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><channel><title>RUIDOSONORO &#187; Entrevistas</title> <atom:link href="http://ruidosonoro.com/entrevistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://ruidosonoro.com</link> <description>Notícias, Reviews, Festivais, Eventos e muito mais!</description> <lastBuildDate>Tue, 22 May 2012 15:59:16 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator> <item><title>★ Entrevista aos All Splintered Memories ★</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/05/14/entrevista-aos-all-splintered-memories/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/05/14/entrevista-aos-all-splintered-memories/#comments</comments> <pubDate>Mon, 14 May 2012 21:20:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Dark Forever</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[2012]]></category> <category><![CDATA[All Splintered Memories]]></category> <category><![CDATA[Love In The Animal Kingdom]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=13591</guid> <description><![CDATA[A Ruído Sonoro entrevistou os ALL SPLINTERED MEMORIES. Aqui ficam as palavras da banda. RUÍDO SONORO: Os All Splintered Memories reúnem uma enorme diversidade de influências. Como foi conciliar os gostos e preferências de todos e como definem a sonoridade resultante? ALL SPLINTERED MEMORIES: As nossas preferências e gostos musicais foram fáceis de se misturar [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Ruído Sonoro entrevistou os ALL SPLINTERED MEMORIES. Aqui ficam as palavras da banda.</strong></p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Os All Splintered Memories reúnem uma enorme diversidade de influências. Como foi conciliar os gostos e preferências de todos e como definem a sonoridade resultante?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: As nossas preferências e gostos musicais foram fáceis de se misturar e conciliar dado que não existem elitismos dentro da banda. Cada um entrou neste projecto de mente aberta e pronto a criar algo novo, e desta forma pudemos misturar diversos estilos e criar algo que achamos ser único neste país. A sonoridade que daqui resultou, gostamos de a definir como Post-Hardcore, essencialmente, mas com vertentes electrónicas e Pop-Punk à mistura.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Passou 1 anos e 5 meses desde a criação da banda ao lançamento do EP. Podem dar-nos um resumo do vosso percurso durante esse período?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: No início da banda, a prioridade passava essencialmente por prepararmos covers para podermos tocar ao vivo, dado que a nossa experiência de palco era muito limitada. A partir da segunda metade de 2011, já tínhamos alguns originais e o nosso objectivo passou a ser a gravação do nosso  EP de estreia. De momento só queremos é oportunidades para tocar ao vivo e apresentar este novo trabalho. Traçámos ainda para um futuro próximo os objectivos de ter merchandise disponível e conseguirmos tocar em diferentes pontos do país.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Como surgiram os nomes All Splintered Memories e Love In The Animal Kingdom?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: All Splintered Memories surgiu após um <em>brainstorming</em> de ideias entre todos nós e acabou por ser o nome que achámos que mais prendia a atenção e se enquadrava no projecto que queríamos fazer. Quanto ao nome do nosso EP, este simboliza o contraste entre a agressividade do Post-Hardcore e do Metalcore com a electrónica e o Pop-Punk na nossa música. No reino animal predomina essencialmente o velho lema do &#8220;sobrevivência dos mais aptos&#8221;, o amor é o contraste suave a essa realidade.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Do que nos fala este EP e o que acham que ele traz de novo ao panorama musical nacional?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: Este EP refere-se essencialmente a vivências e problemas do dia-a-dia que afectam qualquer pessoa, principalmente para o público mais jovem, e tentámos ao máximo que estes se possam identificar com, pelo menos, uma situação descrita no EP. Queríamos tentar fazer com que o mais comum ouvinte se pudesse identificar e reconhecer na nossa música. Relativamente ao que este trás de novo no panorama musical nacional, estamos a fazer uma mistura de estilos que não é essencialmente pioneira lá fora, mas que se revela inédita aqui em Portugal. O próprio Post-Hardcore é ainda um género quase inóspito no nosso país, e nós queríamos essencialmente demonstrar com este trabalho que existe mais do que os estilos tradicionais a que tanto já nos habituámos por aqui.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Como foi o processo de gravação e produção?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: Foi bastante bom e correu sem problemas. O EP foi gravado e produzido ao longo de alguns meses até ao início de 2012 com o Tiago Mesquita. Ao longo deste mesmo processo, tivémos ainda a oportunidade de evoluir as nossas músicas.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Tem sido boa a recepção do público dos temas ao vivo?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: Somos uma banda num estilo completamente novo em Portugal, e as oportunidades de concertos que vamos tendo são com bandas de estilos e com públicos que às vezes não entendem bem o que fazemos. Mas não é por isso que pretendemos desistir, adoramos muito sinceramente a música que fazemos e vamos atingindo os nossos objectivos um passo de cada vez. Grande parte do que conseguimos alcançar deve-se a revistas tais como a Ruído Sonoro, que se interessam em saber mais sobre nós, a rádios online que querem passar a nossa música e claro, aos ouvintes que mostram o seu apoio incondicional por nós e nos ajudam a divulgar o nosso trabalho.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Próximo lançamento, um álbum de longa duração? Já têm ideias?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: Temos andado a compor e a passar algumas ideias para o papel, mas para já estamos focados apenas no EP e em promovê-lo. Talvez mais para o final deste ano tenhamos novidades mais concretas.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: A vossa orientação continuará neste tipo de som ou fazem questão de experimentar novas sonoridades?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: Dado que estamos a fazer algo de certa forma diferente em Portugal, penso que este é o caminho que mais nos interessa continuar, portanto podemos garantir a quem gostou do nosso som que este Post-Hardcore Pop-Punkalhado veio para ficar! Ainda assim o experimentalismo faz parte de nós enquanto músicos, logo  podem também contar com influências de diferentes estilos musicais e novas formas de transmitir arte.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Com que banda nacional gostariam de partilhar o palco?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: Seria óptimo partilhar o palco com bandas que nos influênciaram e são grandes referências para nós, e as que saltam logo à vista são os óbvios More Than a Thousand e Hills Have Eyes. Mas também existem bandas que consideramos de enorme qualidade e com quem gostariamos de poder um dia tocar, tais como My Cubic Emotion, Ella Palmer ou Apply Zii.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Para aqueles que querem começar uma banda mas têm medo de não ter sucesso nestes tempos de crise, que palavras de incentivo lhes dão?</em><br
/> <strong>ALL SPLINTERED MEMORIES</strong>: Se vão começar um projecto musical, não o façam a pensar na fama ou estatuto que hipoteticamente possam vir a atingir, descobrimos muito rapidamente que numa banda a maior parte do tempo é gasto a lidar com o presente do que propriamente a sonhar com o futuro. A melhor razão pela qual alguém pode começar uma banda é a mesma porque nós começámos esta, pelo simples amor à música. Obviamente que a indústria musical se ressente de forma grave nesta crise, mas enquanto existirem pessoas que pagam bilhetes para ir a concertos, enquanto existirem iniciativas que visam ajudar bandas novas e emergentes, existe sempre esperança e um incentivo para começar novos projectos musicais. Mesmo que se vejam desapoiados, ou que a recepção ao vosso trabalho não seja aquela que esperavam, é importante não desistir. Na musica, a persistência recompensa.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/05/14/entrevista-aos-all-splintered-memories/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Entrevista a NOCTEM</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/05/06/entrevista-a-noctem/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/05/06/entrevista-a-noctem/#comments</comments> <pubDate>Sun, 06 May 2012 19:54:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Rita Cipriano</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[entravistas]]></category> <category><![CDATA[noctem]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=13423</guid> <description><![CDATA[A propósito da sua última passagem por Portugal no Moita Metal Fest, a Ruído Sonoro esteve à conversa com Beleth, vocalista e membro fundador da banda de blackened death metal espanhola Noctem. &#160; Ruído Sonoro: O vosso álbum mais recente, Oblivion [2011], tem recebido grandes críticas, não só por toda a Europa, mas também nos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>A propósito da sua última passagem por Portugal no <a
