A Ruído Sonoro entrevistou os I, Machinery, banda em destaque desta quinzena. Aqui ficam as palavras gentilmente cedidas pela banda.

RUÍDO SONORO: É difícil encontrar informações sobre vocês na internet. Para os nossos leitores vos ficarem a conhecer, apresentem-se: quem são os I, Machinery?
I, MACHINERY: Antes de mais, obrigado por dispores do teu tempo para falar connosco. Respondendo a tua pergunta, nós somos uma banda de metal que existe há cerca de 4 anos, somos todos de Vila Nova de Gaia e acho que não temos muito mais a dizer. Gostamos que seja a nossa música a falar por nós.

RUÍDO SONORO: Como descrevem a vossa sonoridade? De onde vem a vossa inspiração?
I, MACHINERY: É sempre complicado responder a esse tipo de pergunta, nós temos muita dificuldade em dizer exatamente como soamos ou a que tipo de metal pertencemos, mas podemos dizer uma coisa: sentimo-nos mais à vontade com as sonoridades mais progressivas ou “mecânicas”. A inspiração vem de todo o lado, às vezes até de géneros diferentes do nosso.

RUÍDO SONORO: A1, o vosso EP de estreia, tem um conceito bastante próprio. Querem falar-nos um pouco sobre isso?
I, MACHINERY: Para sermos sinceros, este EP não foi pensado com base num conceito. Mas não queremos com isto dizer que não exista um. Deixamos essa interpretação nas mãos de quem ouve as músicas.

RUÍDO SONORO: Estãos satisfeitos com o produto final? Como foi o processo de composição e produção do A1?
I, MACHINERY: Estamos satisfeitos com o resultado final. Apesar dos poucos recursos, conseguimos algo de que estamos orgulhosos. Todavia, temos consciência que ainda é possível melhorar. O processo de composição na nossa banda não é muito complicado, todos compomos e gostamos do mesmo, logo, é muito fácil atingirmos consensos. Relativamente à produção, o EP foi inteiramente produzido por Tiago Sousa (que também é o nosso baixista). Este facto pôs-nos à vontade e deu-nos espaço para experimentação. Para o bem ou para o mal “A1” é exatamente o que queríamos fazer na altura.

RUÍDO SONORO: Os nomes das músicas são, no mínimo, curiosos. Onde os foram buscar e porquê apostar em nomes fora do vulgar?
I, MACHINERY: Os nomes das músicas provêm dos seus conceitos e das suas identidades. Normalmente refletem onde estávamos e o que estávamos a passar.

RUÍDO SONORO: Onde e quando podemos ver os I, Machinery ao vivo?
I, MACHINERY: Podemos adiantar que vamos tocar no Side B em Benavente no dia 18 de Fevereiro e no Metal Point no Porto no dia 30 de Março. Temos outras datas mas nada confirmado, assim sendo, não vale a pena dizer aqui. Para mais informações basta ir a www.myspace.com/imachinery ,temos lá sempre as datas dos espetáculos.

RUÍDO SONORO: Quais são os vossos planos para o futuro? Já há ideias para um novo trabalho?
I, MACHINERY: Através de concertos queremos promover ao máximo o nosso EP e cimentar as críticas que até agora vão sendo positivas. Por exemplo, vamo-nos gabar um bocadinho, a revista Loud na sua edição de Janeiro 2012 afirmou que o nosso EP era um dos melhores registos de estreia no panorama do metal nacional. Entretanto continuamos a escrever com vista a gravar o sucessor a “A1”.

RUÍDO SONORO: Se pudessem escolher um evento onde tocar e uma banda com quem partilhar o palco, quais seriam as vossas escolhas e porquê?
I, MACHINERY: A nível nacional gostaríamos de tocar com bandas como, Equaleft, Concealment entre outras é difícil escolher, existem projetos muito interessantes…  A verdade é que queríamos tocar em todo o lado e com qualquer banda desde que haja cerveja e paciência para nos aturar. E claro, era um sonho poder tocar em Wacken com algumas das nossas referências musicais, Meshuggah, Gojira, Mnemic etc. Para terminar, gostaríamos de agradecer novamente a entrevista e pedir desculpa pelas respostas que fomos dando, não temos lá muito jeito. Felizmente o EP é bem mais coerente do que nós.

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