Este Fundamentais do Progressivo tem o objectivo de realçar a importância de álbuns que foram essenciais para o desenvolvimento do género. Para a estreia desta secção de artigos gostaria de realçar a importância de dois álbuns de duas bandas que são muitas vezes esquecidas por parte dos fãs do rock e metal.

Marillion – 1987 – Clutching At Straws

É o último álbum da Fish-era dos lendários Marillion e é um álbum conceptual. Lançado em 1987, Clutching At Straws não teve o mesmo impacto comercial que o anterior Misplaced Childhood, mas é decerto um dos melhores da discografia da banda. Como todos os álbuns conceptuais, este também poderá ter diversas interpretações. Seja como for, o conceito mais aceite é que este disco conta a história de Torch, com 29 anos, cuja a vida é uma completa confusão. Torch embebeda-se constantemente e procura refúgio em bares, quartos de hotel ou até na rua, tentando esquecer tudo o que na sua vida lhe correu e corre mal, um casamento falhado, falta de sucesso profissional e o facto de ser um falhado como pai. À medida que se embebeda, ele também escreve sobre o que o rodeia, relatando situações de violência, promiscuidade ou desilusão.

Lista de faixas para Clutching At Straws:Album_cover_marillion_clutching_at_straws
01. Hotel Hobbies
02. Warm Wet Circles
03. That Time Of The Night (The Short Straw)
04. Going Under
05. Just For The Record
06. White Russian
07. Incommunicado
08. Torch Song
09. Slainte Mhath
10. Sugar Mice
11. The Last Straw

Para além da qualidade do seu conceito, a capa do álbum transporta alguma polémica com um design relativamente estranho. A banda decidiu colocar na capa e contra-capa do álbum personalidades que são uma fonte de inspiração para o grupo britânico, personalidades como John Lennon, Truman Capote, James Dean ou Jack Kerouac, entre outros. Apesar de comercialmente não ter sido um completo sucesso, é para a crítica o melhor álbum da banda juntamente com Misplaced Childhood, é uma das composições mais progressivas dos Marillion e decerto dos anos 80, com excelentes pormenores técnicos, fantástico conceito e uma muito boa produção. É um álbum obrigatório para os fãs do grande rock progressivo!!

Marillion – Clutching At Straws (álbum na integra)

Saga – 1981 – Worlds Apart

É um verdadeiro marco na discografia da banda canadiana com mais de 30 anos de história. Saga tem aqui o que pode ser considerado o seu melhor álbum juntamente com Silent Knight e Saga, e é considerado por muitos como uma peça fundamental para o rock progressivo e apesar da banda ser muitas vezes esquecida foi este o álbum que os impulsionou para uma onda de fama durante a década de 80. O grupo canadiano deslumbrou e esgotou arenas, concertos e festivais com faixas como “Wind Him Up”, “On The Loose”, “Amnesia” ou “Framed” que apesar de serem acessíveis a todos os fãs dos mais diversos estilos de música, contém elementos progressivos bastante notórios com principal destaque para a guitarra de Ian Crichton, teclado de Jim Gilmour e a fantástica voz de Michael Sadler.

Lista de faixas para Worlds Apart:Saga_-_Worlds_Apart
01. On The Loose
02. Time’s Up
03. Wind Him Up
04. Amnesia
05. Framed
06. The Interview
07. No Regrets (Chapter Five)
08. Conversations
09. No Strangers (Chapter Eight)

Contém, ainda, duas faixas do único puzzle musical da história do rock com os capítulos cinco e oito de “The Chapters” (sobre a Guerra Fria e a evolução da tecnologia). Com este disco, Saga alcançou os “tops” na Europa, Canadá e Estados Unidos da América onde receberam diversos prémios, discos de ouro e concretizaram o sucesso do álbum com diversos concertos bastante bem sucedidos. Apesar de não ser um álbum conceptual, à semelhança do disco dos Marillion é também fundamental para os fãs do bom rock progressivo!!

Saga – Worlds Apart (álbum na integra)

// João Braga

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