Após o lançamento de “The Road of Awareness”, os nacionais W.A.K.O. estão ainda mais lançados e têm já concertos marcados por Portugal inteiro. A Ruído Sonoro esteve à conversa com a voz do quinteto, Nuno Rodrigues:

RUÍDO SONORO: Os W.A.K.O. já contam com 10 anos de actividade. Quais foram os momentos que mais vos marcaram ao longo do vosso percurso?

NUNO: Será dificil enumerar tantas etapas marcantes e momentos unicamente insólitos nesta cruzada…Foram muitos, tais como a concretização do nosso primeiro E.P , as nossas tours internacionais, nomeadamente Inglaterra, quando um grupo de fãs escoceses e ingleses se deslocaram de muito longe para ver o nosso concerto em Bolton e traziam com eles o álbum para obterem um autógrafo, o facto de termos ido directamente à mother factory da Dean Guitars em Orlando, o show no Coliseu de Lisboa, no qual tínhamos a plateia quase cheia a cantar em uníssono as músicas de WAKO. A ida aos Açores, foi agradavelmente assombrosa….São muitos anos de estrada, ditando tudo de bom e mau, o balanço é positivo.

RUÍDO SONORO: Embora sejam já uma banda demarcada do plano nacional, que acharam do vosso crescimento como músicos após a edição de “The Road of Awareness”?

NUNO: Claramente tivemos uma natural evolução, passámos muito como pessoas e músicos. No momento somos mais humanos,melhores músicos, com uma personalidade forte e vincada, somos sobretudo arquitectos do nosso próprio presente e futuro. Quanto à componente musical, enriquecemo-nos muito, somos mais empreendedores, consistentes como músicos. Os guitarristas tiveram uma maior instrução musical. Eu, por exemplo, frequentei aulas particulares e comecei a empenhar-me num instrumento. Por certo toda esta solidificação e amadurecimento de ideias resultou num álbum mais ambicioso e complexamente rico.

RUÍDO SONORO: Este novo álbum contou com vários convidados. De que maneira estas participações influenciaram a vossa sonoridade?

NUNO: A participação do Daniel [Cardoso] influenciou a dinâmica do álbum, mas não a sua estrutura. Tivemos a oportunidade de enriquecer os temas com sua intervenção, na composição foi exemplar, nós tinhamos as bases de bateria premeditadas e programadas para depois serem recriadas organicamente e ele ainda fez melhor, revestiu as nossas ideias com imensa classe e precisão musical.

RUÍDO SONORO: Ainda sobre o recente álbum, têm recebido comentários positivos por parte do público? Correspondeu às vossas expectativas?

NUNO: As reacções foram um pouco de tudo, mas o impacto tem sido muito bom, é um novo patamar para a banda e respectivo público.

RUÍDO SONORO: Portugal é um país onde ser-se bom músico parece não ser suficiente para atingir o sucesso. Qual o melhor conselho para bandas que estejam neste mesmo caminho que vocês já percorreram há algum tempo?

NUNO: Definam ininterruptamente objectivos, acreditem sempre nas vossas capacidades, não há que temer a opinião genericamente convencional e, no final,  perscrutem sempre horizontes idílicos.

RUÍDO SONORO: Já têm datas marcadas até Setembro em território nacional. Há planos para espectáculos internacionais nos próximos tempos?

NUNO: Agora estamos a culminar as datas nacionais e no principio do próximo ano tomaremos de assalto a Europa. Depois, um eventual regresso aos States.

Obrigado pelo tempo dispensado para responder às perguntas da Ruído Sonoro. Boa sorte no futuro!

Entrevista por: Diogo Oliveira
Fotografia por: Nuno Bernardo

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