Banda: Prayers of Sanity
Álbum: Confrontations
Data de Lançamento: 1 de Junho de 2012
Editora: NA
Género: Thrash Metal
País: Portugal

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Membros:

Tião – Voz, Guitarra
Pit – Baixo
Bruno – Bateria

Alinhamento:

01. Intro (01:42 )
02. Confrontations (04:18)
03. Too Much To Handle (04:35)
04. Acid 51 (03:54)
05. Dehumanizer (04:33)
06. Inside 4 Walls (04:01)
07. To Kill Or To Be Killed (04:14)
08. The Voice (04:39)
09. Dark Passenger (04:14)
10. The End Of All (03:27)

 

Três anos depois do seu disco de estreia e com nova formação, os Prayers Of Sanity regressam com o seu novo disco “Confrontations”. Estamos perante um assalto verdadeiramente explosivo?

Prayers of Sanity é um nome mais que conhecido no panorama metálico nacional, e quem o conhece sabe bem o que esperar da banda. O seu som consiste num thrash com bastantes influências old-school, tanto no departamento instrumental como no vocal, não faltando, por exemplo, os tradicionais gang vocals, tão usados nos agora longínquos anos 80. Este “Confrontations” oferece aos ouvintes precisamente isso mesmo, não mudando em nada o som que a banda já tinha evidenciado no seu primeiro álbum.

Assim, temos aqui reunidos os ingredientes que normalmente são associados ao género. Começando pelas guitarras, os seus riffs não são exageradamente técnicos. Porém apresentam-se energéticos quanto baste, com algumas ideias interessantes, a mostrar que não é necessário reciclar riffs anteriormente criados para se fazer thrash metal com influências da velha guarda. Quanto aos solos, deve-se apontar que são maioritariamente rápidos, destacando-se alguns deles por serem bastante catchy. Passando para a secção rítmica, temos que a bateria e baixo não se destacam muito, cumprindo com os requisitos do género sem nunca impressionarem. Já na componente vocal, o carismático Tião apresenta uma voz forte que se situa entre o limpo e o gutural, sendo apenas mais calma na balada do álbum. Em termos de letras, estas não fogem muito às habituais no thrash metal, incluindo temas como a crítica religiosa e política, entre outros. Por fim temos ainda a produção, e aqui é que reside a maior falha do álbum. O facto de ela ser demasiadamente clara tira alguma força ao som que a banda tenta transmitir, fazendo com que a música não soe tão frenética quanto possível.

Assim, temos então um álbum que não foge ao que se tinha assistido no anterior “Religion Blindness”. É pena que a produção tire a pujança necessária para o estilo, pois existem aqui grandes momentos de headbang que certamente irão deliciar os fãs da banda. Resta agora saber o que os Prayers of Sanity nos reservam para o futuro.

// João Vinagre

 Classificação: 81/100

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