href="http://ruidosonoro.com/2012/04/02/moita-metal-fest-2012-30-e-31032012/">Moita Metal Fest,</a> a Ruído Sonoro esteve à conversa com <strong>Beleth</strong>, vocalista e membro fundador da banda de blackened death metal espanhola <strong>Noctem.</strong></p><p>&nbsp;</p><p><strong>Ruído Sonoro: O vosso álbum mais recente, <em>Oblivion </em>[2011], tem recebido grandes críticas, não só por toda a Europa, mas também nos Estados Unidos. Estavam à espera desta reacção?</strong></p><p>Beleth: Nem por isso. Trabalhámos muito para criar um dos nossos melhores álbuns, mas não tínhamos a certeza de qual seria a resposta dos fãs e da imprensa. Foi um grande passo para os Noctem. Estamos muito contentes com a recepção, com as congratulações e com os prémios que recebemos do álbum. É muito satisfatório ser recompensado pelo trabalho duro.</p><p><strong>RS: Quais são as principais diferenças deste álbum, quando comparado com o <em>Divinity </em>[2009]<em>? </em>O que é que podemos esperar deste último trabalho?</strong></p><p>B: Com <em>Oblivion </em>reunimos todos os nossos esforços para fazer o álbum que sempre quisemos fazer. Desta vez as gravadoras não interferiram no nosso trabalho e assim pudemos partilhar com o mundo o nosso metal extremo e a aquilo que temos dentro de nós há tanto tempo a apodrecer-nos por dentro.</p><p><strong>RS: Apesar da banda ter sido formada em 2001, o vosso primeiro álbum foi apenas lançado em 2008. Porque é que demoraram todo este tempo?</strong></p><p>B: Em 2007,  eu e o Exo tomamos o controlo dos Noctem. Mudámos a line up toda e começámos a trabalhar mesmo a sério, com novo material e quebrando com tudo aquilo que definia os antigos Noctem. Tivemos grandes problemas no passado ao tentar guiar os Noctem por um caminho mais sério, o que não é fácil quando tens 4 membros na tua banda e ninguém quer sair ou trabalhar. Mas pronto, como disse, isso foi há 5 anos atrás e agora os Noctem são comandados pelo Exo e por mim e iremos continuar a trabalhar desta forma séria, de modo a oferecer o melhor metal que conseguirmos.</p><p><strong>RS: Entretanto, o nome Noctem cresceu e no último ano estiveram em digressão com bandas como Gorgoroth, Samael, etc. Como é que encaram tudo isto?</strong></p><p>B: Os últimos anos foram difíceis e cheios de grandes experiências. Foi fantástico para nós partilhar o palco com algumas grandes bandas. Gostei muito dessas tours pela Europa. Este ano estamos em digressão sozinhos, tocando em alguns concertos e festivais europeus. A banda tem recebido algumas ofertas de digressão para Setembro e Outubro. Voltaremos à estrada brevemente, para uma última tour de promoção do <em>Oblivion</em>, antes de entrarmos em estúdio novamente para gravarmos o nosso próximo álbum.</p><p><strong>RS: Não existem muitas bandas do vosso género no vosso país. Como é que vocês se sentem em relação à cena musical espanhola, e que opinião têm da mesma?</strong></p><p>B: A cena espanhola é como a portuguesa, penso, pequena e extrema e underground. Em Espanha o metal não é o estilo predominante; as bandas espanholas de rock e pop rock dominam a cena musical, mas para nós isso não é um grande problema. Continuamos a caminhar pelo nosso caminho e a trabalhar. Apenas investimos mais na Europa e nos EUA do que em Espanha.</p><p><strong>RS: Vocês têm uma relação muito próxima com Portugal, e já visitaram o nosso país por diversas vezes (mais recentemente no Moita Metal Fest). O que é que recordam desses concertos?</strong></p><p>B: Dizemos sempre que Portugal é a nossa segunda casa. É engraçado, porque uma vez quando estávamos em tour pela Europa, um promotor cometeu um erro e disse que os Noctem eram uma banda portuguesa, e toda a gente nessa tour achava que éramos de Portugal e não de Espanha, mas isso não foi um problema para nós.  Actualmente ainda algumas pessoas pela Europa fora nos dizem “ahh, Noctem de Portugal, certo?” [risos]. Mas não faz mal, muitas das vezes recebemos mais apoio aqui do que no nosso próprio país.</p><p>Os metaleiros portugueses são absolutamente incríveis, completamente doidos. Temos muitos amigos aí desde há muitos anos, que conhecemos quando estávamos em digressão, e eles vão a todos os concertos, apoiar-nos e ajudar-nos na promoção, como o Rupa da Nekronos Promotion ou o Pastilha e o Felix. Ficamos muito contentes quando vamos a Portugal, e divertimo-nos sempre muito.</p><p><strong>RS: Que planos têm para o futuro? Já começaram a trabalhar num novo álbum?</strong></p><p>B: Sim, o Exo e eu temos falado sobre o novo álbum e estamos a preparar novas ideias, e começaremos a compor nas próximas semanas. Falámos com o Hugo e com o Pardal dos Switchense e estaremos nos Ultra Sound Studios II outra vez em Dezembro deste ano para começarmos a gravar o nosso novo álbum.</p><p><strong>RS: Onde e quando serão os vossos próximos concertos?</strong></p><p>B: Tocámos recentemente num festival de metal em Ostend (Bélgica), o Huggins Awakening Fest. Os nossos próximos concertos serão na República Checa, no Czech Death Fest, Jam Rock Fest e ainda noutra data em Praha.</p><p><strong>RS: Gostavas de deixar alguma mensagem para os vossos fãs portugueses?</strong></p><p>B: Siiiiimmm!!! Um grande abraço para todos os fãs portugueses de metal extremo! Os melhores cumprimentos para todos os nossos amigos e fãs. Voltaremos a Portugal para espalhar o nosso melhor metal extremo e para curtir as melhores noites portuguesas. Obrigada por tudo, vocês são absolutamente fantásticos!! !</p><p>&nbsp;</p><p>Entrevista por <strong>Rita Cipriano.</strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/05/06/entrevista-a-noctem/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>★ Entrevista aos Adamantine ★</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/05/05/entrevista-aos-adamantine/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/05/05/entrevista-aos-adamantine/#comments</comments> <pubDate>Sat, 05 May 2012 14:58:45 +0000</pubDate> <dc:creator>Dark Forever</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[2012]]></category> <category><![CDATA[Adamantine]]></category> <category><![CDATA[Chaos Genesis]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=12606</guid> <description><![CDATA[A Ruído Sonoro entrevistou os Adamantine. Aqui ficam as palavras de André Bettencourt.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Ruído Sonoro entrevistou os Adamantine. Aqui ficam as palavras de André Bettencourt.</strong></p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Adamantine, um nome que surge do nada para se tornar numa das bandas emergentes mais faladas no panorama do Metal nacional. Como foi a viagem da banda do início até ao presente?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: Antes de mais, obrigado à Ruído Sonoro, pela entrevista e divulgação do nosso trabalho. Os ADAMANTINE são uma banda de Thrash Metal que se formou no final do ano 2006, na altura com um som mais old school, ao género do que se fazia no estrangeiro com o ressurgimento do Thrash. Somos das primeiras bandas da New Wave of Thrash Metal a existirem em Portugal. Gravámos o nosso primeiro registo, o EP &#8220;Downfall of Adamastor&#8221;, em 2009. Fizemos uma Tour Nacional em 2010, percorrendo quase todos os bares e spots de música pesada em Portugal para promover esse primeiro disco e tivemos a oportunidade de abrir para bandas como Destruction (Ger), Gama Bomb (Irl), Lazarus AD (USA) e Bonded By Blood(USA).<br
/> Em 2011 lançámos um single novo, &#8220;Thrash and Devastate&#8221;, e pouco depois começamos a trabalhar no nosso primeiro longa duração. O processo de pré-produção e gravação do &#8220;Chaos Genesis&#8221; durou aproximadamente 9 meses. Praticamente a gestação de uma vida .</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: A vossa sonoridade é um Thrash Metal renovado e moderno. Sempre foi um objectivo vosso fugir à rotina e criar algo realmente novo, em vez de se limitarem a seguir as influências?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: Nos primeiros tempos não nos preocupávamos tanto com a noção de inovação. Sempre fizemos música que fosse original, mas não nos preocupávamos tanto com a inovação no que diz respeito ao som, estrutura ou fórmula. Fazíamos apenas música ao estilo daquilo que gostávamos, bandas de Thrash e Heavy Metal que nos influenciavam e que ainda hoje estão presentes nas nossas composições. No entanto, com o crescimento musical e intelectual e alguma maturidade que ganhámos ao vivo, sentimos a necessidade de ir mais além. Não queremos repetir algo que já foi feito. Queremos criar a nossa própria música e deixar a nossa marca. Este novo disco representa uma nova fase, muito mais própria e fiel àquilo que somos.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Quais são as principais temáticas que podemos encontrar em Chaos Genesis?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: O álbum é de certa forma conceptual. Apresenta uma jornada narrada na primeira pessoa. Um espectador que assiste a um mundo que está a morrer aos poucos. As temáticas são abordadas de forma subtil. Acho que é muito melhor que o ouvinte pense e aos poucos possa desvendar as mensagens, sejam elas políticas ou sociais.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: O álbum tem uma capa magnífica! O que simboliza?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: Obrigado. A capa foi feita pela artista Vanessa Bettencourt, que já tinha trabalhado connosco para a capa do EP &#8220;Downfall of Adamastor&#8221;. O concept foi criado por mim. De uma forma geral, representa o fim da jornada no disco. Tem vários elementos retirados de algumas faixas e de uma forma geral representa esperança no meio de tanta coisa negativa. Oiçam o disco, tomem atenção às letras e no fim de o ouvirem, olhem para a capa novamente e pensem. Fará mais sentido assim.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: A masterização do álbum esteve a cargo de Tue Madsen (Moonspell, The Haunted, Ektomorf), uma contribuição de peso logo no álbum de estreia. Como o conheceram?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: O Tue é na minha opinião um dos melhores produtores da Europa. Sempre gostei bastante do trabalho dele e das bandas com que trabalhou. Entrámos em contacto com ele e foi super simpático e fácil de lidar. Tivemos imensa sorte de ele estar em Portugal a trabalhar com Moonspell na mesma altura em que estávamos a gravar o nosso disco. Conclusão, enquanto gravávamos nos Poison Apple Studios, o Tue estava no estúdio dos Moonspell que fica mesmo ao lado. Foi uma sorte poder partilhar algumas ideias com ele pessoalmente durante o processo de captação.