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	<title>RUIDOSONORO &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Notícias, Reviews, Festivais, Concertos e muito mais!</description>
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		<title>★ Entrevista aos Thee Orakle ★</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 21:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Smooth Comforts False]]></category>
		<category><![CDATA[Thee Orakle]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista à banda em destaque da quinzena: Thee Orakle.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A Ruído Sonoro esteve à conversa com Micaela Cardoso, voz feminina de THEE ORAKLE, a banda em destaque desta quinzena. Aqui ficam as suas palavras.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Depois do enorme sucesso de estreia com Metaphortime em 2009, chegou a hora de apresentar ao público Smooth Conforts False. O que acrescenta este novo álbum à sonoridade da banda?<strong><br />
</strong></em><strong>THEE ORAKLE: </strong>Acrescenta uma evolução, uma maturação dos músicos da banda, que depois de 2 anos tiveram muito tempo para se aperfeiçoar, de se deixar influenciar e de fazer escolhas. Este segundo álbum mostra acima de tudo um passo em frente na forma de tentar ser original.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Face ao sucesso do álbum de estreia, sentiram pressão acrescida no processo de escrita deste segundo trabalho? Afinal de contas, o público nacional é exigente!<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>Pensamos nisso quando estávamos a compor… Na pré-produção, ao fazer certas escolhas, reflectimos bem se estaríamos a fazer o melhor para a banda e se o público ia gostar. Mas decidimos cortar com algumas ideias e seguir com outras; ou seja, encontrar um meio-termo para que nós ficássemos agradados e o público também. Esperamos ter conseguido esse objectivo!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Yossi Sassi (Orphaned Land) e Marco Benavento (The Foreshadowing). Como conseguiram obter estas contribuições de peso e porquê estes músicos?<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>Foram opções nossas que a certa altura nos pareceram as pessoas ideais para as músicas em que participaram. O Adolfo é um excelente declamador, diz as palavras (em português) como ninguém mais o faz e era por aí que queríamos ir na Faraway Embrace. O Yossi é um amigo da banda que já desde o concerto no Santiago Alquimista me perguntou &#8220;quando poderíamos fazer mais uma música juntos!?&#8221; Portanto foi uma questão de timings até que tudo estivesse pronto. O Marco foi mais uma decisão nossa, uma ideia do Fred, e que resultou, para nós, no tema mais doom do álbum. Alguns até já o referiram como possível single… Para nós é mais um excelente tema!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Falem-nos da temática ou temáticas de Smooth Conforts False.<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>Smooth Comforts False não é um álbum conceptual, é apenas um álbum que une variados estados de alma, sentimentos e acontecimentos que qualquer ser humano poderá vivenciar ao longo da sua vida! Suaves, falsos confortos… Aquelas palavras de alento, ou não, que dizemos a nós mesmos tantas vezes, para esquecer, deixar para trás das costas, ou simplesmente lamentar algo!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>O que simboliza a capa?<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>A capa representa de uma forma simbólica, o título do álbum. Temos portanto uma sombra de uma mão, que por si só já nos faz entender a parte dos falsos confortos, algo que vemos mas não está lá; depois temos o fogo, a chama que arde em nós e que tantas vezes nos impulsiona a viver e a lutar; por fim temos o símbolo do infinito, que não é mais do que um “anel” torcido… A vida sem controlo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Apresentar um novo álbum significa voltar à estrada. Está prometida uma tour nacional? Já têm algumas datas que possam anunciar?<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>Já temos 3 datas confirmadas, e contamos anunciar mais algumas em breve! Com este estado de crise instalado, não é fácil conseguir boas datas… Mas mesmo assim, vamos estar no Hard Club, dia 10 de Março, integrados no Festival Lusitanos D’Armas, depois dia 31 de Março no Side B em Benavente, e já em Abril, dia 14 em Vila Real, no Teatro de Vila Real. Contamos com quem possa estar presente para apoiar o Metal Nacional! \m/</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>E quanto a tocar no estrangeiro? É um sonho, uma possibilidade?<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>É um sonho e uma possibilidade! Posso só dizer que estamos a tentar e a negociar para que isso seja possível num futuro próximo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Destaquem um concerto na vossa carreira e uma banda com quem gostariam de partilhar o palco.<br />
</em><strong>THEE ORAKLE: </strong>Sem dúvida que tivemos vários concertos memoráveis e bandas com quem gostámos muito de dividir o palco, mas o concerto no Santiago Alquimista, com Orphaned Land, foi sem dúvida alguma um dos momentos mais importantes para todos nós! Tocar com o Yossi ao vivo era um sonho, e tornou-se realidade! Existem dezenas de bandas com quem gostaríamos de partilhar o palco… (risos), no entanto acho que dividir o backstage e o micro com o Mikael Akerfeldt dos Opeth era qualquer coisa de extraordinário para mim, mas penso que para o resto da banda também!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Como tem sido a experiência com a Ethereal Sound Works?<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>Tem sido bastante positiva e interessante, o Gonçalo, responsável maior pela ESW, tem sido um amigo e um “chefe” bastante aplicado na divulgação do nosso trabalho!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Em tempos de crise, músico sofre. É preciso muita entrega e paixão pela música para lançar álbuns no nosso país. Vocês pretendem viver da música ou arranjar empregos estáveis e ter os Thee Orakle como segunda via de rendimentos?<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>Pretendemos chegar onde nos deixarem, mas é claro que sabemos ser quase impossível viver da música, pelo menos só com Thee Orakle! Portanto a ideia geral é ter empregos mais ou menos estáveis e ter os Thee Orakle como uma vida paralela e rentável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Em nota final, e já que se tem falado muito disso na Internet, o que acham das medidas propostas pela SOPA/PIPA e ACTA respeitantes à pirataria?<br />
</em><strong><strong>THEE ORAKLE</strong>: </strong>Penso que qualquer medida tomada em relação à pirataria é acertada e já vem tarde! Não acredito que se façam censuras tão fortes como os anti-ACTA reclamam se vir a fazer! Se as pessoas soubessem controlar-se e o mercado não fosse prejudicado com os downloads ilegais, tudo seria mais fácil para todos… Não sendo assim, adeus pirataria, para breve!</p>
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		<title>Entrevista aos Switchtense</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 19:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Switchtense]]></category>
		<category><![CDATA[Thrash Metal]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista à banda sensação de Thrash Metal nacional, Switchtense.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Estivemos em contacto com os Switchtense, o novo ícone do Thrash Metal nacional. Aqui fica a entrevista gentilmente cedida pela banda.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Oito meses após o seu lançamento, que balanço fazem do vosso álbum homónimo? Que diferenças destacam em relação ao Confrontation Of Souls?</em><br />
