo alucinante. “Epicloud” funciona igualmente como um tributo às suas raízes no rock e o próprio músico diz-se sentir capaz de misturar e fundir géneros musicais com o seu metal progressivo, por muito mais estranho que pareça. Com essa habilidade, ficou célebre nos seguidores mais fieis da música pesada e a sua boa disposição não passa incólume – se procuram uma sonoridade dentro do metal que vos dê vontade de dançar com a vossa coreografia mais ridícula, não se torna nada descabido se o fizerem ao som deste “Epicloud”. Ao longo do álbum existem coros gospel, riffs frenéticos e um trabalho bastante competente de Ryan Van Poederooyen na bateria. Anneke Van Giersbergen está também de volta ao alinhamento deste projecto, dando a sua bela voz para criar uma atmosfera ainda mais house music que Devin Townsend consegue criar como ninguém. São 50 minutos épicos cheios de voz e elementos que nos cativam a repetir as suas audições, especialmente a nível lírico: “Rock, let’s rock / The time has come to forget all the bullshit and rock!” na faixa ‘Liberation’ dá um feeling de AC/DC à coisa e Devin não se cansa de tentar transmitir os valores que lhes foram passados. É um álbum bastante optimista, divertido, cantante, sinfónico e tudo mais o que se possa imaginar.

Devin Townsend sabe compor, sabe cantar, sabe tocar num estilo de assinatura. Para além disso, consegue despejar isso nos álbuns que vai lançando. Hora da confissão: é um génio.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 88/100

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