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Existem planos para o lançamento de um videoclip para um tema de Chaos Genesis?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: Sim, estamos a trabalhar em dois vídeos neste momento. O primeiro a sair para o público será para o single &#8220;Mechanical Empire&#8221;.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Os Adamantine não têm editora. É algo a mudar no futuro ou é estratégia para manter a vossa independência?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: Neste momento é uma necessidade para mantermos a nossa existência. Nós e muitas outras bandas pela Europa estamos a tentar sobreviver à crise e adaptar-mo-nos a um mercado quase nulo. Por mais absurdo que pareça, ter uma editora hoje em dia, não nos garante muita coisa. Nós recebemos duas propostas de editoras estrangeiras. Muitas coisas no contrato seriam benéficas para nós. Mas os contras eram demasiados e decidimos não aceitar e jogar pelo seguro neste ano de crise. Não podemos correr o risco de cessar actividades forçosamente por falta de fundos monetários.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Vocês já abriram para vários grandes nomes, como Destruction, Gama Bomb e Lazarus AD. Como foi experiência e o que de melhor se retira do contacto com estas bandas?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: A experiência foi sem dúvida enriquecedora. Por um lado, porque ao abrir para bandas estrangeiras de renome conseguimos chegar a mais público, que poderia não saber da nossa existência. Por outro lado, aprendemos bastante ao ver de perto como são os musicos vindos de outros cantos do mundo. E são todos bastantes diferentes do que pensavamos, uns negativamente e outros positivamente. Mas isso é bom.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: A apresentação do álbum está agora a arrancar um pouco por todo o país, abrindo em Leiria. Como foi esse primeiro concerto da tour?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: O primeiro concerto da tour em Leiria foi uma loucura, um dos melhores desta tour até agora. Já tinhamos tocado nas proximidades e sempre fomos bem recebidos. Foi um concerto cheio de mosh, headbang e suor. Que é que se pode pedir mais?</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Já há ideias para a composição do próximo trabalho?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: Já existem ideias e já existem pelo menos quatro faixas novas. Embora não estejamos focados em compor como grupo neste momento, é impossível para mim parar de o fazer. Portanto acho que ainda este ano deverá sair qualquer coisa nova.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Qual é o vosso maior objectivo enquanto banda?</em><br
/> <strong>ADAMANTINE</strong>: O nosso maior objectivo como banda é fazer música de que gostamos. Enquanto isso for possível, continuaremos a existir. Se conseguirmos crescer cada vez mais, levar a nossa música a todas as pessoas que gostam de música pesada pelo mundo, tocar muito ao vivo e gravar discos com qualidade, então ainda melhor.  \m/</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/05/05/entrevista-aos-adamantine/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>★ Entrevista aos Bless The Oggs ★</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/04/30/entrevista-aos-bless-the-oggs/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/04/30/entrevista-aos-bless-the-oggs/#comments</comments> <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 21:00:08 +0000</pubDate> <dc:creator>Dark Forever</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[2012]]></category> <category><![CDATA[Bless The Oggs]]></category> <category><![CDATA[It All Starts With A Seed]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=13201</guid> <description><![CDATA[A banda entrevistada esta quinzena foram os Bless The Oggs. Aqui ficam as palavras do vocalista Marco Passadinhas. RUÍDO SONORO: Uma das primeiras coisas que salta à vista do público é o vosso nome pouco usual. De onde veio a ideia para Bless The Oggs e, já agora, o que signfica? BLESS THE OGGS: Como [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>A banda entrevistada esta quinzena foram os Bless The Oggs. Aqui ficam as palavras do vocalista Marco Passadinhas.</strong></p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Uma das primeiras coisas que salta à vista do público é o vosso nome pouco usual. De onde veio a ideia para Bless The Oggs e, já agora, o que signfica?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: Como deves imaginar, já montes de gente nos perguntou e pergunta o significado de Oggs. O nosso nome surgiu num dos nossos primeiros ensaios, mais ou menos em Setembro de 2006, quando estávamos num daqueles <em>brainstormings</em> que quase todas as bandas têm quando estão a escolher um nome. Eu sugeri Bless 75 (seventy-five), devido à compra de uma guitarra naquela altura que custou 75€; utilizei a expressão &#8220;abençoados 75€&#8221;, mas o nosso antigo baterista, o Pitchi (atentado), disse: &#8220;eh pá, com números não porque já há muita banda com números no nome, e se escolhêssemos Oggs mas com dois g&#8217;s?&#8221;. O nome soou muita bem, depois como também é normal começámos a falar no que significava, uns diziam que eram uma palavra em calão utilizado pelos Americanos ou Ingleses, já não me lembro bem, para definir uma raça qualquer de porcos, e então olha, abençoados sejam os porcos porque também são gente! Há tantos por aí…</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Como descrevem a sonoridade da banda e quais as vossas influências?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: A nossa sonoridade é baseada em 3 estilos base: o Metal, o Hardcore e o Rock. Terá outros seguramente, mas estes são os que mais se evidenciam, por serem as bases dos elementos que fazem parte da banda. Talvez já seja um cliché, mas a verdade é esta, gostamos de misturar peso com melodia, um sem o outro ficam coxos. A nível de influências, vou apenas referir algumas que nos influenciaram e que ouvíamos quando definimos a linha que iríamos seguir no álbum, que como deves saber gravámos em Janeiro de 2011: Atreyu, Thrice, Alexisonfire, Story of the Year, Norma Jean, From First to Last, Everytime I Die, Underoath, Architects, A Day To Remember, etc..</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: It All Starts With A Seed é o vosso trabalho de longa duração de estreia. Do que nos fala esta “semente”?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: O titulo do álbum resume em parte o conteúdo lírico do mesmo, mas também este passo que demos ao decidir gravá-lo, ou seja, é necessário sempre uma semente, um primeiro passo, vontade, para que algo possa acontecer. Nada acontece por acaso, e isto aplica-se em tudo na vida, seja nas relações entre as pessoas, situações do quotidiano com maior ou menor importância, etc.. Como as letras foram escritas por mim, obviamente existe aqui uma parte mais pessoal, mas sempre no sentido metafórico para que mais pessoas se possam identificar com elas, ou não.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Este álbum foi produzido por Vasco Ramos (More Than A Thousand) e masterizado por Chris Common (Mastodon, Pelican, Men Eater). Como foi trabalhar com estes dois profissionais já experientes?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: Trabalhar com o Vasco Ramos foi a melhor coisa que nos podia ter acontecido; amigo, deixa-me-te dizer isto, o “DOUCTORE” é um dos melhores a nível nacional. Mas digo-te mais, e é a minha convicção, vai ser um dos melhores a nível internacional! A sensibilidade que ele tem para escrever e compor canções é única, ele percebe de tudo, ritmos e leads de guitarra, baixo, bateria, voz (não fosse ele vocalista dos More Than A Thousand), é brutal. Ele pega em qualquer coisa e <em>zás!</em>. transforma-a numa malha brutal, mas rapidamente, não é passado 1 dia ou 2, é na hora. Além de ser uma pessoa 5 estrelas que está ali para te ajudar no que for preciso, no tempo que estiveres em estúdio é como se fosse um elemento da banda. Tenho a certeza que se perguntares a todas as bandas que trabalharam com ele que todas te vão dizer o mesmo. O Chris Common também só podemos falar bem dele, o currículo que ele tem fala por si, estivemos com ele apenas duas vezes, mas também é super acessível e competente, na nossa opinião fez um excelente trabalho, mas deixa-me também aqui mencionar e destacar o trabalho do Tiago Canadas dos Poison Apple Studios, que foi o engenheiro de som e foi também quem fez a mistura do álbum.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: De grande qualidade é também o artwork do álbum. Quem foi a mente criadora e o que simboliza a capa?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: Fui eu que fiz capa. Eu não sou designer nem percebo nada do assunto, sou apenas um curioso, comecei a mexer em várias imagens que tínhamos e aquele foi o resultado final. Toda a banda opinou no que poderia ou não resultar melhor até chegarmos ali. Vou-te ser sincero, podia estar aqui com tangas que significa isto ou aquilo, mas a razão principal daquela ser a capa é de termos achado aquela imagem brutal, e que por acaso até ligava com o titulo do album, especialmente a parte da <em>“seed”</em>, pois como sabes a capa é a imagem de um campo de ervas secas com árvores no horizonte e nuvens com a sensação de movimento.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Dos concertos que já deram, conseguem destacar alguns temas que o público tenha curtido mais?