<strong>SWITCHTENSE: </strong>Antes de mais, agradecemos à Ruído Sonoro pela oportunidade de estarmos aqui a falar da nossa banda e das nossas experiências com os vossos leitores.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos totalmente satisfeitos com aquilo que representa este nosso último disco… E isso não é inseparável do facto de termos estado um ano a trabalhar para ele. Tivemos tempo e disponibilidade para nos assegurarmos que queríamos fazer tudo como foi feito. Consideramos este disco mais um passo no nosso crescimento enquanto banda, enquanto músicos e enquanto pessoas que querem viver da música e fazer única e exclusivamente o que mais gostam: tocar! As diferenças mais evidentes de um disco para o outro, não são estilísticas, pois essa nunca foi nem será a nossa preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de 2 anos a tocar o &#8220;Confrontation of Souls&#8221;, álbum que nos levou a fazer mais de 60 concertos, estamos mais confiantes e seguros da música que queremos e gostamos de fazer. A química entre nós cresceu e foi mais simples compor este disco, sem dúvida alguma. A rodagem traz destas coisas… O facto de o termos gravado nos nossos estúdios também é uma diferença que temos que salientar. Desta vez tivemos o estúdio para nós durante 5 semanas e podemos fazer as coisas com todo o tempo do mundo para nos certificarmos que ficaríamos satisfeitos com o resultado final. Há mais pontos em comum que diferenças entre os 2 trabalhos… As diferenças são as naturais pois passaram 3 anos desde que gravamos o disco de estreia. Se não tivéssemos melhorado, mais valia termo-nos dedicado à pesca (risos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Como tem sido a reação do público ao vivo? Têm notado uma legião de fãs crescente?</em><br />
<strong><strong>SWITCHTENSE</strong>: </strong>O público que nos segue habitualmente já é fiel e isso é uma vitória para nós… É resultado do nosso trabalho e da nossa dedicação à banda. É resultado também da forma como nos relacionamos com as pessoas que gostam do nossa música e que aparecem nos nossos concertos. Nós somos todos muito terra-a-terra e não vivemos com ilusões de estrelato ou outros tiques típicos das Divas…</p>
<p style="text-align: justify;">As reacções têm sido muito positivas, e sinceramente era mesmo que isso que estávamos à espera! Ficamos muito contentes por termos cumprido esse objectivo e que as pessoas continuem a gostar de nós. Durante o ano passado tivemos a hipótese de tocar num evento mais mainstream, e isso também ajudou a que mais pessoas tomassem contacto com a nossa banda… Haviam pessoas nesse dia na plateia que nunca tinham ouvido falar de nós, algumas nem sequer sabiam que éramos Portugueses, portanto ainda há muito caminho a percorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo sabemos que é muito difícil crescer até aquilo que pretendemos aqui no nosso País por diversos factores. Há muitas mais pessoas para conquistar, mas faltam oportunidades de chegar até esses grandes nichos de mercado… Para uma banda como nós as coisas custam a triplicar, mas nós estamos preparados e cientes desses factores e vamos combater com as nossas armas: aqui ou em outro lado qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Este ano vai ser dedicado à promoção do álbum Switchtense com a Unbreakable Tour 2012. Quais são as vossas expetativas? Vão apostar forte no estrangeiro?</em><br />
<strong><strong>SWITCHTENSE</strong>: </strong>As nossas expectativas são exactamente as mesmas que tínhamos quando lançámos o disco: tocar o máximo de vezes quanto for possível, procurar cada vez melhores condições para desenvolver o nosso trabalho e chegar ao maior número de pessoas. Dentro das nossas possibilidades e das nossas condições vamos tentar marcar mais umas datas lá por fora neste ano. Em Junho temos já confirmada a presença num festival na Alemanha, o Chronical Moshers, festival onde já tocamos em 2009 e agora voltamos. Estamos actualmente em contactos para conseguirmos mais uns concertos naquela altura pelas redondezas. A ver vamos…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Com quem gostariam os Switchtense de partilhar o palco um dia?</em><br />
<strong><strong>SWITCHTENSE</strong>: </strong>Já tivemos a sorte e o prazer de partilhar o palco com várias bandas que gostamos muito… Quer nacionais, quer de outros países, e em algumas destas vezes criaram-se ligações mais fortes e mantemos contacto permanente com algumas delas. São sensações de conquista muito especiais, pois algumas daquelas bandas nos já ouvíamos quando éramos putos… Estar ali ao lado daquelas pessoas que só existiam praticamente no nosso imaginário tem muito que se lhe diga. No futuro, queremos partilhar o palco com as maiores e as melhores bandas de metal da actualidade. Era sinal que estávamos no meio desses grandes nomes e que estaríamos a viver o nosso sonho. Vamos fazer por isso…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Se tivessem que destacar um concerto em toda a vossa carreira, qual seria e porquê?</em><br />
<strong><strong>SWITCHTENSE</strong>: </strong>Responder a essa pergunta obriga a termos que falar em 2 ou 3 momentos. É inevitável falar do concerto no Campo Pequeno em Lisboa, onde tocámos para uma plateia de 5 mil pessoas. Foi tudo perfeito: as portas abriram uma hora e meia antes do início do concerto e isso fez com que tocássemos para quase 80% das pessoas que foram ao concerto. Foi impressionante e por vezes deixámos de ouvir o som no palco e só ouvíamos os gritos das pessoas que estavam ali à nossa frente. Sensação única mesmo pois ter aquela massa humana à nossa disposição não é uma coisa muito habitual e aproveitamos ao máximo.</p>
<p>Em 2011 tocámos num festival na Alemanha chamado Turock Open Air, em Essen. É um festival feito durante as festas da cidade, numa das principais praças e com entrada livre. Estavam cerca de 4 mil pessoas, obtivemos uma reacção excelente por parte do publico e isso abriu-nos portas para voltar a tocar ali. É sempre gratificante ouvir dizer por parte de algumas pessoas do staff do festival que fomos uma das bandas que mais gostaram de ver ali, que os surpreendemos a todos os níveis e que no futuro nos voltaremos a encontrar.</p>
<p>Outro dos concertos que podemos destacar foi sem dúvida o que demos na ultima edição do Metal GDL em 2011, um festival que consideramos ser o melhor feito em território nacional, por tudo aquilo que o envolve. Temos uma relação muito forte e muito especial com o festival e com as pessoas que o desenvolvem. Depois, em todas as noites que pisamos um palco acontecem coisas especiais, que por um motivo ou outro, ficam guardadas na memória.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Alguma banda ou bandas emergentes por terras lusas que queiram destacar?</em><br />
<strong><strong>SWITCHTENSE</strong>: </strong>Tantas&#8230; Desde os Pitch Black passando pelos For The Glory, Seven Stitches, Grakapo, The Spiteful, Revolution Within, Men Eater, Crushing Sun, Echidna etc, etc! Há tantas coisas de qualidade por aí espalhadas!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Quais são os vossos planos para o futuro? Quando poderão os fãs esperar um novo trabalho?</em><br />
<strong>SWITCHTENSE: </strong>Para já estamos apostados em continuar a promover o &#8220;Switchtense&#8221; ao vivo, pois ainda nem 1 ano de vida tem… Lá para a segunda metade do ano começamos a pensar num álbum novo, que gostaríamos de lançar em 2013, portanto antes disso, não haverão edições de Switchtense!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>2012 é ano de forte crise. O que podem fazer as bandas para sobreviver? A pirataria preocupa-vos ou acham que o lucro proveniente dos concertos é suficiente para colmatar o crescente número de downloads?</em><br />
