Entrevista à banda em destaque desta quinzena, Shadowsphere!

RUÍDO SONORO: Os Shadowsphere já cá andam há 12 anos, com um EP e três álbuns lançados. Como tem sido este percurso enquanto banda?
SHADOWSPHERE: Na altura foi complicado começar, foi complicado alcançar uma formação estável, mas sempre nos pautámos por muita dedicação e amor à música. Desde 2007 para cá também não tem sido fácil, com várias mudanças de formação e contratempos, mas não há nada que com vontade não se alcance, e cá estamos nós com formação renovada e álbum novo.

RUÍDO SONORO: O que destacam de positivo e negativo desta última década?
SHADOWSPHERE: De positivo, sem dúvida os álbuns que gravámos e os gigs que tocámos, especialmente o Festirock de 2004, o Festirock de 2005, os Outubros negros e especialmente o de 2005 com Nightrage, os lançamentos na Fnac, e o concerto com Dismember. De negativo, sem dúvida as mudanças de formação que nos atrasaram imenso.

RUÍDO SONORO: Apesar da inegável qualidade dos vossos trabalhos anteriores, e das boas críticas da imprensa, os Shadowsphere não atingiram ainda o sucesso de outros projectos de Metal nacional. A que acham que se deve esta falta de um merecido reconhecimento maior a nível nacional?
SHADOWSPHERE: Talvez o facto de termos parado durante 3 anos e termos interrompido as edições desde 2006. Apesar de achar que já merecíamos ter um reconhecimento maior devido a todo o nosso trabalho desde 2001, vamos continuar a trabalhar para crescer e corresponder sempre e cada vez mais às expectativas dos nossos fãs.

RUÍDO SONORO: Inferno é o vosso terceiro álbum de originais. Como o descrevem em termos musicais e em que difere dos restantes?
SHADOWSPHERE: INFERNO mantém a essência do que é SHADOWSPHERE, mas eleva-a uns pontos. Crescemos bastante a nível musical e esse factor nota-se no som final do disco. Desde logo quisemos um disco mais dinâmico, com músicas directas, mas com pontos diferentes e mais actualizados, como vozes femininas, estruturas um pouco diferentes do que estávamos habituados e um produto final mais moderno.

RUÍDO SONORO: Quais as temáticas abordadas em Inferno?
SHADOWSPHERE: INFERNO é o relato de experiências pessoais, neste caso as minhas, desde 2005 até 2007. Tal como o nome indica, falo de um INFERNO pessoal, de ruptura, de emoções de viagens sem retorno, com algumas personificações relativas à religião, mas de nada tem a ver com o INFERNO cristão.

RUÍDO SONORO: Ao contrário dos vossos álbuns anteriores, com capas mais pesadas graficamente, este álbum tem uma capa mais minimalista. Qual o simbolismo presente e porquê algo mais simples?
SHADOWSPHERE: A capa foi mais um dos pontos que quisemos fazer diferente. A capa com um feeling retro a preto e branco pareceu-nos muito mais agressiva e fria do que algo colorido, e não podíamos usar vermelhos e laranjas para não haver conotações ao inferno cristão. A capa basicamente simboliza alguém que foi ao inferno e voltou, as caveiras e o fundo negro simbolizam a entrada do inferno.

RUÍDO SONORO: A promoção a este álbum passa, como é normal, por muitos concertos. Que temas acham que vão resultar melhor ao vivo? E já agora, que temas o pessoal mais tem curtido dos álbuns anteriores?
SHADOWSPHERE: Do INFERNO arriscáva dizer que praticamente todos resultam ao vivo, mas destaco sem dúvida a Within The Serpents Grasp, o single Sworn Enemy, Suicide Reign Of Salvation, Firewalker e Gehenna. Dos álbuns antigos, muitas são as que resultam de forma bombástica, de salientar Hellbound Heart, Into The Lungs Of Hell, Everlasting Dream, The Forsaken, Bloodstain, Damnation, Carfax In Flames, etc…

RUÍDO SONORO: Estão a pensar promover este álbum também no estrangeiro?
SHADOWSPHERE: Claro. O primeiro passo foi disponibilizar o álbum em todas as plantaformas digitais mundiais, eMusic, iTunes, Amazon, etc…. A seguir foi mandar o máximo de promos para todas as revistas, rádios e zines que pudemos, e estamos a discutir neste momento a possibilidade de uma representação estrangeira de SHADOWSPHERE.

RUÍDO SONORO: Por falar em concertos, as bandas por cá têm-se queixado da pouca afluência aos concertos. Que têm a dizer sobre isso e que acham que se pode fazer para inverter a tendência?
SHADOWSPHERE: Concordo plenamente. A culpa talvez seja da crise, mas sempre achei que o público metaleiro pouco liga às bandas nacionais, à poucos fãs no verdadeiro sentido da palavra, o que não ajuda a encher concertos. Nós bandas, e acho que posso falar assim, damos tudo por tudo para agradar em termos de albuns e concertos, a diferença entre nós e a maioria das bandas estrangeiras é muito ténue, portanto a mudança terá de ser feita na cabeça do nosso público.

RUÍDO SONORO: Como foi a concerto no Moita Metal Fest 2012?
SHADOWSPHERE: MUITO BOM. Gostámos imenso de tudo, desde a organização ao próprio concerto, é sempre bom 😉

RUÍDO SONORO: Quais os objectivos da banda a médio-longo prazo?
SHADOWSPHERE: Arranjar representação no estrangeiro para SHADOWSPHERE, continuar a gravar e tocar cada vez mais ao vivo.

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