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: Uma das nossas preocupações, que foi consequência dos vários conselhos que o Vasco nos deu, foi de escrevermos músicas que depois resultassem bem ao vivo, e embora só tenhamos dado 8 concertos depois de gravarmos o álbum, é simplesmente lindo quando estamos em cima de um palco e temos pessoas que cantam connosco, mas destaco aqui “Reprint Yourself Tonight”, “Comaprison”, “This Charming War”, “Hate Days Later” e “Walls Of Truth (We´ve Built This Fire)”, mas no geral todas as musicas têm sido bem aceites.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Por falar em concertos, os Bless The Oggs são também os responsáveis pelo evento WAST Fest, a decorrer a 9 de Junho na República da Música. De onde surgiu a ideia e porquê apostar nestas sete bandas?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: A ideia e o conceito deste festival é de unir as bandas que estão agora a surgir ou que surgiram à relativamente pouco tempo, em torno do mesmo objectivo que é tocar e divulgar o seu trabalho. Não adianta andarmos aqui com rivalidades estúpidas porque isso nunca levou nem levará ninguém a lado nenhum. O mercado é pequeno, a nossa cultura, se bem que está a mudar aos poucos, não é muito de ir sair à noite para ir a concertos, é mais discotecas. Para ires tocar a qualquer lado pedem-te 50€ à hora de aluguer de espaço, fora PA e técnico. Posto isto, pensámos: vamos organizar um festival, juntamos bandas que curtimos e que são mais ou menos da mesma onda que nós e surgiu o conceito do WAST FEST  &#8211; “WE ARE STRONGER TOGETHER FESTIVAL”. Temos a participação a nível de despesas de algumas das bandas que vão participar e assim facilitamos a vida a todos.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Já têm planos para trabalhos futuros?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: Sim, já estamos a escrever novas músicas, sem qualquer pressão a nível de timings, mas estamos a apontar ir para estúdio até ao final do ano, princípio do próximo.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Quais são as perspectivas da banda em termos de projeção no estrangeiro?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: Obviamente pensamos em divulgar o nosso trabalho no estrangeiro, mas primeiro queremos consolidarmo-nos a nível nacional, uma coisa de cada vez. Vamos fazer uma tour nacional &#8211; “Reaching An Abiss Tour” &#8211; com os nossos amigos First Class Tragedy e Iodine em Maio e Junho, e estamos a pensar em fazer outra a começar em meados de Setembro, na qual vamos tentar incluir algumas datas em Espanha e quem sabe por essa Europa, mas por enquanto está no <em>Jupiter&#8217;s cock</em>, que é como quem diz, está no segredo dos deuses.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Com quem gostariam de partilhar o palco um dia?</em><br
/> <strong>BLESS THE OGGS</strong>: São tantas as bandas que nem sei por onde começar, mas tirando as da minha adolescência (sim, sou de 1978), como os Guns N´Roses, Metallica, Aerosmith, Pearl Jam, Faith No More, etc., e a partir de &#8217;97 para cá, vou-te dizer algumas internacionais: UnderOATH, Bring Me The Horizon, Deftones, Slipknot, e mais umas 1500 que andam aí. A nível nacional, voltar a partilhar o palco com os nossos amigos More Than A Thousand, Hills Have Eyes, Devil In Me, etc. Isto dando exemplos de bandas já com mais notoriedade, mas nós gostamos de tocar com toda a gente, bandas grandes, pequenas e assim-assim, normalmente fazemos amigos em todo o lado e é esse o espírito da coisa.</p><p>Queremos-te agradecer a oportunidade de divulgarmos o nosso trabalho e um pouco do que somos.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/04/30/entrevista-aos-bless-the-oggs/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>★ Entrevista aos Shadowsphere ★</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/04/16/entrevista-aos-shadowsphere/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/04/16/entrevista-aos-shadowsphere/#comments</comments> <pubDate>Mon, 16 Apr 2012 21:00:45 +0000</pubDate> <dc:creator>Dark Forever</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[2012]]></category> <category><![CDATA[Inferno]]></category> <category><![CDATA[Shadowsphere]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=12940</guid> <description><![CDATA[Entrevista à banda em destaque desta quinzena, Shadowsphere! RUÍDO SONORO: Os Shadowsphere já cá andam há 12 anos, com um EP e três álbuns lançados. Como tem sido este percurso enquanto banda? SHADOWSPHERE: Na altura foi complicado começar, foi complicado alcançar uma formação estável, mas sempre nos pautámos por muita dedicação e amor à música. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entrevista à banda em destaque desta quinzena, Shadowsphere!</strong></p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Os Shadowsphere já cá andam há 12 anos, com um EP e três álbuns lançados. Como tem sido este percurso enquanto banda?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: Na altura foi complicado começar, foi complicado alcançar uma formação estável, mas sempre nos pautámos por muita dedicação e amor à música. Desde 2007 para cá também não tem sido fácil, com várias mudanças de formação e contratempos, mas não há nada que com vontade não se alcance, e cá estamos nós com formação renovada e álbum novo.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: O que destacam de positivo e negativo desta última década?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: De positivo, sem dúvida os álbuns que gravámos e os gigs que tocámos, especialmente o Festirock de 2004, o Festirock de 2005, os Outubros negros e especialmente o de 2005 com Nightrage, os lançamentos na Fnac, e o concerto com Dismember. De negativo, sem dúvida as mudanças de formação que nos atrasaram imenso.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Apesar da inegável qualidade dos vossos trabalhos anteriores, e das boas críticas da imprensa, os Shadowsphere não atingiram ainda o sucesso de outros projectos de Metal nacional. A que acham que se deve esta falta de um merecido reconhecimento maior a nível nacional?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: Talvez o facto de termos parado durante 3 anos e termos interrompido as edições desde 2006. Apesar de achar que já merecíamos ter um reconhecimento maior devido a todo o nosso trabalho desde 2001, vamos continuar a trabalhar para crescer e corresponder sempre e cada vez mais às expectativas dos nossos fãs.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Inferno é o vosso terceiro álbum de originais. Como o descrevem em termos musicais e em que difere dos restantes?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: INFERNO mantém a essência do que é SHADOWSPHERE, mas eleva-a uns pontos. Crescemos bastante a nível musical e esse factor nota-se no som final do disco. Desde logo quisemos um disco mais dinâmico, com músicas directas, mas com pontos diferentes e mais actualizados, como vozes femininas, estruturas um pouco diferentes do que estávamos habituados e um produto final mais moderno.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Quais as temáticas abordadas em Inferno?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: INFERNO é o relato de experiências pessoais, neste caso as minhas, desde 2005 até 2007. Tal como o nome indica, falo de um INFERNO pessoal, de ruptura, de emoções de viagens sem retorno, com algumas personificações relativas à religião, mas de nada tem a ver com o INFERNO cristão.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Ao contrário dos vossos álbuns anteriores, com capas mais pesadas graficamente, este álbum tem uma capa mais minimalista. Qual o simbolismo presente e porquê algo mais simples? </em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: A capa foi mais um dos pontos que quisemos fazer diferente. A capa com um feeling retro a preto e branco pareceu-nos muito mais agressiva e fria do que algo colorido, e não podíamos usar vermelhos e laranjas para não haver conotações ao inferno cristão. A capa basicamente simboliza alguém que foi ao inferno e voltou, as caveiras e o fundo negro simbolizam a entrada do inferno.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: A promoção a este álbum passa, como é normal, por muitos concertos. Que temas acham que vão resultar melhor ao vivo? E já agora, que temas o pessoal mais tem curtido dos álbuns anteriores?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: Do INFERNO arriscáva dizer que praticamente todos resultam ao vivo, mas destaco sem dúvida a Within The Serpents Grasp, o single Sworn Enemy, Suicide Reign Of Salvation, Firewalker e Gehenna. Dos álbuns antigos, muitas são as que resultam de forma bombástica, de salientar Hellbound Heart, Into The Lungs Of Hell, Everlasting Dream, The Forsaken, Bloodstain, Damnation, Carfax In Flames, etc&#8230;</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Estão a pensar promover este álbum também no estrangeiro?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: Claro. O primeiro passo foi disponibilizar o álbum em todas as plantaformas digitais mundiais, eMusic, iTunes, Amazon, etc&#8230;. A seguir foi mandar o máximo de promos para todas as revistas, rádios e zines que pudemos, e estamos a discutir neste momento a possibilidade de uma representação estrangeira de SHADOWSPHERE.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Por falar em concertos, as bandas por cá têm-se queixado da pouca afluência aos concertos. Que têm a dizer sobre isso e que acham que se pode fazer para inverter a tendência?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: Concordo plenamente. A culpa talvez seja da crise, mas sempre achei que o público metaleiro pouco liga às bandas nacionais, à poucos fãs no verdadeiro sentido da palavra, o que não ajuda a encher concertos. Nós bandas, e acho que posso falar assim, damos tudo por tudo para agradar em termos de albuns e concertos, a diferença entre nós e a maioria das bandas estrangeiras é muito ténue, portanto a mudança terá de ser feita na cabeça do nosso público.</p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Como foi a concerto no Moita Metal Fest 2012?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: MUITO BOM. Gostámos imenso de tudo, desde a organização ao próprio concerto, é sempre bom <img
