Banda: Gojira
Álbum: L’Enfant Sauvage
Data de Lançamento: 26 de Junho de 2012
Editora: Roadrunner Records
Género: Groove/Death Metal
País: França

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Membros:

Joe Duplantier – Voz, Guitarra
Christian Andreu – Guitarra
Jean-Michel Labadie – Baixo
Mario Duplantier – Bateria

Alinhamento:
01. Explosia
02. L’Enfant Sauvage
03. The Axe
04. Liquid Fire
05. The Wild Healer
06. Planned Obsolescence
07. Mouth Of Kala
08. The Gift Of Guilt
09. Pain Is A Master
10. Born In Winter
11. The Fall

Aquele que era um dos álbuns mais aguardados de 2012 já corre o mundo e efectua uma paragem na nossa redacção para ser escutado e analisado. “L’Enfant Sauvage” é então a estreia do quarteto francês na gigante Roadrunner Records, editora que apresenta um catálogo cheio de artistas conhecidos por quase todos os fãs de música pesada, elevando ou baixando a expectativa dos seguidores da banda. Os Gojira têm aqui o seu quinto álbum de originais e entregam finalmente um sucessor para o tão badalado “The Way Of All Flesh”, que foi mote para o rápido crescimento da popularidade da banda entre as massas.

Mas sejamos directos e francos: pela primeira vez na sua história estamos perante um álbum que nada acrescenta à sonoridade típica da banda de um modo significativo. Aquela progressão de riffs do álbum anterior foi colocada um pouco na gaveta e voltam a mostrar um cardápio de elementos semelhante ao de “From Mars To Sirius”, de 2005. E não é mau, de todo – os gritos descontrolados de Joe Duplantier estão de volta, como se rugisse pela selva fora, e o seu irmão volta a demonstrar como partir a bateria sem usar ‘apenas’ o duplo pedal. A banda consegue aqui um trabalho com uma atmosfera bastante distinta do que fez até hoje, invocando o ouvinte para um espaço temporal fora do metal standard. Apenas a primeira faixa, ‘Explosia’, ultrapassa a meta dos seis minutos de duração, justificando então a exclusão daqueles épicos dos últimos dois álbuns e revelando uma forte aposta numa recriação mais intensa e ainda mais gojiresca de momentos de “Terra Incognita” ou “The Link”. E mais do que uma recriação, acaba por ser também uma forma de juntar os quatro álbuns numa panela de pressão. “L’Enfant Sauvage” conta assim com uma união daqueles tappings que todos gostamos com os riffs à moda do sludge do primeiro trabalho, com o típico fenomenal trabalho de percussão e com o híbrido baixo de Labadie a fazer desenvolver o mecanismo de que os Gojira são feitos.

“L’Enfant Sauvage” significa «a criança selvagem» e talvez isso queira mesmo indicar o regresso às origens. Ainda não foi desta que se ouviu Joe Duplantier a expulsar as palavras na sua língua-mãe, mas isso é um desejo para o futuro – acreditamos que resultaria. No entanto, para os fãs mais antigos e que seguem mais de perto o trabalho do conjunto francês, está aqui mais um belo presente.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 85/100

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