<strong><strong>SWITCHTENSE</strong>: </strong>Sucintamente e directo ao assunto: emigrar… Só me resta esta resposta! Lucro dos concertos? Que lucro? A perspectiva aqui é nula… O mercado simplesmente não existe, as pessoas não aderem aos concertos em massa. O real é vermos nos eventos de bandas nacionais 150/200 pessoas na melhor das hipóteses, sendo que muitos desses são sempre os mesmos, poucas alternativas restam às bandas senão procurarem outras oportunidades fora daqui. A não ser que se queira ser músico ao fim de semana, e ter outro trabalho qualquer durante a semana para pagar as contas. Sinceramente, essa não é a nossa vontade…</p>
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		<title>★ Entrevista aos Dreadfire ★</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 17:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Dreadfire]]></category>
		<category><![CDATA[Face The Storm]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista à banda em destaque da quinzena: Dreadfire.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A Ruído Sonoro esteve à conversa com os Dreadfire, banda em destaque desta quinzena. Aqui ficam as palavras da banda.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Dreadfire, mais uma aposta de metal nacional a estrear-se em 2012. Como descrevem a vossa sonoridade e quais as vossas principais influências?</em><br />
<strong>DREADFIRE: </strong>Descrevemos a nossa sonoridade como tendo uma base de Thrash Metal, mas sem necessariamente soar a um Thrash puro. As músicas têm algum toque de <em>groove</em>. Temos muitas influências e cada um de nós tem influências distintas. Não somos unidos por um género mas sim por uma sonoridade, que podem ouvir no &#8220;Face The Storm&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Como nasceram os Dreadfire e que caminho percorreram até hoje?</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>Os Dreadfire nasceram de um projecto antigo (Platinum) que contava com Bruno Pereira (guitarrista), Tiago Pereira (baixista), Tiago Correia (baterista) e João Silva (vocalista/guitarrista). Começámos a gravar o EP com o Tiago Mesquita, ainda como sendo os Platinum, mas devido ao facto de o João ter ido estudar para o estrangeiro, e o Tiago Correia ter desistido da banda por ter falta de tempo, decidimos continuar com o projeto e arranjar novos membros e um novo nome.</p>
<p>Foi então que encontrámos o Pedro Soares, actual guitarrista e o Matt, actual vocalista. Depois de o EP estar concluído, finalmente encontrámos um bom baterista &#8211; o Alex. O caminho não tem sido fácil, por isso vamos aproveitar todos os concertos para dar o nosso máximo. Vamos lutar para que isto traga boas experiências ao vivo para nós e para quem nos ouve!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>O vocalista Matt e o baterista Alex são os membros mais recentes da banda. Como tem sido a sua adaptação?</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>O Matt está connosco desde Setembro e o Alex desde o final de 2011, no último ensaio do ano. Já não podemos utilizar o termo “em adaptação” ao Matt porque neste momento está mais do que totalmente integrado. A sua adaptação foi fácil porque ele fala bem português (diria por vezes “portunhol”) e o grupo ganhou muito com ele. Ele é um tipo impecável, inteligente, com uma excelente mentalidade e atitude.</p>
<p>Em relação ao Alex, ele tem feito progressos excelentes em semanas. A sua técnica e capacidade de tocar em banda (não tinha experiência prévia) melhorou imenso. A bateria das nossas músicas não é extremamente complexa, mas também não é simples e há que lhe dar valor. Em termos de integração no grupo, está muito bem mesmo, apesar de nos ter acusado de mentirosos por termos prometido pizza no anúncio e não a termos no dia da audição. Lá o levámos ao Pingo Doce de Olival Basto, onde a pizza é excelente. Aliás, gostaríamos de ser patrocionados pelas pizzas do Pingo Doce de Olival Basto (risos).</p>
<p>O Alex tem um grande sentido de humor e é bastante empenhado. Depois de tantos problemas com bateristas, penso que finalmente encontrámos um com que podemos contar!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Face The Storm é o vosso trabalho de estreia. Sei que ainda é cedo, mas já têm ideias para o próximo CD ou preferem focar-se na promoção deste EP e só depois pensar no futuro?</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>Primeiro vamos pensar nas primeiras experiências dos Dreadfire ao vivo. Estamos mesmo ansiosos por tocar e queremos muitas pessoas e muita “violência saudável” e alegria nos nossos concertos!</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação a futuros trabalhos, não temos nada em mente ainda, vamos arranjando uns riffs aqui e ali e brincamos nos ensaios. Experimentamos. O que podemos dizer com alguma certeza é que o próximo trabalho será um álbum e não um EP. Somos ambiciosos e queremos sempre fazer mais e melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Qual a principal temática do EP?</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>A temática por detrás do tema &#8220;Face The Storm&#8221; é o suícidio que cometemos ao destruir o nosso ambiente. Atenção, não tem nada a ver com os movimentos verdes. Não estamos a destruir a Terra, não conseguimos. Ela não vai a lado nenhum a não ser que seja atingida por algo que venha fora dela. Estamos sim a destruir-nos a nós próprios, porque ela é mais forte que nós. No fundo, encontramo-nos num processo de suícidio em massa, do qual todos temos consciência disso mas nada fazemos.</p>
<p>As outras músicas do EP têm temáticas mais simples mas poderosas. &#8221;Light The Match&#8221; é sobre lutar contra quem tenta destruir as nossas ambições, &#8220;New Ground&#8221; é sobre ganhar coragem para mudar a nossa vida e a &#8220;Raised On Deceit&#8221; é sobre corrupção. Nesta última o Matt inspirou-se muito nos escândalos de corrupção de que eu (Pedro) lhe falei aqui em Portugal, como o buraco da Madeira ou do BPN. O Matt foi a cabeça por detrás de todas as letras do EP.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Até que ponto o vosso produtor, Tiago Mesquita, influenciou a sonoridade e orientação atual da banda?</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>O Tiago Mesquita ajudou muito na orientação actual da banda, uma vez que veio trazer maior coesão e peso à sonoridade da banda. Foi um elemento importante para a gravação deste EP. As antigas músicas dos Platinum não se comparam ao que temos agora, a nossa sonoridade é bem mais pesada. Ironicamente, utilizou-se imenso material dos Platinum para a gravação do EP, mas foi lhe dado um maior peso e alguma complexidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Pretendem voltar a trabalhar com ele no futuro?</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>Sim, penso que ainda temos muito por discutir no processo de criação de músicas. Ele tem uma resistência mental notável, e uma criatividade e fascínio pela arte de produzir e gravar incomum. Para além de ser uma excelente pessoa, se bem que por vezes é teimoso. Lembro me que, durante a pré-produção das vozes, eu e ele tivemos mais de um quarto de hora a discutir por causa de uma palavra no pré-refrão da &#8220;Raised On Deceit&#8221;. No fim, tivémos de recorrer ao seu amigo da porta ao lado, o Canadas da Poison Apple. Meia-hora depois chegou ao estúdio apenas para dizer que ambas as versões eram boas. No fim, as discussões foram positivas porque daí resultaram muitas ideias para o EP. Ele é muito perfeccionista e tem realmente muitas ideias e atitude. Tem experiência com todos os instrumentos, toca guitarra, baixo, bateria, e se for preciso até mexe com sintetizadores (podemos ouvi-los no fundo de algumas partes do EP).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Vocês nunca tocaram juntos ao vivo, até porque o vosso baterista está na banda há muito pouco tempo. Para quando o concerto de estreia dos Dreadfire?</em><br />