src='http://ruidosonoro.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /></p><p><strong>RUÍDO SONORO</strong><em>: Quais os objectivos da banda a médio-longo prazo?</em><br
/> <strong>SHADOWSPHERE</strong>: Arranjar representação no estrangeiro para SHADOWSPHERE, continuar a gravar e tocar cada vez mais ao vivo.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/04/16/entrevista-aos-shadowsphere/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>★ Entrevista aos Chaos In Paradise ★</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/03/28/entrevista-aos-chaos-in-paradise/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/03/28/entrevista-aos-chaos-in-paradise/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Mar 2012 21:09:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Dark Forever</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[2012]]></category> <category><![CDATA[Chaos In Paradise]]></category> <category><![CDATA[Let The Bliss Remain]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=12391</guid> <description><![CDATA[A Ruído Sonoro entrevistou os Chaos In Paradise, banda em destaque nesta quinzena. Aqui ficam as palavras da vocalista Sara Valente.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><strong>A Ruído Sonoro entrevistou os Chaos In Paradise, banda em destaque nesta quinzena. Aqui ficam as palavras da vocalista Sara Valente.</strong></p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Sensivelmente 9 meses após o lançamento de Let The Bliss Remain, que balanço fazem deste vosso EP de estreia? Surpreendidos pelo sucesso que ele atingiu?</em><br
/> <strong>CHAOS IN PARADISE: </strong>Ficamos extremamente satisfeitos com toda a experiência em si e fascinados com o sucesso que conseguimos alcançar até ao momento. Posso dizer, seguramente, que atingimos grande parte dos objetivos que tínhamos em mente para o lançamento deste primeiro EP. Para nós foi uma grande surpresa a maneira como o nosso trabalho foi tão rapidamente divulgado pelo país inteiro e chegou até a locais que nem imaginávamos, sendo que recebemos encomendas de países como Alemanha, Austrália, Canadá e Japão, etc. Fomos aplaudidos pela progressão positiva no nosso som e imagem e temos sido muito felicitados pela escolha do artwork, elaborado por Augusto Peixoto, e também pela qualidade de gravação com o merecido mérito de Paulo Lopes dos Soundvision Studios. No geral, o público ficou surpreendido pela positiva com o rumo que tomamos com ‘‘Let The Bliss Remain’’.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Com o 2º e o 4º lugar, respectivamente, nas categorias Banda Revelação e Melhor Banda Sem Contracto, balanço feito pelos leitores da Loud!, qual foi a vossa reacção perante este merecido reconhecimento?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>Foi uma agradável notícia para nós, visto que desconhecíamos sequer estar considerados para essas categorias na Loud!. Na verdade, soubemos através de amigos. Ficamos muito contentes, pelo voto de confiança que nos foi dado, porque no fundo, qualquer reconhecimento que nos seja atribuído dá-nos sempre mais confiança e incentivo para continuar o nosso trabalho. Aproveito a oportunidade para agradecer novamente a todos os que têm acreditado em nós, apoiado e reconhecido o nosso esforço desde início.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Este vasto conjunto de reacções positivas e de diversas fontes, carrega na bagagem responsabilidade acrescida. Sentem-se à altura do desafio ou foram apanhados de surpresa?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>De início, fomos um pouco apanhados de surpresa, pois não tínhamos noção da extensão que a banda iria atingir… No entanto, estamos conscientes e preparados para os desafios que resultam do trabalho que desenvolvemos até agora. Mesmo que não estivéssemos, todos nós trabalhamos mediante as propostas que nos vão aparecendo e encaramos bem qualquer desafio. O segredo está na paixão que temos pela música que criamos e, acima de tudo, pela forte amizade que partilhamos entre todos. Fazemos tudo por nossa iniciativa e por isso é que é tão gratificante e todas as conquistas têm outro sabor&#8230;</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Como tem corrido a tour de promoção ao EP? Boa afluência, alguns contratempos?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>Infelizmente tivemos alguns contratempos a nível de cancelamentos de datas no sul do país, principalmente nos últimos meses e sentimos muita necessidade de nos dar a conhecer e apresentar o EP ao vivo e a cores em sítios como Leiria, Setúbal e Lisboa. Esperamos brevemente conseguir marcar novas datas nos locais que já tínhamos concertos agendados, até porque no que depende de nós estamos completamente recetivos e desejosos de levar a nossa música a todos os locais possíveis. Relativamente aos concertos de promoção do EP que demos até agora, principalmente os que demos no Porto e em Madrid, correram muito bem, tivemos uma boa afluência e conseguimos promover positivamente o nosso trabalho.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Onde é que ainda não tocaram e gostariam de o fazer num futuro próximo?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>Para nós seria uma alegria enorme conseguir tocar mais pela Europa e poder divulgar mais o nosso trabalho em países como a Alemanha, França e Reino Unido. Hipóteses que temos de considerar bem, por querermos consolidar todo o trabalho que desenvolvemos e tendo em conta que, de momento, não estamos oficialmente associados a qualquer promotora ou empresa de agenciamento.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Abril marca o lançamento do vosso primeiro videoclip. Porquê essa necessidade e porquê a faixa Sanzu River?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>Queríamos ter algo visual para mostrar ao público, principalmente às pessoas que não nos conhecem e que pudesse ser usado como um meio extra de divulgação. Contactamos o Herlander e a Ana dos 2SPOT que fizeram com que esta ideia fosse automaticamente concretizável e decidimos avançar com as filmagens. A escolha da faixa não é nenhum segredo, apenas achamos que é a música do EP que melhor nos identifica e por isso a decisão foi unanime.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Como foi a experiência de gravação do videoclip?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>Em duas palavras: frio agonizante! Apesar do frio que se fez sentir em todos os cenários escolhidos para a gravação, foi uma experiência incrível. Tivemos de estar extremamente atentos a tudo o que se passava e abertos às adversidades que foram surgindo, como por exemplo, ficar sem luz a meio das gravações no cenário da casa, ter de suportar temperaturas na ordem dos -2ºC quando filmamos as cenas da banda, e ainda enfrentar a escuridão da serra de Valongo e entrar no rio gelado. Foi uma experiência repleta de aventura, da qual retiramos uma preciosa lição: por mais espetacular que seja o resultado final, não voltar a gravar um videoclip no Inverno, a não ser completamente agasalhados!</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Vocês encontram-se já a compôr para o vosso 1º álbum, com lançamento previsto para o início de 2013. O que nos podem dizer sobre o novo material e as vossas expectativas?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>É verdade, já nos encontramos em fase de composição do nosso primeiro álbum, e já temos algumas músicas completamente delineadas. Tendo em conta novas influências de bandas que vamos descobrindo diariamente, neste álbum vamos explorar melhor o que temos vindo a desenvolver até agora sem fugir à sonoridade que adotamos. Vamos trabalhar bem a parte instrumental, as linhas vocais e os sons de fundo. As partes pesadas vão soar mais pesadas e as partes melódicas vão soar mais melódicas.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>A vós são associadas as etiquetas Melodic Metalcore e vocal feminino, algo que faz muitos engelhar o nariz. Já alguma vez sentiram ser “deixados de lado” porque se enquadram num género algo infame no seio da comunidade metaleira?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>Não nos sentimos deixados de lado por essas etiquetas que nos são associadas, vemos isso como algo irreverente, que de certa forma nos trás alguma diferença e distinção. O que realmente importa é que as pessoas oiçam o que fazemos e não se deixem levar pelas etiquetas pré-definidas. É necessário que as pessoas descolem um pouco disso e estejam abertas a novos horizontes.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>De toda a gente com quem já partilharam o palco, há alguma banda que queiram destacar por alguma razão especial?</em><br
