Banda: Ihsahn
Álbum: After
Data de Lançamento: 26 de Janeiro de 2010
Editora: Candlelight Records
Género: Progressive Metal/Black Metal
País: Noruega

Membros

Ihsahn – Voz, Guitarra, Teclados
Asgeir Mickelson – Bateria
Lars Koppang Norberg – Baixo

Membros sessão/convidados

Jorgen Munkeby – Saxofone

Alinhamento

01. The Barren Lands
02. A Grave Inversed
03. After
04. Frozen Lakes On Mars
05. Undercurrent
06. Austere
07. Heaven’s Black Sea
08. On The Shores

Quem está a par da cena de Black Metal Norueguesa conhece certamente o nome Emperor, amem-nos ou odeiem-nos, o legado deixado pelos mesmos é inegável. Vegard Sverre Tveitan, mais vulgarmente conhecido por Ihsahn, é um daqueles nomes que imediatamente vêm à cabeça ao pensar em…música, nas suas mais variadas formas e estilos, não se ficando somente pelo Metal. Os três discos lançados em nome próprio por este, vêm afirmar isso mesmo, que este tem um talento inigualável e que a sua capacidade para fundir os mais variados géneros é invejável. Com este último lançamento, “After”, toda e qualquer dúvidas que ainda pudessem restar sobre o seu talento, são completamente varridas por uma tremenda descarga sonora.

“These are barren lands!” são estas as primeiras palavras que se fazem ouvir pela voz de Ihsahn. Chegam aos ouvidos como ditas por uma qualquer entidade divina, que parece anunciar o fim e a devastação que se segue. A segunda faixa é muito provavelmente a mais experimental alguma vez tentada pelo norueguês, certas passagens fazem mesmo lembrar algo saído de um álbum de Strapping Young Lad. O ritmo frenético imposto pela bateria e a guitarra é seguido por um saxofone que decerto está possuído. Na faixa título, e na belíssima “Frozen Lakes On Mars”, as coisas abrandam muito ligeiramente ou por apenas breves instantes. Nos refrões de ambas temos o privilégio de ouvir o registo vocal limpo de Ihsahn, e nada melhor do que aproveitar o descanso por ele concedido. “Undercurrent” chega como uma falsa luz, que nos acaba por fazer pedir por misericórdia, mais uma vez. O riff de guitarra que se faz ouvir lá para o meio desta faixa é de uma intensidade indescritível e tal intensidade é ainda amplificada pelo uso e abuso da guitarra de oito cordas, à qual o músico recorre neste inteiro trabalho.

“Austere” é sem dúvida a faixa menos pesada, por assim dizer, do disco. Chega a lembrar, em diversos momentos, algo criado por uns Opeth, até pelo magnífico solo de teclado que se faz ouvir nesta. Em “Heaven Black Shores” a paz anteriormente concedida chega ao fim e somos mais uma vez bombardeados por ondas sonoras de uma violência tremendas. Com “On The Shores” temos o final de um disco de enorme magnitude, e que melhor do que acabar um disco destes com uma faixa desta grandeza? Mais uma vez, o saxofone faz-se ouvir, e bem, como se substitui-se a voz de Ihsahn com o seu som exuberante e melodias únicas. E se é pela presença do saxofone, e não só, que este disco marca a diferença em relação aos anteriormente lançados pelo artista, é também com ele que este chega ao fim.

Em suma, o que aqui se ouve é de uma imensidão enorme, capaz de deixar qualquer um rendido ao derradeiro Imperador, de seu nome Vegard Sverre Tveitan.

Por,
Rui Paulino

Classificação: 85/100

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