Banda: Rotten Sound
Álbum: Cursed
Data de Lançamento: 15 de Março de 2011
Editora: Relapse Records
Género: Grindcore/Death Metal
País: Finlândia

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Membros:

Keijo Niinimaa – Voz
Mika Aalto – Guitarra
Kristian Toivainen – Baixo
Sami Latva – Bateria

 Membros Convidados:

Jason Netherton (MISERY INDEX) – Voz em ‘Alone’, ‘Hollow’, ‘Machinery’ e ‘Terrified’
L-G Petrov (ENTOMBED) – Voz em ‘Superior’ e ‘Choose’
Johan Erikson – Voz em ‘Self’
Juha Ylikoski (THROES OF DAWN) – Guitarra em ‘Ritual’
Eran Segal (ABORTED) – Guitarra em ‘Plan’
Saku Hakuli – Guitarra em ‘Self’ e ‘Hollow’


Alinhamento:
01. Alone
02. Superior
03. Self
04. Choose
05. Hollow
06. Ritual
07. Green
08. Machinery
09. Power
10. Plan
11. Declare
12. Addict
13. Exploit
14. Terrified
15. Scared
16. Doomed

Os ROTTEN SOUND são já um dos incontornáveis nomes quando se fala em grindcore. Ao fim de 18 anos, a banda continua com o turbo ligado na hora de compor. “Cursed” comprova que a banda se reinventa sem muitas ideias novas, com um som mais definido e intenso. Sinais de abrandamento? Nem vê-los. E como numa série televisiva, o conjunto finlandês lança agora mais um episódio de uma carreira brilhante e coesa – cada álbum acaba por derivar do anterior, registando uma evolução perfeitamente natural.

De unhas e dentes afiados, a brutalidade do instrumental de “Cursed” é monstruosa. E acompanhado pela voz de Keijo, ganha ainda mais dinâmica e raiva. O seu grindcore bem estruturado é bastante violento, capaz de esbofetear o ouvinte com as suas raízes no crust, death metal, doom e hardcore. Aliás, chega a ser intrigante reconhecer como profissionais tão competentes conseguem fazer-se parecer tão descontrolados na hora de gravar algo assim. As constantes mudanças de velocidade ao longo das 16 músicas permitem um excelente contraste entre a brutalidade pura e o som mais lento e à lá death metal escandinavo da velha guarda na hora de meter o pé no travão. O seu som feio e negro evita então repetir-se, muito graças à grande produção cavernal e suja, transmitindo um poderoso groove e fugindo do grindcore ‘standardizado’.

A sua duração abaixo da meia-hora ajuda a solidificar o álbum que, dadas as circunstâncias, dá uma sensação de dejà-vu. É que de álbum para álbum, os ROTTEN SOUND parecem sempre impossíveis de ser ainda melhores. Aconteceu-me quando ouvi o anterior “Cycles”… Mas estava enganado.

Deixo o resto à vossa guarda,
Nuno Bernardo

 Classificação: 89/100

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