Banda: EPICA
Álbum: Requiem For The Indifferent
Data de Lançamento: 09 de Março 2012
Editora: Nuclear Blast Records
Género: Symphonic Metal
País: Holanda

Membros:
Simone Simons – vocal
Mark Jansen – guitarra rítmica, vocal gutural
Isaac Delahaye – guitarra solo
Yves Huts – baixo
Coen Janssen – sintetizador, piano
Ariën Van Weesenbeek – bateria, vocal gutural

Alinhamento:

01. Karma
02. Monopoly On Truth
03. Storm the Sorrow
04. Delirium
05. Internal Warfare
06. Requiem For The Indifferent
07. Anima
08. Guilty Demeanor
09. Deep Water Horizon
10. Stay The Course
11. Deter the Tyrant
12. Avalanche
13. Serenade Of Self-Destruction
14. Twin Flames (Soundtrack Version) (Bonus Track)

Após três anos de interregno de produção os EPICA estão de volta com novo álbum. Existe e existirá sempre termos de comparação com outros grandes trabalhos anteriores da banda, como é o caso de Consign to Oblivion e o The Diviny Conspiracy, que continuam a perdurar como os melhores trabalhos no seu conjunto que a banda já produziu. Numa análise existe sempre a oportunidade de se fugir à confrontação do melhor ou pior, por isso digo que não é melhor ou pior que os anteriores mas sim diferente. Se desde os seus primeiros êxitos se pode notar diferenças na perda de “algo”, eu arrisco a dizer que é isso que marca a diferença, e para melhor, diga-se.

A banda está mais consistente, a voz da Simone Simons continua irrepreensível e inatingível, em termos instrumentais mais complexos e neste álbum mais do que nunca e até a sempre criticada apresentação do gutural do Mark Jansen, neste álbum, vai de encontro à perfeição do coro nos excertos, isto é, encaixa sempre bem, coisa que não acontecia em alguns trabalhos anteriores. E é essa diferença que marca este novo percurso dos EPICA com “Requiem For The Indifferent”, a banda está mais completa, mais ecléctica e a meu ver, mais perfeita.

Este novo álbum vinca bem as influências symphonic metal incutidas pela banda mas não se fica por aqui. A introdução de diversas parte de progressive bem executado e arranjos orientais simples e comuns na banda, ainda com coros orquestrais bem definidos preenchem toda a envolvente do álbum. O álbum é de complexa audição, não se entranha muito facilmente e para os fãs de EPICA mais difícil se torna. Duas das músicas que marcam a diferença são “Deep Water Horizon” e “Avalanche”, se a primeira marca por ser um balada inicial cativante e com um explosivo término com o Mark ao comando, a segunda tem um refrão e uma melodia que nos faz fazer rewind para absover tudo o que ali se passa. Escrevi balada atrás? Sim, então muita atenção a “Twin Flames”, a faixa bónus do álbum que é simplesmente soberba.

Esta tentativa de abordar em primeiro lugar o final do álbum é propositada, porque se no seu término está a mestria no seu início está a potência e a carga deste álbum. A passagem da excelente introdução que é “Karma” para a explosiva “Monopoly On Truth” marcam a entrada do álbum e aqui começa o imbróglio na percepção de encaixar tudo ao pormenor, tudo ali debitado é intenso até a “Storm The Sorrow” que é genuinamente “epica“, este que foi o single divulgado e a música que menos foge à génese da banda. Todas as faixas primam por ter algo que as distingue e não destaque, algo que lhes dá força e encaixe.

Um conselho é que não se percam em comparações, para absorver tudo ao primeiro impacto é preciso ser-se “tísico” e isso não é bom nestes conteúdos. Requiem For The Indifferent marca um novo passo na história dos EPICA, passo esse que é um excelente alicerce na consolidação de como banda suprema no que ao seu estilo musical diz respeito. Não é o álbum perfeito, não é o melhor ou pior é (repito) diferente… para muito bom!!!

Ricardo Raimundo

Apreciação Pessoal: 9/10

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