É já no próximo fim-de-semana, a 12 e 13 de Outubro, que se dá o regresso do Amplifest, no Porto. Volvidos três anos desde a sua derradeira edição, aquela em que testemunhámos a estreia nacional de Neurosis, o festival promovido pela Amplificasom celebra a sua sétima edição na sua casa de sempre, o Hard Club, com um alinhamento pensado para os melómanos.

A experiência que se propõe, em sala lotada para público vindo de 29 países diferentes, é de vanguarda e de eclectismo, mantendo a linha de continuidade dos cartazes que perfilaram o festival de 2011 a 2016. Para além de concertos, como é o caso de Amenra, Deafheaven ou Pelican, há também conversas, filmes e uma exposição a ter em conta, não havendo sobreposição na programação.

Um dos maiores destaques desta edição dá pelo nome de Daughters (na foto), banda que “renasceu” com o lançamento de You Won’t Get What You Want, em 2018. Um disco incendiário, tal como as suas actuações, que explora caminhos sónicos singulares e que motiva a estreia nacional para a sua apresentação. De regresso à actividade estão os Pelican, que desenham assim o seu regresso ao Porto com Nighttime Stories para mostrar porque são uma das bandas do flanco pesado da música instrumental que mais se destacam no género.

De regresso ao Amplifest está Justin K. Broadrick, músico que se destacou na primeira edição do festival ao encabeçar com dois dos seus projectos, Godflesh e Jesu. Desta vez chega ao Porto com o moniker JK Flesh, onde se evidencia na música electrónica mais visceral. James Kelly, que passou pelo festival em 2015 com Altar Of Plagues e WIFE, surge no cartaz deste ano com Bliss Signal, projecto a meias com o produtor Jack Adams (Mumdance). Também em estreia nacional estão os Inter Arma, que apresentarão o seu quarto e mais recente álbum, Sulphur English.

De regressos maiores podemos falar de Amenra ou Deafheaven, nomes bastantes reconhecidos pelo público do Amplifest no próprio festival ou outras passagens por Portugal. Desta vez chegam para nos mostrar Mass VI e Ordinary Corrupt Human Love, respectivamente. No entanto com Birds In Row e o seu recente We Already Lost The World e Touché Amoré surgem dois nomes fortes do post-hardcore e da sensibilidade mais ligada ao punk quando em comparação com outros nomes do alinhamento.

Também em cartaz surgem as estreias de Portrayal Of Guilt, Ingrina e Some Became Hollow Tubes, os regressos de Author & Punisher, Nadja e Emma Ruth Rundle (a solo) e a representação nacional por Candura e Gaerea.

Para completar a experiência deste Amplifest estão dois filmes – Where Does A Body End?, de Marco Porsia sobre o percurso dos Swans, e Syrian Metal Is War, de Monzer Darwish numa jornada pela sobrevivência da música pesada em tempos de guerra em território sírio. Garantidas estão também as conversas We’re the alternative to the alternative, que explorará as relações entre os diferentes tipos de música alternativa e o seu público, e Let us entertain you, que junta os organizadores do Hellfest e do Roadburn. Em permanência, no corredor central do Hard Club, estará uma exposição da autoria de Dehn Sora.

O Amplifest esgotou os passes gerais em duas semanas. O alinhamento e horários desta edição podem ser consultados na nossa página, aqui.

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