Banda: Mastodon
Álbum: Crack The Skye
Data de lançamento: 24 de Março de 2009
Editora: Reprise Records
Género: Progressive/Sludge Metal
País: Estados Unidos da América

Membros

Troy Sanders – Baixo, Voz
Brent Hinds – Guitarra, Voz
Bill Kelliher – Guitarra, Voz
Brann Dailor – Bateria, Voz

Crack The Skye

Alinhamento

  • Oblivion
  • Divinations
  • Quintessence
  • The Czar
  • Ghost Of Karelia
  • Crack The Skye
  • The Last Baron

Estreio-me neste espaço com uma análise a um dos mais aclamados álbums conceptuais dos últimos anos. Os Mastodon sempre figuraram um som bastante único e progressivo em vários sentidos. Isto porque desde o primeiro álbum, Remission, a banda traçou um som baseado no post-hardcore/sludge misturado com metal progressivo e também porque ao longo da sua discografia o som foi ficando cada vez mais limpo e sofreu várias evoluções. Este álbum, no entanto, é o que mais se destaca actualmente. O som pesado do Remission desapareceu? Onde está a força bruta do Leviathan? E a melodia do Blood Mountain? Na verdade, estes 3 elementos estão perfeitamente conjugados no Crack The Skye.

O álbum começa com a faixa cujo refrão é o mais memorável em todo o álbum – Oblivion. De referenciar que a música é iniciada pela voz do baterista Brann Dailor, sendo depois alvo da voz de Troy Sanders e finalmente de Brent Hinds no refrão. Significa então que nas 3 primeiras fases da música podemos ouvir tantas outras vozes distintas. Este facto dá início à obra-prima. A viagem mal começou e temos mais uma excelente música pelo caminho, que dá para prever que a banda de Atlanta não brincou em estúdio. Os 7 episódios deste épico álbum deixarão, certamente, as almas da maior parte dos ouvintes movidas. Desde a técnica e complexidade em The Czar e The Last Baron ao brutal trabalho melódico em Quintessence e Divinations, os fãs serão levados ao extremo da loucura. A calma e a paz reside mais neste álbum do que em qualquer outro do percurso da banda, deixando em parte para trás a rapidez de músicas como a The Wolf Is Loose do seu anterior trabalho. Para os fãs de Remission e Leviathan que ficaram desiludidos com o trabalho vocal em Blood Mountain, deixo-vos uma nota: praticamente não há harsh vocals neste álbum – as vozes estão agora dirigidas para a melodia mais que nunca. De notar também como Brann Dailor se destaca cada vez mais no seu perfeito trabalho de bateria, libertando a cada álbum uma nova dose de talento emergente, sendo agora injusto não o considerar como um dos melhores bateristas da chamada New Wave Of American Heavy Metal na qual os Mastodon se inserem. Também o trabalho de Brent e de Bill nas guitarras é alvo de uma notável evolução desde o Leviathan. O baixo de Troy já não é tão notado neste álbum quanto era no Blood Mountain (por exemplo na música Bladecatcher), mas é por mero acaso – a qualidade do seu trabalho é imprescindível.

Por fim, é de mencionar que este álbum não é recomendado para os que procuram a velocidade e a brutalidade, mas sim para quem gosta de originalidade e talento transposto no metal. Façam um favor a vocês mesmo e oiçam-no várias vezes até perceberem como este álbum poderá ser o magnum opus da banda e da vossa colecção musical.

Deixo o resto à vossa guarda,
Nuno Slayerus Bernardo

Classificação: 98/100

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