<strong>DREADFIRE: </strong>Ainda bem que perguntaste! Queremos aproveitar agora para lançar o apelo a todas as bandas que nos estejam a ler, se quiserem tocar connosco a partir de final de Fevereiro/princípios de Março, contactem-nos. Temos os contactos no Facebook. Assim que tivermos algo marcado, vamos anunciar tudo na nossa página, <a href="www.facebook.com/DreadfireBand">www.facebook.com/DreadfireBand</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Quais são as vossas metas para 2012?</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>Tocar o máximo número de concertos e ter as melhores experiências ao vivo. Só vivemos uma vez e temos de aproveitar para partirmos uns quantos pescoços enquanto não somos velhos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Para terminar, digam o que significa para vós fazer parte de uma banda.</em><br />
<strong><strong>DREADFIRE</strong>: </strong>Fazer parte de uma banda é fazer parte de um grupo que luta todo pelo mesmo objectivo: diversão através da música. No fim, todos nós fazemos isto porque gostamos. Gostamos de tocar, gostamos de fazer música. Sejamos honestos, em Portugal a maioria das bandas toca por diversão. Com alguma seriedade à mistura, obviamente, mas há que encarar isto como um <em>hobbie</em> sério. Não estamos aqui para ganhar dinheiro, até porque isso é quase impossível. Até agora foi só despesa e penso que continuará a ser. Mas podem contar connosco que vamos estar aqui presentes e a tocar por aí, adoramos o que fazemos e esperamos vir a gostar mais ainda se os concertos correrem bem. Contamos convosco!</p>
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		<title>Entrevista a BURN DAMAGE</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 00:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RitaCipriano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[burn damage]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Confortavelmente instalados numa esplanada à beira-rio, a Ruído Sonoro sentou-se à conversa com Inês Freitas, a simpática vocalista da banda Burn Damage, que nos falou da banda e de alguns projectos pessoais. &#160; Ruído Sonoro: Quando é que surgiram os Burn Damage? E quando é que se deu a tua entrada para a banda? Inês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confortavelmente instalados numa esplanada à beira-rio, a <strong>Ruído Sonoro</strong> sentou-se à conversa com Inês Freitas, a simpática vocalista da banda <strong>Burn Damage</strong>, que nos falou da banda e de alguns projectos pessoais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ruído Sonoro: Quando é que surgiram os Burn Damage? E quando é que se deu a tua entrada para a banda?</strong></p>
<p>Inês Freitas: Os Burn Damage existem há cerca de 3 anos. Começaram com um vocalista, e eu entretanto conheci o baterista, que me pediu para colaborar com ele num projecto à parte dos Burn Damage. Entretanto, devido a razões exteriores, o antigo vocalista teve de sair e, por volta de Maio deste ano, acabei por me juntar à banda e fiquei só eu como vocalista.<br />
Somos quatro membros, o Nuno na guitarra, a Sílvia no baixo, o Alex na bateria e eu na voz.</p>
<p><strong>RS: E como estão actualmente em termos de projectos?</strong></p>
<p>IF: Temos cerca de 9 originais, e continuamos a fazer novos sons. Vamos ficar com cerca de 11, 12 músicas nossas, e esperamos conseguir gravar alguma coisa. Já temos algumas gravações, e vamos agora avançar com concertos. Estamos sempre a ensaiar, temos sempre, no mínimo, um ensaio por semana. Vamos ver também se participamos nalguns concursos de bandas, não só para tentar ganhar alguns prémios a nível de gravação (que isto com a crise está complicado), mas mais a nível de divulgação, que é importante.</p>
<p><strong>RS: Como é que definirias o som dos Burn Damage?</strong></p>
<p>IF: Burn Damage é uma mistura de Thrash, com imensas influências de Hardcore e Death.<strong><a href="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/01/2.jpg" rel="lightbox[10541]" title="2"><img class="wp-image-10559 alignright" title="2" src="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/01/2.jpg" alt="" width="335" height="525" /></a></strong></p>
<p><strong>RS: O que é que aconteceu ao teu outro projecto, os Chaos of Insanity?<br />
</strong></p>
<p>IF: Ficámos sem dois membros essenciais, então decidimos fazer uma paragem por tempo indefinido, e entretanto apareceu o convite do Alex e juntei-me aos Burn Damage. Foi positivo, porque algumas das pessoas que já seguiam os Burn Damage não estavam à espera de uma evolução a nível de sonoridade tão grande, pelo menos pela ideia que me dão. Ficou mais pesado, as músicas são rápidas. É o chamado sempre a abrir! [risos]</p>
<p><strong>RS: Achas que essa evolução no som teve a ver com a tua entrada?</strong></p>
<p>IF: É o que me dizem, só as outras pessoas é que podem dizer isso. São as críticas que tenho tido, e sim, têm sido críticas positivas.</p>
<p><strong>RS: Pensas que existiu uma adaptação por parte do resto da banda ao teu tipo de vocal?</strong></p>
<p>IF: Eles já tinham alguma influência Death, porque o antigo vocalista, o Gonçalo, que tem uma grande voz, cantava limpo, mas também cantava por uma vertente mais pesada. Mas quando eu entrei, como já estava habituada à minha última banda, avisei-os logo de que cantava assim, de uma forma um bocadinho mais arrojada. Eles começaram a tocar umas cenas improvisadas, a fazer um teste à voz, e eu comecei a cantar. Eles gostaram, e acharam que ia contribuir bastante para trazer peso para a música deles.<br />
Algumas pessoas que já conheciam os Burn Damage dizem que gostam mais agora, que está mais pesado. Estão diferentes.</p>
<p><strong>RS: Algumas pessoas chamam-te a Angela Gossow portuguesa. Que comentário é que fazes em relação a isso?</strong></p>
<p>IF: [risos] Quem me dera estar ao nível dessa senhora! Mas ela é, sem dúvida, uma grande inspiração para mim, ela tem uma grande voz.<br />
Mas sim, tenho como principal inspiração Arch Enemy e a Angela Gossow, mas se aqueles que dizem que sou a Angela Gossow portuguesa têm razão ou não, não sei. Apenas as pessoas é que podem dizer. Se acharem que sim, fico muito contente e muito orgilhosa, mas como é óbvio eu não quero ser nenhuma fotocópia porque acho que é essencial cada um ter o seu próprio ritmo, a sua própria maneira de transpor a música para o público. Mas o vocalista dos Amon Amarth também é uma grande influência para mim.</p>
<p><strong>RS: E influências para os Burn Damage? O que é que vos inspira?</strong></p>
<p>IF: Temos uma grande influência de Pantera, Sepultura, e de outras bandas que apenas os outros membros saberão dizer. Já disse quais são as minhas a nível vocal, e eles têm as deles porque nós temos gostos diversos. Tanto gostamos do Metal mais pesado, como daquele Grunge que toda a gente conhece. Por exemplo, o Alex gosta imenso de System of a Down, e inspira-se muito neles. Mas regra geral são essas bandas mais old school que nos inspiram. Obviamente que nem sempre as pessoas notam, porque nós temos a vantagem de querer fazer uma cena muito própria.</p>
<p><a href="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/01/8.jpg" rel="lightbox[10541]" title="8"><img class="aligncenter size-full wp-image-10561" title="8" src="http://ruidosonoro.com/wp-content/uploads/2012/01/8.jpg" alt="" width="509" height="800" /></a></p>
<p>Entrevista datada de Outubro de 2011.</p>
<p>Fotografias por <strong>João Ouro.</strong></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.landofserpents.com/">Land of Serpents</a></p>
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		<title>★ Entrevista aos Raven Dust ★</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Raven Dust]]></category>