/> <strong><strong>CHAOS IN PARADISE</strong>: </strong>Tocar ao vivo é algo que adoramos fazer e é sempre bom conhecer as bandas com quem partilhamos o palco. Não querendo deixar de parte nenhuma banda com quem tenhamos tocado anteriormente, pois todas as experiências que trocamos nos ajudam a crescer de alguma forma, queria deixar o nosso contentamento por termos tocado recentemente com Crushing Sun e Echidna, bandas cujo trabalho temos apreciado desde sempre e com Kells, em 2010, pois fizeram nos ver que na altura precisávamos de trabalhar muito mais e de assumir uma identidade mais própria.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/03/28/entrevista-aos-chaos-in-paradise/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Entrevista a DRAKKAR</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/03/27/entrevista-a-drakkar/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/03/27/entrevista-a-drakkar/#comments</comments> <pubDate>Tue, 27 Mar 2012 21:26:55 +0000</pubDate> <dc:creator>Sofia Correia</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Drakkar]]></category> <category><![CDATA[entrevista]]></category> <category><![CDATA[Nélson Silva]]></category> <category><![CDATA[Portugal]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=12351</guid> <description><![CDATA[Em prol da notícia da gravação do primeiro álbum de DRAKKAR, banda que já celebrou duas décadas, a Ruído Sonoro esteve à conversa com o guitarrista fundador, Nelson Silva. Ruído Sonoro: Drakkar é um nome com mais de 20 anos. Olhando para trás, que balanço fazem da vossa carreira? Nelson Silva: A questão do balanço [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Em prol da notícia da gravação do primeiro álbum de DRAKKAR, banda que já celebrou duas décadas, a Ruído Sonoro esteve à conversa com o guitarrista fundador, Nelson Silva.</p><p><strong>Ruído Sonoro:</strong> <strong>Drakkar é um nome com mais de 20 anos. Olhando para trás, que balanço fazem da vossa carreira?<em><br
/> </em>Nelson Silva:</strong> A questão do balanço tem sempre a ver com os objectivos e as expectativas inicialmente traçadas. E estas sempre foram algo realistas. Nunca pensamos que iríamos viver da música ou ser profissionais do ramo ou qualquer coisa similar, mas sim que iríamos procurar divertir-nos e sobretudo tocar ao vivo (que é sem dúvida aquilo que nos dá mais prazer). Nesse sentido devo dizer que o balanço é francamente positivo. Presentemente já conseguimos receber telefonemas ou e-mails com convites para tocar ao vivo. E esse sempre foi um dos grandes objectivos da banda, pois há 10 ou 15 anos atrás tínhamos que andar a bater a muitas portas para o conseguir&#8230; E nem sempre era possível. Por isso olhando para trás, poderei dizer que de certa forma conseguimos conquistar o nosso espaço no panorama do Heavy Metal Nacional. E estamos muito satisfeitos com isso.</p><p><strong>RS:</strong> <strong>Sabemos que são inspirados pelas clássicas bandas de heavy metal. Como conseguem transformar as vossas influências no vosso próprio som?</strong><br
/> <strong>NS:</strong> Parecendo que não, essa é uma pergunta difícil de responder, pois de certa forma implica procurar explicar um pouco como se compõe um tema. E isso não é fácil de explicar. Evidentemente que as influências estão sempre presentes, mesmo inconscientemente, mas estão. Depois na prática é pegar num ou mais instrumentos, aproveitar alguma inspiração e materializar as ideias que vão surgindo. Algumas são rejeitadas, outras aproveitadas, e depois mais ou menos trabalhadas. Evidentemente que há uma linha ou tendência musical que se segue e que tem a ver com o gosto pessoal dos elementos que constituem a banda, mas procuramos sempre que mostre algo nosso, algo pessoal, algo que seja característico da banda. Nesse sentido acho que temos conseguido alguma coisa uma vez que primamos sobretudo por composições com muita melodia que facilmente “fiquem no ouvido” de quem as ouve.</p><p><strong>RS: Há a informação de que a banda encontra-se finalmente a preparar o primeiro álbum. Porquê só ao fim de tantos anos?</strong><br
/> <strong>NS: </strong>Pois…Parte da explicação prende-se com aquilo que respondi na vossa primeira questão. Nunca tivemos aquela obsessão em gravar álbuns. Tanto que nunca o fizemos. Procurámos sempre divulgar o nosso trabalho junto das pessoas através dos concertos ao vivo. Mais recentemente essa divulgação tornou-se mais facilitada com a internet. Acho que de certa forma conseguimos chegar tão junto dos fãs como aquelas bandas que têm álbuns gravados. Infelizmente maior parte dos mesmos são gravados, gasta-se dinheiro (e muito…) e depois os álbuns ficam “na prateleira”. Mas isso tem a ver com o país onde vivemos e cuja discussão pode ser deixada para outra oportunidade.<br
/> No entanto uma das principais razões prendeu-se sempre com a enorme dificuldade em conseguir manter a formação da banda por períodos suficientemente longos que permitissem a estabilidade necessária para se proceder à gravação de um álbum. Normais vicissitudes da vida pessoal de cada um bem como algumas limitações em conseguir gerir gostos, opiniões e personalidades de diferentes pessoas determinaram que assim fosse. Enfim, acho que são coisas normais da convivência em grupo onde por vezes não se consegue uma convergência absoluta em relação a determinado fim.<br
/> A questão financeira também sempre pesou bastante, uma vez que para se gravar qualquer coisa com o mínimo de condições tem, e sempre teve, de se investir consideravelmente. Hoje em dia com um computador e um bom software de gravação a situação está um pouco mais facilitada. Mas mesmo assim…<br
/> Presentemente estamos de facto a preparar a gravação de um álbum, ou se preferirem de um conjunto de músicas. No entanto esta gravação tem sobretudo como principal objectivo o registo de alguns temas para os nossos fãs e amigos que há muito acompanham a banda e que são merecedores de tal registo.<br
/> Por outro lado se houver possibilidade de a banda se projectar um pouco mais através da divulgação do álbum, será algo que não rejeitaremos e que nos deixará certamente bastante satisfeitos.</p><p><strong>RS: E já há data de lançamento prevista ou outras informações que possam ser reveladas?</strong><br
/> <strong>NS: </strong>Para já prefiro não adiantar muito sobre o assunto. Aquilo que posso dizer é que estamos 100% focados no trabalho que visa a gravação do nosso 1º álbum, não estando inclusivamente a assumir compromissos para tocar ao vivo. O álbum será praticamente todo composto por temas novos, havendo sempre lugar para 1 ou 2 “clássicos” da banda.</p><p><strong>RS: Com o lançamento do álbum, a banda irá apostar em vários concertos de apresentação do mesmo?</strong><br
/> <strong>NS: </strong>Sem dúvida. Contamos organizar uma festa de lançamento do mesmo e depois partir para uma série de concertos de divulgação.</p><p><strong>RS: Certamente já partilharam o palco com nomes que apreciam. De que concertos guardam melhores recordações? E com que outras bandas gostariam de poder partilhar o palco?</strong><br
/> <strong>NS: </strong>Na realidade, tirando uma ou outra situação pontual (que em 21 anos de carreira acaba por acontecer), guardamos boas recordações de quase todos os concertos. Uns mais peculiares que outros, mas isso também é normal.<br
/> Talvez um digno de registo tenha sido um concerto comemorativo do 5º aniversário de uma das melhores bandas de rock que já existiu em Portugal, e que, por diversas razões, cessaram, infelizmente, a sua actividade. Refiro-me ao aniversário dos Tropa de Choque onde tocamos com a Incrível Almadense a abarrotar pelas costuras, e onde partilhamos o palco com pessoas espectaculares. Foi um concerto para lembrar para o resto da vida. Mas isso já foi há… hummmm, nem me lembro bem. Por outro lado e em termos gerais encontramos sempre boa gente, bons músicos, boas organizações. Enfim, com boa vontade tudo se faz…<br
/> Bandas com quem gostaríamos de partilhar o palco… Internacionais sem dúvida os Maiden, pois são de facto uma das nossas grandes referências, senão mesmo a mais importante. Internamente ainda não tivemos o prazer de partilhar o palco com uma banda que muito consideramos. Refiro-me aos Tarântula, que em Portugal são a banda com quem mais nos identificamos.</p><p><strong>RS: Em 2009 lançaram em DVD um concerto realizado em Corroios. Era algo que queria oferecer aos fãs que foram encontrando nos vossos concertos?</strong><br
/> <strong>NS: </strong>A questão do DVD foi mais para consumo interno. Não é propriamente um DVD oficial ou editado, mas sim uma gravação de um concerto com algum cuidado e/ou tratamento na sua apresentação. De qualquer modo seria apenas para amigos e familiares. Acabou por se difundir um pouco mais e enfim…acabou por servir justamente esse propósito, o de ajudar na divulgação do trabalho da banda.</p><p><strong>RS: Que expectativas têm para o futuro?</strong><br
/> <strong>NS: </strong>As mesmas que tínhamos há 21 anos. Andar por cá mais 21 essencialmente a tocar ao vivo (e muito)…</p><p><strong>Nélson Silva acrescentou também uma nota:</strong><br
/> <em>Se me é permitido não podia deixar de terminar esta entrevista agradecendo a todos os fãs e amigos que ao longo de todo este tempo têm acompanhado a banda. É por eles, e para eles, que cá estamos ainda ao fim de 21 anos e que contamos estar por muitos mais.</em><br
/> <em>Um abraço muito especial a todos os músicos que já fizeram parte dos Drakkar e em especial ao nosso manager Hugo Fernandes, um elemento fundamental desta banda.</em></p><p>Agradecimentos a Nelson Silva e aos <a
title="Drakkar facebook" href="https://www.facebook.com/pages/Drakkar/143339999065587" target="_blank">Drakkar</a>.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/03/38837_1355631777287_1426242553_30849514_2735347_n.jpg" rel="lightbox[12351]" title="nelson silva"><img
