Novo ano, novos aniversários. 2019 será o ano para celebrar o aniversário de muitos discos que marcaram a música e, pela segunda vez, decidimos dar destaque a esses álbuns que estão de parabéns. A lista que se segue é apenas uma referência limitada, tendo em conta que apenas são apresentados cinco álbuns e muitos mais poderiam ser mencionados.

1969 foi um ano pioneiro para o rock e todos os álbuns referidos são uma evidência disso mesmo. Estão todos ligados ao rock e percebe-se claramente que foi uma década de peso, composta por discos e lançamentos que marcaram as décadas seguintes até aos dias de hoje.

Led Zeppelin - Led Zeppelin

Não é uma surpresa a referência ao álbum de estreia dos mestres Led Zeppelin. O primeiro disco do grupo foi lançado no início de 1969 e completa este ano, daqui a uns dias, 50 anos. É um dos melhores discos da sua discografia e ficou na história pela musicalidade pesada e por um estilo inédito na música. Sucessos como “Dazed and Confused”, “Babe I’m Gonna Leave You”, “Communication Breakdown” e “Good Times Bad Times” fazem ainda parte das playlists dos ouvintes da banda, para além de terem aficionado um conjunto alargado de jovens que se tornaram fãs do grupo britânico. Apesar da má reacção inicial, Led Zeppelin acabou por se tornar num álbum obrigatório no rock e metal, tendo-se tornado pioneiro no género.


Deep Purple - Deep Purple

A Ruído Sonoro sempre se prezou por falar muito sobre Deep Purple, aliás sempre demos muita atenção à banda e aos próprios membros do grupo. Este é outro dos discos inovadores neste artigo, já falámos sobre este Deep Purple que pode ser visto em Fundamentais do Progressivo. Sou um grande fã da banda e este é um dos meus álbuns de referência, não esquecendo que Ian Gillan e Roger Glover ainda não faziam parte da formação que viria, mais tarde, a ter renome internacional e estatuto lendário, a partir do álbum seguinte.


King Crimson - In The Court of the Crimson King

Outro álbum de estreia nesta lista, aliás, não será o último. Este é outro álbum também já mencionado aqui na RS, em Fundamentais do Progressivo. Não tem ímpar em termos de inovação para o rock progressivo e sinfónico, é ainda hoje um dos álbuns mais referenciados e pesquisados da história da música e iniciou a banda numa carreira cheia de inovações. É um dos meus favoritos, e um dos que mais vezes ouvi, para além de ser dos poucos que considero como sendo uma verdadeira obra-prima musical. Lançado em 1969, foi o álbum de estreia dos King Crimson formados à altura por Robert Fripp, Michael Giles, Greg Lake, Ian McDonald e Peter Sinfield, e apesar de actualmente ser um dos mais respeitados discos alguma vez concebidos, aquando do seu lançamento recebeu algumas críticas desfavoráveis.


Chicago - Chicago Transit Authority

A banda formada em 1967, uma das poucas da década ainda no activo, tem neste Chicago Transit Authority um dos melhores álbuns da sua carreira e um dos mais bem sucedidos. A personalidade do grupo molda-se exactamente neste disco, com um rock bastante melódico e com suaves toadas instrumentais, que a tornaram numa das bandas mais românticas de todos os tempos. No entanto, este é o primeiro de 13 álbuns com Terry Kath, o génio da guitarra que, de facto, transportou o estilo musical da banda. Estilo esse que era, fundamentalmente, rock e com muita concentração na guitarradas criativas de Kath, no entanto, após a morte estúpida e acidental do guitarrista, os Chicago mudaram de rumo para algo mais comercial. Este é o primeiro álbum desse génio que era Kath e que eram os Chicago, iniciando um rumo ao estrelato com sucessos como “Beginnings”, “I’m a Man”, “Does Anybody Know What Time It Is?”, “Introduction”, “Poem” e “Questions 67 & 68”.


Santana - Santana

Não é muito frequente falarmos de Santana, aqui, na RS. No entanto, aqui vai. Santana faz ainda hoje parte dos corações de todos os fãs de rock e até de metal, apesar de estar lá bem escondido. Acaba por ser um álbum ‘esquecido’ devido ao seu estilo muito próprio que acaba por ser deixado de lado. Um dos melhores guitarristas de todos os tempos tem neste disco um dos apogeus da sua carreira, iniciando o disco com uma faixa que acaba por se tornar simbólica, pois é a primeira do primeiro disco da discografia, e é ainda hoje uma das mais artísticas e cativantes músicas do grupo liderado por Carlos Santana. Apesar de, muito provavelmente, não ser o melhor disco da banda, é actualmente visto como um dos grandes exemplos de sucesso do rock e pioneiro na forma como abordou a guitarra e a encaixou num rock de, claramente, inspiração latina.

Autor: João Braga

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