		<category><![CDATA[Sinner]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Entrevista à banda em destaque da quinzena: <strong>Raven Dust</strong></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A Ruído Sonoro esteve à conversa com os Raven Dust, banda em destaque desta quinzena. Aqui ficam as palavras da banda</em>.</strong></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Nascidos em 2004, vocês passaram por muitas mudanças nestes 7 anos e meio de existência. O que nos podem revelar deste período de crescimento da banda?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>A experiência é, sem dúvida, a melhor dádiva que podíamos ter ganho ao fim deste período. Desde os tempos em que eu (Sérgio) e o Edu ensaiávamos em casa dele com pouco mais do que uma modesta Squire e uma bateria feita de jambés, panelas e braços de cadeira, crescemos muito os 4, tanto a nível musical como a nível pessoal. Depois destes 7 anos, podemos afirmar com segurança que sabemos quem somos e o que queremos, ao longo do rumo que decidimos tomar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Qual foi o maior obstáculo que já tiveram que ultrapassar enquanto banda nesse mesmo período?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Não conseguimos apontar um obstáculo principal que se destaque de todos os outros, mas sim 3 factores que nos dificultaram a vida e que requereram bastante trabalho e esforça para os resolver: a distância física entre nós por grandes períodos, as diferenças de horário e a constante entrada e saída de solistas, que até ao ano passado (ano de entrada do Filipe na banda) era quase um drama, porque as duas partes nunca se encaixavam completamente, coisa que aconteceu naturalmente com o Filipe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Certamente muitos se questionam: porquê tanto tempo para chegar finalmente a este trabalho de estreia?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Como dissemos, os problemas dos horários, distâncias, e principalmente das constantes trocas de solistas levaram-nos a demorar mais tempo que o normal a solidificar o nosso som e a produzir o primeiro trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Contentes com o resultado final? O que destacariam do EP Sinner?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Nós vemos o Sinner como um trabalho de experiência, de descoberta de uma linguagem, e no geral estamos satisfeitos com o produto final. O que importa destacar neste trabalho foi o gozo que nos deu fazer o EP e a experiência que adveio de todo o processo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Quanto à produção do mesmo, o que têm a dizer do trabalho do Tiago Mesquita?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>O Tiago foi excelente, não só pelo empenho e método que tem no trabalho e pelas boas dicas que nos deu, mas principalmente porque nos conseguiu aturar durante uns meses.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Adoro a capa do Sinner. Quem foi a mente criadora e que relação tem essa mesma capa com a sonoridade do EP?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Essa mente será a minha (Sérgio). Quando tive de inventar uma capa para o EP tinha também nas mãos o trabalho de compor o cartaz para o concerto de lançamento. Então sentei-me no chão do meu quarto a ouvir as músicas continuamente e deixei-me levar pelo ambiente que se instalou. Gosto de trabalhar dessa maneira porque assim sinto que as coisas ficam mais cruas, fortes, em cima do momento. Apareceu assim a capa do EP, com elementos familiares à banda, como os corvos, representando as sensações que o nosso som me traz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Quanto à possibilidade de um videoclip, já pensaram nisso?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Sim, já nos ocorreu bastantes vezes e temos planos para isso, mas preferimos deixar o assunto em suspense, para que isso possa acontecer sem pressões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>O que podemos esperar dos Raven Dust em 2012?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Desde a saída do EP que ainda não parámos. Estamos neste momento a trabalhar e a produzir novos temas para um possível álbum e encontramo-nos numa fase muito boa, estamos a tirar imenso gozo do que está a &#8220;sair&#8221;. A experiência que ganhámos com as músicas do EP foi muito positiva, porque nos permitiu limar algumas arestas, e estamos preparados para o que der e vier. Estamos com um som mais pesado e sem &#8220;bullshit&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Em tempos de crise, é cada vez mais notório que o lucro das bandas vem sobretudo dos concertos. Com quem gostariam de partilhar o palco?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Essa é, infelizmente, a verdade dura e crua do nosso mundo e temos que nos adaptar a ela da melhor maneira que soubermos. Tirando as bandas internacionais que crescemos a ouvir e que nos influenciaram, como os Metallica, Trivium, Mastodon, Lamb of God, entre outros, seria um enorme prazer para nós estarmos lado a lado com os RAMP em palco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Para terminar, querem deixar alguma mensagem aos vossos fãs e a bandas que, como vocês, estão a começar?</em><br />
<strong>RAVEN DUST: </strong>Queremos agradecer aos nossos fãs, que sempre nos acompanharam e que nos dão força para continuarmos a fazer aquilo que gostamos. Em relação às novas bandas, sigam as palavras do nosso PM e emigrem, porque quanto menos concorrência tivermos, melhor! (risos).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista aos Sounds Like Tornado</title>
		<link>http://ruidosonoro.com/2011/10/29/entrevista-aos-sounds-like-tornado/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 17:56:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Embrace The Storm]]></category>
		<category><![CDATA[Sounds Like Tornado]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo projecto nacional de Hardcore e não só! Como diz a banda: <em>"a nossa sonoridade não se enquadra em nenhum sub-género em particular, pretendemos que seja o nosso som a definir-nos."</em>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Estivemos em contacto com os Sounds Like Tornado, que amavelmente nos concederam a presente entrevista. Aqui ficam as <em>humildes palavras dos membros deste agrupamento musical</em>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Sounds Like Tornado, uma nova aposta de Hardcore nacional. Como surgiu este projecto?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>Este projecto começou em 2006 como tantos outros: uma garagem vazia, um grupo de amigos com material, inspiração e muita vontade de tocar. Pode parecer muito tempo para pouco material editado, mas passámos por períodos de alguma instabilidade, com muitas entradas e saídas de membros, até há cerca de um ano. Assim que estabelecemos o line-up actual sentimos o &#8220;renascer&#8221; da banda, iniciámos um novo ciclo de recomposição dos temas já existentes e gravámos o EP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>De onde surgiu o nome Sounds Like Tornado? Foi uma escolha fácil ou houve outros nomes igualmente interessantes a surgir?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>A escolha foi fácil, o processo nem por isso. Inicialmente ocorreram-nos muitas ideias, mas nenhuma nos satisfazia completamente. Sounds Like Tornado acabou por surgir naturalmente numa discussão de ideias e pegou logo. É o nome que melhor se adequa ao nosso som. Por vezes quando deixas de dar muita importância aos pormenores e te focas no que é realmente importante, as coisas resultam melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>No vosso Facebook pode ler-se no género &#8220;Tornado-Core&#8221;. É apenas uma brincadeira saudável com o nome da banda ou existe uma vontade na banda de criar um género próprio só vosso?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>Acaba por ser um pouco de ambos. Por um lado carrega alguma ironia devido ao facto de hoje em dia já existirem mil-e-um &#8220;cores&#8221; e rótulos que se tornam limitativos do ponto de vista do ouvinte. Por outro, a nossa sonoridade não se enquadra em nenhum sub-género em particular, pretendemos que seja o nosso som a definir-nos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Quais são as vossas fontes de inspiração para a composição dos temas e que bandas vos influenciam mais?