A contagem decrescente para o NOS Alive implica várias coisas. Implica controlo de ansiedade, implica olhar ao calendário várias vezes e implica trabalho de casa para quem não conhece o festival por inteiro.

Estando o festival esgotado há imenso tempo e dada a natureza da sua dimensão, propomo-nos a sublinhar cinco concertos de cada um dos dias. Não iremos fugir aos seus headliners, mas há mais a ver noutros palcos e zero necessidade de ficar a guardar o lugar com tanto a acontecer no Passeio Marítimo de Algés de 12 a 14 de Julho. Não é um roteiro, nem sequer uma aproximação, mas apenas cinco concertos a considerar – neste caso para o primeiro dia do festival, quinta-feira, 12 de Julho.

#01 Arctic Monkeys

Começamos os destaques por aquele que mais merece em popularidade. Os Arctic Monkeys estão de regresso aos discos com Tranquillity Base Hotel & Casino, que surge cinco anos depois do muito apreciado AM, um fenómeno do novo pop rock para as massas. Este sexto disco da banda de Sheffield, Inglaterra, marca uma viragem na composição das suas músicas, escrito ao piano e adquirido uma sonoridade denominada de lounge pop. Vistam os vossos smokings e sintam-se nos 70’s que Alex Turner e companhia lançaram um disco que incorpora elementos de jazz e nos remonta a temas de David Bowie, Serge Gainsbourg ou até Jarvis Cocker. Um must.

#02 Nine Inch Nails

Sim, os Nine Inch Nails de Trent Reznor estão finalmente de volta ao nosso país. Tardou, mas será finalmente em Algés que uma das mais influentes bandas de rock das últimas duas décadas se vai reencontrar com público português. Reconhecidos pelo seu condão no rock industrial e com uma forte veia experimental, os NIN chegam já com Bad Witch nas ruas, o álbum que sucede a Hesitation Marks, de 2013, e o nono da sua carreira. Ainda assim não deverão ser dispensados temas de The Downward Spiral ou With Teeth, citando apenas dois discos que tornaram os Nine Inch Nails aquilo que hoje são.

#03 Juana Molina

Fugindo dos concertos do Palco NOS para o Palco Sagres, é da Argentina que chega Juana Molina. Electrónica folk, experimentalismo e imprevisibilidade psicadélica são alguns dos ingredientes da sua música expansiva de uma carreira já com duas décadas. Desde a estreia Rara, de 1996, que tem sido seguida com atenção e o mais recente Halo, de 2017, é apenas mais um episódio marcante do seu percurso ímpar.

#04 Paus + Holly Hood

Há colaborações improváveis e depois há Paus com Holly Hood. Faz todo o sentido juntar uma banda que explora um tónico quase tribal aquela que é a música nova da cosmopolita Lisboa e o rapper da Linha da Azambuja, que soma a palavra à vivência suburbana. Uma sinergia em que ficará ganhar quem se submeter no Palco NOS Clubbing à fusão de géneros que têm mais em comum do que inicialmente se julga.

#05 Friendly Fires

Os Friendly Fires podem já não ser a novidade refrescante do indie pop/rock como o foram há dez anos atrás, mas os ingleses de Hertfordshire estão agora de regresso depois de um hiato de quatro anos. Preparam-se para lançar o seu terceiro disco, o primeiro desde Pala de 2011, e no Palco Sagres do NOS Alive prometem fazer dançar as várias nacionalidades da audiência.

Entre outros confirmados para este primeiro dia estão nomes como Bryan Ferry, Snow Patrol, Wolf Alice, Khalid, Sampha, SOPHIE ou Orelha Negra, citando apenas alguns. O cartaz completo pode ser consultado, aqui.

Autor: Nuno Bernardo

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