Banda: Testament
Álbum: Dark Roots Of Earth
Data de Lançamento: 27 de Julho de 2012
Editora: Nuclear Blast
Género: Thrash Metal
País: EUA

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Membros:

Chuck Billy – Voz
Eric Peterson – Guitarra (ritmo)
Alex Skolnick – Guitarra (solo)
Greg Christian – Baixo
Gene Hoglan – Bateria

Alinhamento:
01. Rise Up (04:18)
02. Native Blood (05:21)
03. Dark Roots of Earth (05:45)
04. True American Hate (05:26)
05. A Day in the Death (05:38)
06. Cold Embrace (07:46)
07. Man Kills Mankind (05:06)
08. Throne of Thorns (07:05)
09. Last Stand for Independence (04:43)

Testament, banda mítica da famosa cena da Bay Area, não é um nome novo para nenhum fã de metal old-school. Lançando relativamente tarde o seu primeiro álbum (denominado “The Legacy” e lançado em 1987), a banda conseguiu ainda assim estabelecer-se como um dos nomes mais sonantes do thrash dos anos 80. Mais tarde, passando pela década de 90 algo despercebidos, experimentando com o groove e death metal, e depois de quase 10 anos sem lançar material, os Testament reapareceram em 2008 com um álbum que largamente dividiu opiniões. Conseguirá a banda, com este “Dark Roots Of Earth”, finalmente revisitar a glória obtida aquando da sua formação?

Em termos da definição global do som deste registo, o género do thrash metal, com algumas influências modernas, continua a ser o mais indicado para o categorizar. Porém, e ao contrário do que se passava com o anterior registo, The Formation Of Damnation, em que os riffs e estruturas das músicas não se diferenciavam muito das regras genéricas do género, aqui encontramos um som claramente Testament, em que as características mais tradicionais da banda se evidenciam de grande forma. Assim, podemos contar tanto com riffs como solos com uma vincada tendência melódica, cortesia dos guitarristas Eric Peterson e Alex Skolnick respectivamente. Para além disso, este álbum não é de todo unilateral, apresentando uma grande diversidade de músicas rápidas, lentas e até baladas. Esta diversidade estende-se também às letras, que apresentam alguns temas novos no que toca ao thrash, isto apesar da sua escrita ser algo inconsistente. Esta falha é, no entanto, parcialmente colmatada pela intensidade adicional dada pela voz de Chuck Billy, continuando esta no seu, agora habitual, registo quase gutural. Igualmente intensa é a secção rítmica, que conta inclusivamente com alguns blast beats, onde se deve destacar o baterista Gene Hoglan, substituindo Paul Bostaph, que não gravou este álbum devido a lesão. Porém, o facto de esta ser demasiadamente técnica, adicionando ao facto de a produção ser decisivamente moderna (a cargo de Andy Sneap mais uma vez), pode retirar algum feeling ao álbum, dando-lhe um som demasiadamente limpo.

Apesar destas falhas, estamos perante um álbum que consegue ser bastante variado, sem nunca perder o foco da mistura de rapidez, peso e melodia característica da banda. Este é certamente um álbum que volta às raízes, as raízes negras de… Testament.

// João Vinagre

 Classificação: 85/100

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