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>Nós ouvimos um pouco de todo o tipo de som, desde Death-Grind a World Music, e tudo isso conjugado com as nossas capacidades, personalidades, experiências e dinâmica reflecte-se tanto directa como indirectamente no som que fazemos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>O que têm a dizer do processo de produção do EP Embrace The Storm? Satisfeitos com a sonoridade final?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>Tivemos a sorte de ter encontrado um produtor &#8211; Tiago Mesquita &#8211; paciente, muito empenhado e com bastante vontade de nos ajudar e apoiar em todo o processo. Há sempre diferenças entre o que idealizamos e o que acabamos por gravar, mas independentemente das ideias para mudanças que sempre surgem durante o processo, o resultado final satisfaz-nos bastante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Ao ouvir-se este vosso trabalho de estreia, nota-se um tornado de energia e sonoridades diferentes. Têm muitas ideias em mente para o próximo trabalho?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>Sim, temos neste momento algumas malhas novas em progresso, e pretendemos continuar a compor. Os novos temas serão mais influenciados pelo contributo que cada membro do colectivo actual tem para dar, e concerteza que isso se vai reflectir na dinâmica musical da banda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Qual a principal mensagem que querem passar com a vossa música?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>A mensagem que tentamos passar é a de uma atitude positiva perante todas as adversidades, sejam elas de natureza pessoal, social ou política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Será que num trabalho futuro iremos ter alguns temas em português?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>Temas completos muito provavelmente não, mas é bastante forte a possibilidade de incluir alguns trechos de letras em português, ou mesmo em castelhano ou francês. As letras existem, falta agora encaixá-las nos novos temas. Não queremos impor limites à música que fazemos, estamos confortáveis em variar a língua de alguns temas, se isso os favorecer musicalmente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RUÍDO SONORO: </strong><em>Para terminar, se pudessem partilhar o palco com quem quisessem, quem escolheriam?</em><br />
<strong>SOUNDS LIKE TORNADO: </strong>É complicado escolher de entre todas as boas bandas nacionais e internacionais que andam por aí. O mais importante para nós é tocar com pessoal boa onda, que goste de se divertir e partilhar conhecimentos e experiências.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Miguel Santos (A Dream Of Poe)</title>
		<link>http://ruidosonoro.com/2011/10/13/entrevista-com-miguel-santos-a-dream-of-poe/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 20:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[A Dream Of Poe]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Santos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Ruído Sonoro esteve à conversa com Miguel Santos, mentor e único membro fixo do projecto nacional de Doom/Gothic Metal, A Dream Of Poe.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>A Ruído Sonoro esteve à conversa com Miguel Santos, mentor e único membro fixo do projecto nacional de Doom/Gothic Metal, A Dream Of Poe.</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>A Dream Of Poe, um homem, um projecto. Podes dizer-nos como começou este “sonho”?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>Este sonho surgiu em 2005, pela necessidade de me expressar livremente, sem restrições ou necessidade das minhas composições terem de agradar a outros músicos. A realidade é que, quando trabalhas em formato banda, tens de contar sempre com as ideias, gostos pessoais e musicais de cada elemento, o que no fim pode transformar a música em algo muito diferente daquilo que imaginavas inicialmente, tanto para o bem como para o mal. Não quero com isto dizer que não gosto de trabalhar em contexto banda, muito pelo contrário, mas no caso de A Dream Of Poe prefiro, por enquanto, manter como projecto a solo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>Para termos uma pequena noção, como é que uma só pessoa concilia o seu tempo de forma a poder tratar de tudo o que envolve o lançamento de um álbum?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>É muito complicado e é exactamente nessas alturas que dava muito jeito A Dream of Poe não ser um projecto a solo. Conciliar o tempo necessário para tratar o lançamento de um trabalho com a vida pessoal, ensaios de In Peccatum e ainda com o estúdio não é tarefa fácil e requer que se trabalhe por vezes pela noite dentro. Felizmente, com alguma ginástica, tenho conseguido conciliar isto tudo. Requer algum sacrifício, mas vale a pena o trabalho, principalmente quando o álbum é tão bem aceite quanto o The Mirror Of Deliverance.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>Uma demo, um álbum ao vivo, dois EP’s e agora o álbum de estreia. Quando olhas para trás, que balanço fazes da evolução do projecto?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>Esforço, luta, dedicação, motivação e o acreditar em mim e neste projecto. Se todos estes elementos não se tivessem conjugado, dificilmente estaria aqui hoje. Quando olho para os meus trabalhos, vejo-os como as etapas e as metas que atingi, representam a minha evolução como pessoa, como músico, produtor e, directamente ligado a isso, a evolução de A Dream of Poe. Todos esses trabalhos, até mesmo o Delirium Tremens, que pouco ou nada terá a ver com o som actual de A Dream of Poe, foram importantes para a maturação deste projecto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>Edgar Allan Poe e My Dying Bride, duas influências óbvias e uma mistura explosiva. Porquê a fusão de Poe com Doom Metal? Que outras influências te inspiram?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>Julgo que foi uma fusão muito natural e lógica, Poe tem tudo a ver com Doom Metal e, para além de nós, existem muitas outras bandas que se inspiram em Poe, seja directa ou indirectamente. Quer de forma consciente ou inconsciente, existem muitas fontes que me servem de inspiração. Normalmente componho quando estou simplesmente a tocar sem qualquer rumo ou objectivo definido; aí surgem diversas ideias que caso me agradem tento desenvolvê-las. O que influencia essas ideias são as minhas vivências, o mundo e a sociedade em que vivo, o modo como olho para o que me rodeia; a nível mais cultural, por aquilo que leio ou ouço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>Qual o conceito de The Mirror Of Deliverance?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>The Mirror of Deliverance é uma viagem surreal pela consciência, pelo Mítico, Belo & Grotesco; pela destruição plena de tudo de modo a reconstruir algo perdido numa forma nova. Um apelo à evolução &#038; à consciência através de símbolos &#038; arquétipos. Uma experiência em magia, arte &#038; música.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>Este álbum de estreia tem apenas uma música em português. E porque não um álbum todo na nossa língua materna?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>Nunca pensei em editar um álbum cantado por completo em português, mas também não vou dizer que nunca o farei. Considero improvável mas não impossível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>Uma banda açoriana tem sempre dificuldades em projectar-se no continente, ainda mais quando se trata de um homem só. Tens planos para a promoção do álbum no continente?