A nostalgia é uma coisa lixada às vezes. Ainda na semana passada ouvia em casa de amigos o novo álbum dos Linkin Park, One More Light, e me lembrava dos tempos de adolescência, altura em que o nu metal reinava nos corredores dos liceus. Fosse Korn, Slipknot ou Deftones, tanto eu como os meus colegas passávamos os intervalos a decorar letras, eternamente revoltados com a vida e a sociedade, sempre à procura de algo que fizesse sentido na nossa vida.

Mas Linkin Park sempre foram uma banda à parte. Sempre em constante mudança e com uma vontade de experimentar com sons novos e velhos, a banda misturava cuidadosamente rock com hip-hop e umas pitadas de electrónica, algo que os discernia dos demais dentro do género. Mas o que realmente fazia toda a diferença e muitos assumiam como sendo a identidade da banda era o vocalista, Chester Bennington. O estilo vocal e a maneira como trocava de gritos ásperos para passagens mais calmas era algo que me fascinava na minha juventude e ainda hoje aprecio. E apesar de já não os acompanhar tanto como há uns anos e destes últimos registos não me dizerem tanto como um Meteora ou Hybrid Theory, foi com algum pesar que soube do triste falecimento do Chester, entretanto revelado como suicídio, no dia em que Chris Cornell faria 53 anos não tivesse sido ele vitima de um destino semelhante há pouco mais de dois meses.

Por cá recordaremos os sete álbuns de estúdio que lançou com Linkin Park, os oito concertos que por cá deu com os mesmos e as suas imensas contribuições tanto em estúdio com Cyclefly, DJ Lethal, Z-Trip e Young Buck, como ao vivo com Stone Temple Pilots e o próprio Chris Cornell. Porque esta semana perdemos um vocalista fantástico, um autêntico furacão em palco e uma pessoa extraordinária. Eternamente amado pelos fãs, amigos e família, marcou uma geração inteira. E por isso mesmo, será recordado para sempre. E no fim de contas, só isso interessa.

Autor: Filipe Silva

 

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