Banda: The Spektrum
Álbum: Regret Of The Gods
Data de lançamento: 8 de Abril de 2011
Editora: Noisehead Records
Género: Melodic Death Metal
País: Portugal

Membros

Ricardo Pedrosa – Voz
David Sousa – Guitarra
Emanuel Sousa – Baixo

Alinhamento

  1. Dysangelium
  2. Walking Among Your Gods
  3. Diatharna Thoron (The Seeds Of Immortality)
  4. Visions Of Insanity
  5. … And Darkness Falls
  6. Nephelas (The Abyss Of Mankind)
  7. Spiritus Noctum
  8. Unveiling The Abyss
  9. Doomthrone
  10. Between Eternities
  11. Aeterna Veritas
  12. The Day I Closed My Eyes
  13. Atropos

Introdução

Formados em 2005, os The Spektrum são um conjunto leiriense cujo primeiro longa duração (Daemonicus Awakening, 2009) revelou uma banda com garra e determinação, disposta a quebrar barreiras e impor a sua própria sonoridade, mesmo num universo tão vasto e já explorado quase até à exaustão como é o Death Metal melódico. Foram precisos apenas dois anos para o sucessor ver a luz do dia: Regret Of The Gods mantém os traços sonoros delineados na estreia, mas eleva a fasquia a um novo patamar de exigência e criatividade, apostando mais do que nunca em elementos sinfónicos. Salienta-se o facto de este ter sido lançado numa altura em que a line-up da banda estava instável, mas o núcleo sólido composto pelo Ricardo, Emanuel e David permitiu que a banda segui-se em frente, não se notando qualquer influência no som resultante deste período mais conturbado.

Review

Salvo uma ou duas excepções, Regret Of The Gods é um álbum cuja qualidade aumenta de faixa para faixa. Dito isto, é fácil concluir que os temas que menos impressionam são precisamente os de abertura, especificamente os primeiros quatro. Apesar de bons momentos em Diatharna Thoron e Visions Of Insanity, os The Spektrum vão pouco além daquilo que conseguiram no álbum anterior, com a mesma sonoridade negra, intensa e com elementos sinfónicos, apenas se notando melhoria na voz e na produção. Mas quando a minha impressão sobre o álbum começava a entrar em algum desânimo, eis que cai a escuridão…

…And Darkness Falls é um épico sonoro de quase 8 minutos, sem dúvida o melhor tema da carreira dos The Spektrum. Com uma entrada atmosférica em que se ouvem coros e gutural sussurrado, é criada uma atmosfera sufocante que se liberta num refrão majestoso, com uma melodia linda e uma mudança sublime no ritmo da bateria na parte final. O resto do tema desenrola-se com diversas surpresas e momentos distintos, introduzindo elementos nunca antes usados pelos The Spektrum, cujos detalhes vou guardar para os mais curiosos que quiserem ouvir o álbum. A partir daqui, Regret Of The Gods segue num patamar de qualidade um tudo nada inferior a este tema, mas surpreendentemente bom e inovador.

Depois de uma complexa e misteriosa Nephelas, o single com direito a videoclip deste trabalho, segue-se Spiritus Noctum, um tema bastante sombrio, com uma atmosfera e coros a lembrar os bons tempos dos Cradle Of Filth, mas adaptando-lhe a sonoridade típica dos The Spektrum. A passagem atmosférica Unveiling The Abyss abre logo de seguida para Doomthrone, um tema que vai crescendo no ouvinte, também com uma bela passagem mais sinfónica pelo meio. Continuamos com Between Eternities, para mim a terceira melhor faixa do álbum. Sem nenhum elemento que a destaque das restantes em particular, é no seu todo um tema fortíssimo pela coesão melódica.

Os últimos três temas são mais três bombas. Enquanto Aeterna Veritas se destaca pelo refrão poderoso e sucessão de melodias, The Day I Closed My Eyes revela-se o segundo melhor tema do CD, mais um épico de quase 7 minutos, progressivo e com uma passagem acústica pelo meio, despendido-se em sussurros num pano de fundo atmosférico, que continua em Atropos, um instrumental inteiramente sinfónico de grande qualidade e que dá um fecho divino a este lamento dos deuses.

Conclusão

Regret Of The Gods é um álbum maduro, revelador de uma grande capacidade de composição e execução. Fiel ao espírito que define um bom álbum de Metal, é um registo bem vindo numa altura em que o Metal nacional passa por uma fase onde muitas bandas novas têm surgido, mas grande parte das quais não mete qualquer alma naquilo que faz; apesar de ainda serem uma banda jovem, os The Spektrum dão já uma lição de profissionalismo a muitos. Esperemos agora que com a nova line-up, com três novos membros a juntarem-se ao trio base, a banda consiga dar-nos algo ainda melhor e faça o mesmo que os Process Of Guilt fizeram recentemente: trilhar o caminho da originalidade e fincar a sua própria sonoridade, deixando para trás todas as comparações para se tornarem numa referência.

Saudações metaleiras,
David Dark Forever Matos

Classificação

Vocal: 8/10
Instrumental: 8,25/10
Escrita: 8,5/10
Originalidade: 8,25/10
Produção: 9/10
Impressão pessoal: 8,75/10

TOTAL: 8,5/10

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