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>Para já não. Nós estamos a preparar uma digressão europeia que terá lugar de 10 a 19 de Novembro, mas por uma questão logística não será possível fazer uma paragem no continente para dois ou três concertos. Ainda assim, espero num futuro próximo ter a oportunidade para me apresentar ao vivo em Portugal continental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>Que pessoas te costumam acompanhar nos concertos ao vivo?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>Para actuações ao vivo tenho contado com o apoio de alguns músicos, apenas com algumas alterações desde o primeiro e segundo concerto para o line-up actual. Nas primeiras duas aparições ao vivo contei com o apoio de David Melo na bateria, António Neves na guitarra, André Gouveia no Baixo, Stephan Kobiákin nos teclados e Paulo Pacheco na voz. Este line-up funcionou na perfeição nos dois concertos que fizemos juntos, contudo, fruto de decisões pessoais de alguns músicos como também da necessidade especifica de A Dream of Poe, este line-up sofreu algumas alterações. Actualmente, dos músicos referidos, apenas o António Neves e o André Gouveia fazem parte do lineup. Assim, para completar o line-up, conto com a ajuda do João Oliveira na bateria e João Melo na voz. Por opção, e uma vez que não faço uso de teclados em The Mirror of Deliverance, também não os usarei ao vivo. De notar que à excepção do João Melo, todos os outros músicos fazem parte de In Peccatum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>E quanto a um futuro como banda? Existe a possibilidade do futuro do projecto A Dream Of Poe passar pelo estabelecimento de membros fixos, nomeadamente daqueles que já tocaram contigo?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>Por vezes penso nisso, mas apesar de haver muita amizade entre nós para alem do circulo musical que nos circunda, julgo ser difícil isso acontecer com eles e a razão é muito simples, como todos nós (à excepção do João Melo) fazemos parte dos In Peccatum, partilhamos ideias e composições. In Peccatum acaba por se mover no mesmo meio que A Dream of Poe, mas com as devidas diferenças e tendo uma identidade própria. No caso de estabelecer esses mesmo membros como fixos, participando todos no processo de composição, poderia ocorrer uma certa contaminação em que A Dream Of Poe começaria a soar mais a In Peccatum e vice versa. Julgo que incorreríamos no risco de perder a identidade de uma ou mesmo de ambas as bandas. Ainda assim, considero-os como membros fixos para a apresentação de A Dream Of Poe ao vivo, pelo que sempre que estejam disponíveis serão eles a subir ao palco comigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>RUÍDO SONORO: </b><em>A crítica nacional e internacional a este álbum está a ser bastante positiva. Isto motiva-te para um segundo trabalho? Algumas ideias já em mente?</em><br />
<b>MIGUEL SANTOS: </b>De facto, a critica a este trabalho tem sido muito boa, o que me surpreendeu pela positiva. Motiva-me no sentido de que o meu trabalho foi reconhecido e mantém em mim a força para continuar com o projecto contra todas as adversidades que possam ocorrer, pois sei que valerá a pena e que o meu trabalho será ouvido. Ainda assim, essas criticas são um acrescento de responsabilidade, pois terei de me superar ou pelo menos fazer um trabalho tão bom quanto The Mirror of Deliverance. Já me surgiram algumas ideias e registei-as de forma a não as perder, de qualquer modo para já estou centrado na preparação da digressão e só com o término da mesma me debruçarei sobre o processo de composição de um novo álbum.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista com Nuno Rodrigues, vocalista de WAKO</title>
		<link>http://ruidosonoro.com/2011/09/01/entrevista-com-nuno-rodrigues-vocalista-de-wako/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 22:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[WAKO]]></category>

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		<description><![CDATA[A Ruído Sonoro esteve à conversa com o vocalista dos WAKO que respondeu a algumas perguntas sobre a carreira e obras da banda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Após o lançamento de &#8220;The Road of Awareness&#8221;, os nacionais W.A.K.O. estão ainda mais lançados e têm já concertos marcados por Portugal inteiro. A Ruído Sonoro esteve à conversa com a voz do quinteto, Nuno Rodrigues: </strong></p>
<p><strong>RUÍDO SONORO:</strong> Os W.A.K.O. já contam com 10 anos de actividade. Quais foram os momentos que mais vos marcaram ao longo do vosso percurso?</p>
<p><strong>NUNO:</strong> Será dificil enumerar tantas etapas marcantes e momentos unicamente insólitos nesta cruzada&#8230;Foram muitos, tais como a concretização do nosso primeiro E.P , as nossas tours internacionais, nomeadamente Inglaterra, quando um grupo de fãs escoceses e ingleses se deslocaram de muito longe para ver o nosso concerto em Bolton e traziam com eles o álbum para obterem um autógrafo, o facto de termos ido directamente à mother factory da Dean Guitars em Orlando, o show no Coliseu de Lisboa, no qual tínhamos a plateia quase cheia a cantar em uníssono as músicas de WAKO. A ida aos Açores, foi agradavelmente assombrosa&#8230;.São muitos anos de estrada, ditando tudo de bom e mau, o balanço é positivo.</p>
<p><strong>RUÍDO SONORO:</strong> Embora sejam já uma banda demarcada do plano nacional, que acharam do vosso crescimento como músicos após a edição de &#8220;The Road of Awareness&#8221;?</p>
<p><strong>NUNO:</strong> Claramente tivemos uma natural evolução, passámos muito como pessoas e músicos. No momento somos mais humanos,melhores músicos, com uma personalidade forte e vincada, somos sobretudo arquitectos do nosso próprio presente e futuro. Quanto à componente musical, enriquecemo-nos muito, somos mais empreendedores, consistentes como músicos. Os guitarristas tiveram uma maior instrução musical. Eu, por exemplo, frequentei aulas particulares e comecei a empenhar-me num instrumento. Por certo toda esta solidificação e amadurecimento de ideias resultou num álbum mais ambicioso e complexamente rico.</p>
<p><strong>RUÍDO SONORO:</strong> Este novo álbum contou com vários convidados. De que maneira estas participações influenciaram a vossa sonoridade?</p>
<p><strong>NUNO:</strong> A participação do Daniel [Cardoso] influenciou a dinâmica do álbum, mas não a sua estrutura. Tivemos a oportunidade de enriquecer os temas com sua intervenção, na composição foi exemplar, nós tinhamos as bases de bateria premeditadas e programadas para depois serem recriadas organicamente e ele ainda fez melhor, revestiu as nossas ideias com imensa classe e precisão musical.</p>
<p><strong>RUÍDO SONORO:</strong> Ainda sobre o recente álbum, têm recebido comentários positivos por parte do público? Correspondeu às vossas expectativas?</p>
<p><strong>NUNO:</strong> As reacções foram um pouco de tudo, mas o impacto tem sido muito bom, é um novo patamar para a banda e respectivo público.</p>
<p><strong>RUÍDO SONORO:</strong> Portugal é um país onde ser-se bom músico parece não ser suficiente para atingir o sucesso. Qual o melhor conselho para bandas que estejam neste mesmo caminho que vocês já percorreram há algum tempo?</p>
<p><strong>NUNO:</strong> Definam ininterruptamente objectivos, acreditem sempre nas vossas capacidades, não há que temer a opinião genericamente convencional e, no final,  perscrutem sempre horizontes idílicos.</p>
<p><strong>RUÍDO SONORO:</strong> Já têm datas marcadas até Setembro em território nacional. Há planos para espectáculos internacionais nos próximos tempos?</p>
<p><strong>NUNO:</strong> Agora estamos a culminar as datas nacionais e no principio do próximo ano tomaremos de assalto a Europa. Depois, um eventual regresso aos States.</p>
<p><strong>Obrigado pelo tempo dispensado para responder às perguntas da Ruído Sonoro. Boa sorte no futuro!</strong></p>
<p>Entrevista por: Diogo Oliveira<br />