class="wp-image-12357 aligncenter" title="nelson silva" src="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/03/38837_1355631777287_1426242553_30849514_2735347_n.jpg" alt="" width="386" height="576" /></a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/03/27/entrevista-a-drakkar/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Entrevista a OF THE WAND AND THE MOON</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/03/06/entrevista-a-of-the-wand-and-the-moon/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/03/06/entrevista-a-of-the-wand-and-the-moon/#comments</comments> <pubDate>Tue, 06 Mar 2012 20:02:44 +0000</pubDate> <dc:creator>Rita Cipriano</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[entrevista]]></category> <category><![CDATA[Kim Larsen]]></category> <category><![CDATA[Of The Wand And The Moon]]></category> <category><![CDATA[The Lone Descent]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=11783</guid> <description><![CDATA[Alma e mente por detrás do projecto Of the Wand and The Moon, uma das mais emblemáticas bandas do género Neofolk, Kim Larsen tem regresso marcado ao nosso país já este ano, para o festival Entremuralhas em Agosto. A Ruído Sonoro esteve à conversa com ele. &#160; Ruído Sonoro: Lançaste recentemente um novo álbum, The [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Alma e mente por detrás do projecto <strong>Of the Wand and The Moon</strong>, uma das mais emblemáticas bandas do género Neofolk, <strong>Kim Larsen</strong> tem regresso marcado ao nosso país já este ano, para o festival Entremuralhas em Agosto. A Ruído Sonoro esteve à conversa com ele.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Ruído Sonoro: Lançaste recentemente um novo álbum, <em>The Lone Descent </em>[2011]<em>, </em>um álbum muito antecipado porque não editavas nada desde 2005. Como é que foi o processo de criação, e porque é que demorou tanto tempo?</strong></p><p>Kim Larsen: Bem, durante alguns anos mudei-me para uma casa nova na Dinamarca, e precisei de algum tempo para me estabelecer. Depois, mudei-me novamente para Copenhaga.</p><p>Para além disso, queria mesmo demorar o tempo que fosse preciso com este novo lançamento. Se tivesse demorado 10 anos não me importaria. Também não estava preocupado com o dinheiro que seria preciso gastar para o acabar da maneira que queria. Acabou por não ser o álbum mais caro que fiz.</p><p>Desta vez, para além dos vocais, também gravei tudo numa cassete analógica de 2 polegadas, o que é um processo lento, que consome muito tempo, porque tens de rebobinar sempre que te enganas. A cassete tem, também, uma quantidade limitada de faixas para gravar, antes de transferir (gravar) tudo para o computador. Algumas das músicas têm mais do que 100 faixas, acredites ou não [risos], por isso, sim levou algum tempo. Mas o resultado final valeu a pena.</p><p><strong>RS: Certamente que já várias pessoas te perguntaram isto, mas porque é que existe uma diferença tão grande entre este álbum e o anterior?</strong></p><p>KL: Em relação à parte musical, queria fazer uma coisa diferente do <em>Sonnenheim. </em>Provavelmente podia fazer outro <em>Sonnenheim</em>. Ou talvez três. Mas precisava de procurar novos horizontes e de não ficar preso aos mesmos dogmas.</p><p>No que diz respeito à parte lírica, esta apenas se tornou aquilo que é. A vida ditou-a.</p><p><strong>RS: Tens alguns projectos nos quais estejas a trabalhar neste momento?</strong></p><p>KL: Actualmente estou a lutar para conseguir ter um DVD “semi-ao vivo” acabado. Espero que para este Verão. Para além disso, vamos dar vários concertos este ano, por isso irei usar a minha energia limitada para isso.</p><p><strong>RS: Apesar de terem passado 6 anos desde o <em>Sonnenheim </em>[2005], editaste entretanto vários Eps e um álbum do teu outro projecto, Solanaceae. Era algo que há muito planeavas fazer?</strong></p><p>KL: Estava a trabalhar ao mesmo tempo em músicas, tanto para os Solanaceae, como para o novo álbum dos Of the Wand and the Moon, e era evidente de que tinha de dividir as músicas em dois projectos, da mesma forma de que já sabia em que direcção o haveria de fazer. Queria continuar com o álbum dos OTWATM. Ambos os projectos precisavam de permanecer puros.</p><p>Em relação ao lançamento dos <em>singles</em> de 7 polegadas, eu sempre quis lançar um <em>single</em> de “dark Yule”, para ter alguma coisa alternativa para tocar enquanto a Rádio vomita a “Last Christmas” dos Wham, apesar da música “We Are Dust” encaixar na perfeição nesse projecto, assim como a <em>cover </em>da “Dirtnap Stories” do Lee Hazlewood.</p><p>Não senti que essas músicas encaixassem no som e no espírito geral do álbum, mas ao mesmo tempo seria uma pena abandoná-las, por isso acabaram no 7 polegadas.</p><p>Para além desses lançamentos, lancei também um<em> single</em> com os King Dude, o meu projecto Solanaceae, e um álbum com o meu projecto <em>Les Chasseurs De La Nuit</em>. Por isso não é como se tivesse parado de fazer música desde o lançamento do <em>Sonnenheim</em>.</p><p><strong>RS: Também participaste no último álbum dos Necrophagia, <em>Deathtrip 69. </em>Como é que surgiu essa oportunidade?</strong></p><p>KL: O Killjoy, o líder dos Necrophagia, contactou-me e perguntou-me se eu queria fazer uma música para o novo álbum deles. Ele era um grande fã dos OTWTM. Fiquei bastante surpreendido com o pedido dele mas, apesar de puder ser uma coisa um bocado estranha para vir a participar, decidi tentar. Acho que a música acabou por ficar bastante boa.</p><p><strong>RS: Numa entrevista disseste que os Death in June são uma grande influência para ti, e recentemente tiveste a oportunidade de participar em alguns concertos durante a <em>tour</em><em> </em>europeia deles. Como é que foi essa experiência para ti?</strong></p><p>KL: Foi uma experiência mágica, sem dúvida. Especialmente os concertos em Eisleben na Alemanha, e em Copenhaga na Dinamarca. Não me saem da cabeça.</p><p><strong>RS: Apesar de já teres trabalhado com outros músicos na tua primeira banda, Saturnus, decidiste tornar-te um músico a solo. Porque é que tomaste essa decisão?</strong></p><p>KL: Era simplesmente impossível para mim continuar numa banda, e não me arrependo de ter saído. Apenas gostava que tivessem mudado o nome após a minha saída, em vez de violarem aquele cavalo morto e arrastarem-no pela lama. Mas penso que isso me ensinou que as pessoas mudam, e que uma coisa tão pessoal como a minha música é preferível continuar pessoal.</p><p><strong>RS: Já passaram alguns anos desde o lançamento dos primeiros trabalhos dos OTWTW. Quando olhas para trás, como é que encaras esses trabalhos? Consegues distinguir uma certa linha de continuidade em todos eles?</strong></p><p>KL: Bem, mesmo se ouvires o primeiro lançamento dos Saturnos de 96, consegues ouvir uma continuidade. Para dizer a verdade, 3 das músicas do álbum <em>Solanaceae</em>, que editei em 2009, foram compostas nessa altura. Obviamente que vais melhorando naquilo que fazes durante esse tempo, espera-se. Mas penso que os principais temas/composições/escritos permaneceram comigo durante estes anos. Para o melhor ou para o pior…</p><p><strong>RS: Em 2010 regressaste a Portugal para dois concertos, um no Porto e outro em Lisboa. Do que é que te recordas desses concertos?</strong></p><p>KL: Recordo-me essencialmente da beleza do país e da simpatia das pessoas. Estou muito entusiasmado por voltar em Agosto, e espero puder passar mais tempo a explorar o país.</p><p><a
href="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/03/sweden-photo-by-Alderwounds.jpg" rel="lightbox[11783]" title="sweden-photo by Alderwounds"><img
class="aligncenter  wp-image-11785" title="sweden-photo by Alderwounds" src="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/03/sweden-photo-by-Alderwounds-960x640.jpg" alt="" width="769" height="512" /></a></p><p>Entrevista por<strong> Rita Cipriano.</strong></p><p>Fotografias (fonte): <a
href="http://www.ofthewandandthemoon.dk/">ofthewandandthemoon.dk</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/03/06/entrevista-a-of-the-wand-and-the-moon/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>★ Entrevista aos Darkside Of Innocence ★</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/03/05/%e2%98%85-entrevista-aos-darkside-of-innocence-%e2%98%85/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/03/05/%e2%98%85-entrevista-aos-darkside-of-innocence-%e2%98%85/#comments</comments> <pubDate>Mon, 05 Mar 2012 21:30:52 +0000</pubDate> <dc:creator>Dark Forever</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[2012]]></category> <category><![CDATA[Darkside of Innocence]]></category> <category><![CDATA[Xenogenesis]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=11762</guid> <description><![CDATA[A Ruído Sonoro esteve à conversa com Pedro Remiz, a mente por detrás dos Darkside Of Innocence. Aqui fica a entrevista: RUÍDO SONORO: Do álbum de estreia para este, os Darkside Of Innocence deixaram de ser uma banda de vários elementos para ser um projecto a solo. Porquê esta decisão? DARKSIDE OF INNOCENCE: Actualmente sim. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><strong>A Ruído Sonoro esteve à conversa com Pedro Remiz, a mente por detrás dos Darkside Of Innocence. Aqui fica a entrevista:</strong></p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Do álbum de estreia para este, os Darkside Of Innocence deixaram de ser uma banda de vários elementos para ser um projecto a solo. Porquê esta decisão?</em><br
/> <strong>DARKSIDE OF INNOCENCE: </strong>Actualmente sim. Não é uma escolha consciente de como as coisas deveriam ser para os Darkside of Innocence, da parte que me toca. Prefiro trabalhar com um colectivo de pessoas porque para além de ser um adepto exímio da partilha, o fluxo de composição é muito mais fluido e inspira-me imenso. Deve-se simplesmente ao facto dos vários membros que integraram o projecto sentirem necessidade de se dedicarem a outras prioridades. É importante frisar que, a inexistência de membros que sejam enquanto músicos aquilo que eu exijo, não tem ajudado. De qualquer das formas, posso adiantar que já estou a tratar de colmatar essa lacuna.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Que impacto tem essa mudança? Novas possibilidades, novas dificuldades?</em><br
