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Dez concertos a não perder no NOS Primavera Sound 2017

Truz truz, é o NOS Primavera Sound 2017 à porta. O festival regressa já de 8 a 10 de Junho e volta a alimentar o Parque da Cidade do Porto com o melhor da música alternativa e volta a ser responsável por colocar em Portugal alguns nomes em estreia absoluta ou regressados após vários anos.

Nesta edição que se aproxima há concertos a não perder desde as letras gordas aos nomes mais discretos no fundo do cartaz. Passámos a lupa pelo line-up (que pode ser consultado na íntegra, aqui) e conseguimos deixar de parte alguns nomes óbvios. Seja como for, faltam os horários para tomar algumas decisões (difíceis), mas a menos de um mês do festival sabemos o que não se deve perder, da electrónica à folk, passando pelo hiphop e pelo garage rock. Vemo-nos no parque?

Aphex Twin

Quiçá o nome maior da electrónica global desde meados da década de 90, Richard D. James construiu um legado que tem tanto de influente como de misterioso, intocável por quem quer que seja que se queira nomear. Até podem ter passado mais de vinte anos entre as notas infinitamente reconhecíveis dos seus Ambient Works e o seu renascimento recente com Syro, mas Richard D. James é, e sempre será, um artista que se move na sua própria vanguarda. Ao vivo, o britânico trabalha num fio de navalha entre um dj e um live set, prometendo testar os limites do sistema de som do palco principal do festival como nenhum artista terá feito em edições anteriores. RPA

The Black Angels

2017, o ano em que celebramos os 50 anos do famoso álbum da banana (The Velvet Underground and Nico), o ano em que os The Black Angels lançam o disco Death Song, um disco repleto de riffs mordazes, revivalismos psicadélicos, e reflexões sobre era corrente. É também o ano em que regressam a Portugal depois da estreia na primeira edição do festival Reverence Valada. Os astros alinham-se para receber a banda do Texas no Parque da Cidade do Porto. RB

Bon Iver

Quem diria que por entre os primeiros acordes de For Emma, Forever Ago se escondia um camaleão chamado Justin Vernon? Voz a colaborações múltiplas com nomes como James Blake e Kanye West, Vernon chegou mesmo a meter o travão a estes seus Bon Iver em meados de 2012, tendo sido precisamente com 22, A Million, disco lançado em Setembro do ano passado, que o nome de Vernon foi trazido de novo para o panteão dos mais criativos de uma geração. Apesar de agora marcado profundamente pela electrónica experimental, o norte-americano nunca põe na beira do prato a emoção crua que marcou o início da sua carreira, adivinhando-se daqui um dos sets mais dinamicamente emotivos de todo o festival. RPA

Death Grips

Se há nome neste NOS Primavera Sound que promete fazer correr tinta é o de Death Grips. O hiphop abrasivo de MC Ride, do produtor Andy Morin e do incansável Zach Hill tem agitado a crítica e a música em geral pelos seus explosivos concertos e pelas consecutivas polémicas derivadas de separações, cancelamentos e abordagens menos consensuais – álbuns disponibilizados gratuitamente na internet contra a vontade da própria editora, enormes tours canceladas e a certeza de que a passagem de uns Death Grips por um festival tem de ser alarmante. Bottomless Pit é o disco que (finalmente) dita a estreia do trio em Portugal.  NB

Flying Lotus

Aos 33 anos de idade há poucos com um currículo tão grande quanto Steven Ellison. Como produtor de música experimental, que bebe tanto do hiphop como do IDM ou do jazz, é por Flying Lotus que responde e onde tem construído o seu trabalho mais notável. Também realizador e rapper (como Captain Murphy), FlyLo é ao seu quinto disco uma figura central da electrónica da última década. E a prova disso é que já contou nos seus trabalhos com as participações de Enrio Morricone, Herbie Hancock, Thom Yorke, Jonny Greenwood, Erykah Badu, Kendrick Lamar, Kamasi Washington e Thundercat, entre outros. O regresso ao nosso país já não tarda.  NB

The Growlers

City Club, o mais recente disco dos The Growlers, pode não ser a tirada mais certeira dos californianos, agora sobre a alçada da Cult Records de Julian Casablancas. Contudo, e como o provaram já em outras passagens por Portugal, os The Growlers sabem cativar pela sua música itinerante, com o seu surf rock retro, guitarras hipnotizantes e a icónica voz – quase de bagaço – de Brooks Nielsen, capazes de nos transportar no espaço e no tempo. A conferir. RB

Japandroids

Depois de um hiato de cerca de quatro anos, a dupla de Vancouver tem novo disco, Near to the Wild Heart of Life. E o tempo não passou por eles (no bom sentido). No palco do Primavera, a sua terceira visita a terras lusas, celebrar-se-á o rock, a energia será contagiante e a actuação explosiva. Mais vale marcar presença – não vão eles desaparecer do mapa novamente – e cantar esta a plenos pulmões: RB

Julien Baker

Julien Baker representa o sonho de um jovem caloiro numa universidade. Aos 18 anos escreveu e lançou um EP via Bandcamp, que se viria a transformar no disco de estreia Sprained Ankle em Outubro de 2015. Rapidamente conquistou o seu lugar na vanguarda da folk mais íntima, confessando-se através da canção num estado bruto e puro. Para trás ficaram os estudos no Tennessee e encara agora a música a tempo inteiro, com apenas 21 anos e a confiança da gigante Matador Records. NB

Mitski

Autora de um dos mais belos discos que ouvimos em 2016, Mitski passava abaixo dos radares dos mais desatentos até há bem pouco tempo. Dona de um liricismo brutalmente honesto e infimamente pessoal, a americana de origem japonesa tem na sua voz e guitarra fortemente distorcida os seus principais meios de expressão. Em “Your Best American Girl” e “Last Words of A Shooting Star” estão duas daquelas canções que não podem deixar de ser ouvidas neste NOS Primavera Sound. RPA

Wand

Um dos ingredientes quase mandatórios do rock que percorre os cartazes do NOS Primavera Sound é o fuzz. E difícil é falar de fuzz hoje em dia sem o nome de Ty Segall surgir à baila. Estes Wand são membros dessa família que serve de suporte a Segall e a Mikal Cronin, partilhando também os palcos com Meatbodies e outras forças do género. Mas o que há de diferente nestes Wand é a forma como o psicadelismo engole esses riffs pesados e transforma-os em atmosferas tão envolventes e genuínas registadas em Ganglion Reef, Golem e 1000 DaysNB

Autores: Nuno Bernardo, Rita Bernardo e Rui P. Andrade

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