É um regresso, pelo menos, para este período de Verão, do Fundamentais do Progressivo que esteve parado uns meses. Queremos abrir com potência, força e inteligência escolhendo dois discos que fazem jus aos adjectivos apresentados atrás. Dois dos grandes discos dos últimos 15 anos com toda a certeza e que fazem falta na nossa colecção do melhor rock e metal progressivo.

Riverside – 2003 – Out of Myself

É o primeiro disco de estúdio dos agora icónicos Riverside, Out of Myself, consegue comprimir tudo o que o grupo de tem de excelente na sua musicalidade, com algum drama, peso e complexidade técnica. Foi um dos discos menos concorridos ao nível comercial, mas é um dos mais espectaculares álbuns da banda, com as faixas “Reality Dream I & II”, “Loose Heart”, “The Same River” e “The Curtain Falls” a serem os grandes destaques, num disco obrigatório para os fãs do metal progressivo.

Lista de faixas para Out of Myself:
01. The Same RiverOut of Myself
02. Out Of Myself
03. I Believe
04. Reality Dream
05. Loose Heart
06. Reality Dream II
07. In Two Minds
08. The Curtain Falls
09. OK

Sei que parece redutor mas, de facto, o nome escolhido realmente espelha a direcção do álbum. “Out of Myself” é uma chamada de atenção, ‘a cry for help’, um espírito morto pela derrota e sofrimento, pela angústia e desgosto. Principalmente, estes últimos estão bem impressos na atitude do disco e suas letras. É o início da trilogia “Reality Dream”, que são também uma tentativa de mostrar todos estes sentimentos de apatia, sonho, sofrimento e, muitas vezes, conformismo. É um dos grandes discos dos últimos anos e um dos melhores dos Riverside, e apesar de não bater Rapid Eye Movement ou Anno Domini High Definition, fica muito perto de o fazer.

Riverside – Out of Myself (álbum na íntegra)

Arch/Matheos – 2011 – Sympathetic Resonance

Arch/Matheos são uma dupla muito recente do metal surgiram, em 2010, após uma bem-sucedida participação no álbum de 2003 com John Arch, A Twist of Fate. Dois ícones do metal progressivo, principalmente dos Fates Warning, Matheos, fundador, Arch, ex-vocalista, representam dois motivos mais que suficientes para esperar uma verdadeira malha do metal progressivo.

Foi isso mesmo que fizeram, em 2011, lançam este disco, Sympathetic Resonance, que é uma das mais complexas compilações musicais dos últimos 7, 8 anos, sem dúvida alguma. Quase uma hora de música em apenas seis faixas, com as loucas “Neurotically Wired” e “Stained Glass Sky” a liderar o caminho de um disco cheio de pequenas reviravoltas musicas.

Lista de faixas para Sympathetic Resonance:
01. Neurotically WiredArch_Matheos_-_2011_-_Sympathetic_Resonance
02. Midnight Serenade
03. Stained Glass Sky
04. On The Fence
05. Any Given Day (Strangers Like Me)
06. Incense And Myrrh

Já as mais curtas são um pouco mais acessíveis, apesar de excelentes faixas progressivas, basta atentar ao single “Midnight Serenade”.  Foi um disco composto para se libertarem do “aborrecimento” e portanto a intenção foi compor o conjunto de faixas mais pesadas, complexas e rápidas possíveis, complementadas com uma excelente performance do grupo. Apesar da direcção, claramente, pesada e heavy, existe alguns pormenores de revolta nas letras das músicas, que sempre completaram as composições dos Fates Warning. As características mantêm-se em compor algo que misturasse os dois padrões, e que pudesse “chamar a atenção” do público e acordar as hostes adormecidas, à altura, dos Fates Warning, que não lançavam um álbum há já sete anos. “Neurotically Wired”, “Midnight Serenade”, “Stained Glass Sky” e “On The Fence” são os grandes destaques, num álbum que mistura padrões e características dos artistas. Na minha opinião, “vence” Darkness in a Different Light, dos Fates Warning, lançado em 2013.

Arch/Matheos – “Neurotically Wired”

Arch/Matheos – “Midnight Serenade”

Arch/Matheos – “Stained Glass Sky”

// João Braga

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