/> <strong><strong>DARKSIDE OF INNOCENCE</strong>: </strong>Foi o melhor que poderia ter acontecido a este projecto. Antes do colapso que originou esta situação e este renascer emergente, os Darkside of Innocence quase que estagnaram – não tanto musicalmente mas pessoalmente – e vi o trabalho de uma vida quase que desabar como consequência desse estado crítico em que nos encontrávamos. Abriram-se tantas portas e um mundo novo para pintar com a criatividade, que voltei a ganhar a ânsia que há muito já não tinha. A liberdade sabe bem. Quero voltar a pisar os palcos e fazer um registo dos novos temas – que estão a ficar deliciosos a meu ver.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Foram também feitas mudanças significativas no som. De onde veio esta nova direcção?</em><br
/> <strong><strong>DARKSIDE OF INNOCENCE</strong>: </strong>Essa nova direcção é a conjuntura de influências que vamos recebendo todos os dias – das mais variadas formas. Enquanto me continuar a adaptar ao universo e a mudar a minha visão do mundo constantemente, a música como um reflexo daquilo que sinto, vai naturalmente ganhar sempre outros contornos diferentes dos registos que compus e vou compondo actualmente.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Os Darkside Of Innocence desde o início que são uma banda bastante conceptual, com cada trabalho a ter o seu significado. Do que nos fala este Xenogenesis?</em><br
/> <strong><strong>DARKSIDE OF INNOCENCE</strong>: </strong>Sim é verdade. A temática na sua essência mais elementar, aborda hipoteticamente a transcendência do ser humano a um estado espiritual mais puro. Xenogenesis refere essa transformação de uma forma alegórica, em que Sophia &#8211; uma entidade abstracta &#8211; se apodera como um vírus do nosso inconsciente colectivo e nos faz ascender a este estado de singularidade que há muito desejamos ver imposto no cosmos. Depois temos cada um dos temas a relatar várias alusões filosóficas ao que posso depreender do que me rodeia. Desde a temática do existencialismo e niilismo, às motivações do ser animal para sobreviver.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Este álbum é marcadamente mais complexo que os trabalhos anteriores. O processo de composição foi fácil e natural ou houve muito trabalho e tempo despendido para afinar os detalhes?</em><br
/> <strong><strong>DARKSIDE OF INNOCENCE</strong>: </strong>Sim, denota a evolução que ocorreu ao longo destes sete anos com os Darkside of Innocence. Digamos que teve as suas fases e contornos distintos. Posso dizer que a primeira tirou-nos do sério mais uma vez pois havia uma responsabilidade enorme na concepção dos vários arranjos que a música pudesse vir a ter e foram duros momentos a ter completar cada articulação com algo que fizesse a música soar – arrisco ser pretensioso &#8211; perfeita. Já a segunda foi muito mais tranquila e straight to the point. Foi um alivio poder compor de uma forma tão intuitiva, livre e desprovida de preconceitos que me agarrassem ao ter que pegar em cada parte da música para a tentar melhorar.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Em estúdio, o álbum foi gravado todo por ti ou houve músicos convidados?</em><br
/> <strong><strong>DARKSIDE OF INNOCENCE</strong>: </strong>Eu compus grande parte do álbum, mas tivemos muitos e importantes convidados a participar na gravação e composição do registo. Alguns deles foram inclusive membros da banda.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Haverá promoção do Xenogenesis ao vivo?</em><br
/> <strong><strong>DARKSIDE OF INNOCENCE</strong>: </strong>Muito provavelmente só se for daqui a algum tempo longínquo. Agora é tempo para apagar o passado e renascer das cinzas. Xenogenesis não é mais que a passagem e a transcendência para um estado muito mais profundo e sólido. É tempo de trazer o derradeiro mundo de Sophia aos que podemos fazer ouvir-nos, numa nova fantástica era que vai emergindo aos poucos.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Por onde passa o futuro do projecto?</em><br
/> <strong><strong>DARKSIDE OF INNOCENCE</strong>: </strong>Por agora vai passar pelo estúdio onde nos encontramos já a compor o próximo álbum. A longo prazo, quero voltar aos palcos e promover essas novidades como se não houvesse amanhã.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/03/05/%e2%98%85-entrevista-aos-darkside-of-innocence-%e2%98%85/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>★ Entrevista aos I, Machinery ★</title><link>http://ruidosonoro.com/2012/02/20/%e2%98%85-entrevista-aos-i-machinery-%e2%98%85/</link> <comments>http://ruidosonoro.com/2012/02/20/%e2%98%85-entrevista-aos-i-machinery-%e2%98%85/#comments</comments> <pubDate>Mon, 20 Feb 2012 21:40:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Dark Forever</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[2012]]></category> <category><![CDATA[A1]]></category> <category><![CDATA[I Machinery]]></category><guid
isPermaLink="false">http://ruidosonoro.com/?p=11408</guid> <description><![CDATA[A Ruído Sonoro entrevistou os I, Machinery, banda em destaque desta quinzena. Aqui ficam as palavras gentilmente cedidas pela banda. RUÍDO SONORO: É difícil encontrar informações sobre vocês na internet. Para os nossos leitores vos ficarem a conhecer, apresentem-se: quem são os I, Machinery? I, MACHINERY: Antes de mais, obrigado por dispores do teu tempo [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><strong>A Ruído Sonoro entrevistou os I, Machinery, banda em destaque desta quinzena. Aqui ficam as palavras gentilmente cedidas pela banda.</strong></p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>É difícil encontrar informações sobre vocês na internet. Para os nossos leitores vos ficarem a conhecer, apresentem-se: quem são os I, Machinery?</em><br
/> <strong>I, MACHINERY: </strong>Antes de mais, obrigado por dispores do teu tempo para falar connosco. Respondendo a tua pergunta, nós somos uma banda de metal que existe há cerca de 4 anos, somos todos de Vila Nova de Gaia e acho que não temos muito mais a dizer. Gostamos que seja a nossa música a falar por nós.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Como descrevem a vossa sonoridade? De onde vem a vossa inspiração?</em><br
/> <strong><strong>I, MACHINERY</strong>: </strong>É sempre complicado responder a esse tipo de pergunta, nós temos muita dificuldade em dizer exatamente como soamos ou a que tipo de metal pertencemos, mas podemos dizer uma coisa: sentimo-nos mais à vontade com as sonoridades mais progressivas ou &#8220;mecânicas&#8221;. A inspiração vem de todo o lado, às vezes até de géneros diferentes do nosso.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>A1, o vosso EP de estreia, tem um conceito bastante próprio. Querem falar-nos um pouco sobre isso?</em><br
/> <strong><strong>I, MACHINERY</strong>: </strong>Para sermos sinceros, este EP não foi pensado com base num conceito. Mas não queremos com isto dizer que não exista um. Deixamos essa interpretação nas mãos de quem ouve as músicas.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Estãos satisfeitos com o produto final? Como foi o processo de composição e produção do A1?</em><br
/> <strong><strong>I, MACHINERY</strong>: </strong>Estamos satisfeitos com o resultado final. Apesar dos poucos recursos, conseguimos algo de que estamos orgulhosos. Todavia, temos consciência que ainda é possível melhorar. O processo de composição na nossa banda não é muito complicado, todos compomos e gostamos do mesmo, logo, é muito fácil atingirmos consensos. Relativamente à produção, o EP foi inteiramente produzido por Tiago Sousa (que também é o nosso baixista). Este facto pôs-nos à vontade e deu-nos espaço para experimentação. Para o bem ou para o mal &#8220;A1&#8243; é exatamente o que queríamos fazer na altura.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Os nomes das músicas são, no mínimo, curiosos. Onde os foram buscar e porquê apostar em nomes fora do vulgar?</em><br
/> <strong><strong>I, MACHINERY</strong>: </strong>Os nomes das músicas provêm dos seus conceitos e das suas identidades. Normalmente refletem onde estávamos e o que estávamos a passar.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Onde e quando podemos ver os I, Machinery ao vivo?</em><br
/> <strong><strong>I, MACHINERY</strong>: </strong>Podemos adiantar que vamos tocar no Side B em Benavente no dia 18 de Fevereiro e no Metal Point no Porto no dia 30 de Março. Temos outras datas mas nada confirmado, assim sendo, não vale a pena dizer aqui. Para mais informações basta ir a <a
href="www.myspace.com/imachinery">www.myspace.com/imachinery</a> ,temos lá sempre as datas dos espetáculos.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Quais são os vossos planos para o futuro? Já há ideias para um novo trabalho?</em><br
/> <strong><strong>I, MACHINERY</strong>: </strong>Através de concertos queremos promover ao máximo o nosso EP e cimentar as críticas que até agora vão sendo positivas. Por exemplo, vamo-nos gabar um bocadinho, a revista Loud na sua edição de Janeiro 2012 afirmou que o nosso EP era um dos melhores registos de estreia no panorama do metal nacional. Entretanto continuamos a escrever com vista a gravar o sucessor a &#8220;A1&#8243;.</p><p
style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Se pudessem escolher um evento onde tocar e uma banda com quem partilhar o palco, quais seriam as vossas escolhas e porquê?</em><br
/> <strong><strong>I, MACHINERY</strong>: </strong>A nível nacional gostaríamos de tocar com bandas como, Equaleft, Concealment entre outras é difícil escolher, existem projetos muito interessantes…  A verdade é que queríamos tocar em todo o lado e com qualquer banda desde que haja cerveja e paciência para nos aturar. E claro, era um sonho poder tocar em Wacken com algumas das nossas referências musicais, Meshuggah, Gojira, Mnemic etc. Para terminar, gostaríamos de agradecer novamente a entrevista e pedir desculpa pelas respostas que fomos dando, não temos lá muito jeito. Felizmente o EP é bem mais coerente do que nós.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://ruidosonoro.com/2012/02/20/%e2%98%85-entrevista-aos-i-machinery-%e2%98%85/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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