Apesar de ser um nome muito conhecido do mundo do metal os conhecidos Iron Maiden não são uma invenção original de Steve Harris, pelo menos no que no nome diz respeito. Não quero com isto dizer que Steve Harris copiou o nome desta banda formada em 1968, mas que é um facto curioso… ai isso é!

Iron Maiden (1969) Os primeiros Iron Maiden da história da música sofreram diversas mudanças de formação até se satisfazerem com o quarteto formado por Barry Skeels (baixo e voz), Steve Drewett (voz e harmónica), Trev Thoms (guitarra) e Steve Chapman (bateria) que foi a formação mais conhecida já que foi o quarteto que compôs o primeiro e único álbum desta banda natural de Essex, Inglaterra.

O som da banda não tem relação com o som dos actuais Iron Maiden, os primeiros Damas de Ferro conseguiram construir um som por demais inovador e viciante com principais ovações e destaque para o galopante baixo de Barry Skeels e para os inovadores riffs de Trev Thoms. O blues-rock e rock progressivo e psicadélico do quarteto inglês foi considerado por muitos como pioneiro para a formação de um dos estilos do metal mais ouvido da última década, o doom metal. Para tal contribuiu o lançamento em 1969 de Maiden Voyage, numa série de singles e compactos musicais (um álbum integralmente gravado entre 1968 e 1970 e lançado apenas em 1998). Um álbum com uma excelente componente técnica e com quase uma hora de duração. O grupo britânico para além de ter um som bem vincado, compunha faixas com duração considerável, “Falling”, “Liar”, “Ritual” e “Plague” são um belo exemplo disso mesmo que para além de serem longas são também extraordinárias ao nível técnico.

Alinhamento de Maiden Voyage:
01. FallingIron Maiden - Maiden Voyage - Front
02. Ned Kelly
03. Liar
04. Ritual
05. CC Ryder
06. Plague
07. Ballad of Martha Kent
08. God Of Darkness

A produção do álbum não é propriamente boa, apenas algumas bandas à época tinham a sorte de ter uma produção dos seus álbuns bem trabalhada. Infelizmente, estes Iron Maiden não tiveram essa sorte e acabaram com um álbum relativamente mal produzido. Seja como for, ainda se denota claramente o baixo bem cavalgado de Skeels e uns riffs de guitarra muito forte e pesados. De destacar as faixas: “Falling”, “Liar”, “Ritual”, “Plague” e “God Of Darkness”. Apesar da produção de fraca qualidade, daria um 8,5 ou 9/10 ao álbum, pelo seu grau de inovação, sua componente técnica e nível de performance da banda.

O lançamento do álbum em 1969 só foi possível após a assinatura de um contrato com a Gemini Records. Nesse contrato estava estipulado que caso o disco fosse bem-sucedido, o contrato seria de três anos. A banda consegue realizar uma pequena tour e abrir uns espectáculos para bandas como The Who e Amen Corner, após mais uma pequena alteração na formação. Por qualquer motivo ainda desconhecido em 1972 a banda encerra actividades.

Não existe qualquer tipo de relação formal entre os primeiros Iron Maiden e os actuais. A única coisa que se sabe é que em 1976 Steve Harris recebeu um telefonema de um inglês com sotaque diferente ameaçando processá-los por uso indevido do nome. A ameaça não se concretizou e ficou gravada nos confins da memória. Por curiosidade os Iron Maiden liderados por Steve Harris são de facto a terceira banda que usa o mesmo nome, existindo uma segunda banda durante 1970 e 1976 mas que nada lançou, pelo menos nada significativo. O som criado por estes Iron Maiden foi muito inovador para a época e pioneiro para estilos musicais mais sombrios. Os complicados riffs e galopante baixo adicionados à excelente voz da banda faz com que este grupo mereça atenção por parte de quem aprecia blues-rock, rock progressivo, psicadélico e heavy metal.

Iron Maiden – Maiden Voyage

// João Braga

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