Fotografia por: Nuno Bernardo</p>
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		<title>Entrevista a VURGART</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 00:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RitaCipriano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[NEOFOLK]]></category>
		<category><![CDATA[vurgart]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ruído Sonoro esteve à conversa com Matthias Krause, o homem por detrás do projecto alemão de Neofolk VURGART.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ruído Sonoro esteve à conversa com Matthias Krause, o homem por detrás do projecto alemão de Neofolk <strong>Vurgart</strong>, numa entrevista cedida gentilmente por este no início deste mesmo ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ruído Sonoro: Fala-nos um pouco acerca da tua banda, Vurgart. Quando é que surgiu?</strong></p>
<p>Matthias Krause: Os Vurgart foram “fundados” em 2006 (altura em que surgiu o nome).  Nessa altura ainda não existia uma ideia concreta para uma banda/projecto. A origem foi outra: nos momentos mais calmos, relaxados e melancólicos, pegava na minha guitarra e começava a tocar alguma música improvisada. Ao deixar a minha mente vaguear, a música transformava-se em algo muito pessoal, sem uma estrutura musical normal. O mais engraçado é que a ideia de gravar qualquer coisa teve início com o aniversário de um grande amigo meu, que na altura passava muito tempo comigo. Cerca de 95% música do CD chamado “Momente” é improvisada.<br />
Em 2008, seguiu-se o segundo CD, “Gedanken”. O estilo era muito semelhante – calmo, melancólico e dominado por guitarras acústicas – mas mais desenvolvido. Apesar de existir ainda muita improvisação, a música era mais estruturada. Ao mesmo tempo a ideia cresceu e direccionou-se mais para o Neofolk, e nasceram as primeiras músicas/ideias. A diferença principal é, obviamente, a focalização nos vocais, que não se encontravam presentes na música anterior. Desde então, os VURGART contribuíram apenas com músicas para três compilações, mas o próximo álbum será lançado o mais cedo possível.</p>
<p><strong>RS: Sei que anteriormente estiveste envolvido num projecto de Black Metal. Qual foi a razão que te levou a abandonar o Black Metal, e tomar um caminho mais direccionado para o Neofolk?</strong></p>
<p>MK: Não se tratou de uma coisa a seguir à outra. Estive sempre envolvido em mais do que um género, como ouvinte e como músico. Obviamente que alguns géneros foram predominantes em determinadas alturas. Portanto, não mudei o meu estilo musical, mas apenas encontrei outro que anexei aos restantes. Apesar de não ser muito activo no que diz respeito, por exemplo, ao Black Metal, isso não significa que não volte a ele.<br />
Já agora, gosto mais de ver algumas similaridades do que olhar para as diferença. Apesar da superfície musical ser muito diferente, penso que temos algumas semelhanças aqui. O facto de muitos dos ouvintes de Black Metal estarem, mais ou menos, dentro do Neofolk chama a atenção, no meu ponto de vista, para esse mesmo pressuposto.</p>
<p><strong>RS: Penso que existe realmente uma percentagem significativa de ouvintes de Black Metal que estão também inseridos no Neofolk . Talvez as similaridades de que falas expliquem isso.</strong></p>
<p>MK: Existem, obviamente, diferentes géneros de Neofolk e diferentes géneros de Black Metal, mas em ambos podes encontrar pessoas interessadas em temas como a religião (as religiões pagãs são uma similaridade óbvia), misticismo, filosofia e transcendência em geral. Muitas vezes existe uma “meta/nível” por de trás da música e das letras. Talvez isso seja uma das razões importantes para isso.<br />
Não tão óbvias são as semelhanças entre alguns parâmetros. A monotonia como um mecanismo estilístico e uma certa simplicidade, podem ser encontradas tanto no Neofolk como no Black Metal.</p>
<p><strong>RS: Qual é a principal inspiração para a tua música? E influências?</strong></p>
<p>MK: Na altura em que comecei este projecto era a natureza, por mais incrível que pareça,  a minha principal fonte de inspiração mas, como podes ver pelo título do meu primeido CD, “Momente”, a música era muito inspirada por certos momentos e estados de espírito.<br />
Estas influências continuam a ser importantes hoje em dia para a minha música, mas surgem mais como uma inspiração para uma música, do que todo o seu ser. Para além disso sou inspirado por alguma poesia (principalmente alemã).  É óbvio que a inspiração vem de muitas coisas – um filme, um livro, uma boa conversa, uma metáfora que ouvi…<br />
Na maioria dos casos, esta inspiração torna-se de certa forma abstracta.<br />
As influências vêm de quase todos os estilos de música. Falando do Neofolk em particular, os artistas que mais me influenciaram foram provavelmente, e continuam a ser, os três com os quais travei conhecimento com o Neofolk: Of the Wand and the Moon, Forseti e Sonne Hagal.</p>
<p><strong>RS: Como o Neofolk não é um estilo muito conhecido no nosso país, será que poderias aconselhar algumas bandas para quem não conhece o estilo?</strong></p>
<p>MK: Todas as bandas da “primeira geração” encontram-se mais ou menos activas, mesmo que algumas delas tenham alterado o seu estilo significativamente. Aqueles que não as conhecem, deviam ouvir Nebelung e Orplid da Alemanha, Neutral da Rússia e Sieben da Inglaterra. Os Sonne Hagal estão a gravar o seu novo álbum, que será muito bom, e os Of the Wand and the Moon irão lançar o seu novo álbum brevemente.<br />
Tive o prazer de o ouvir e apaixonei-me instantaneamente por ele. Para além destas bandas, gostaria de recomendar os Solblot da Suécia, que tocam um som muito tradicional e puro com grandes melodias, e os Jännerwein Áustria que têm também um som um pouco tradicional, mais orientado para o folk. Ambas as bandas vão lançar um álbum este ano e ambas valem a pena ser ouvidas.</p>
<p><strong>RS: Actualmente, tocas como live member nos Sonne Hagal, um dos maiores nomes no Neofolk, e também, obviamente, com Kim Larsen dos Of the Wand and the Moon. Como tem sido partilhar o palco com eles?</strong></p>
<p>M.K.: Estas foram as bandas que me deram a conhecer o Neofolk, por isso podes imaginar que foi muito importante para mim, e uma grande honra, tocar com eles. Entretanto tornaram-se bons amigos meus e mal posso esperar por todas as vezes em que nos vamos encontrar e subir ao palco.</p>
<p><strong>RS: Algum novo projecto para o futuro?</strong></p>
<p>MK: Para além dos Vurgart tenho outros projectos, mais ou menos activos. Os Vurgart contribuíram recentemente com uma música, “Die Blume”, para uma maravilhosa compilação chamada “Maere”, que eu queria realmente mencionar aqui. Trata-se de um projecto muito especial, com a contribuição de 15 bandas, como In Gowan Ring, Ainulindale, Elane e Neun Welten. Para mais informações podes visitar o site <a href="http://www.maere-music.com">http://www.maere-music.com</a><br />
Entretanto o novo álbum está progressivamente a ganhar forma, e virá a luz do dia em 2011. Será o primeiro álbum Neofolk e será totalmente diferente dos dois CDs anteriores. Estou muito entusiasmado porque pus muito trabalho e inspiração nele, e até agora estou muito satisfeito com o resultado.</p>
<p><strong>RS: E como está a progredir? Já começaram as gravações?</strong></p>
<p>MK: O novo álbum está a desenvolver-se muito bem. O processo de escrita está quase terminado e a comecei agora simultaneamente o processo de gravação. A presença de alguns convidados no álbum irá depender da sua disponibilidade. Estou optimista quanto a ter as gravações prontas nos próximos meses e depois iremos ver como será lançado.</p>
<p><strong>RS: Estás a pensar em fazer algum concerto em Portugal?</strong></p>
<p style="text-align: left;" align="center">MK: Até agora “só” toquei algumas músicas dos Vurgart com os Sonne Hagal, mas estou a planear uma “live-band”. Obviamente que seria óptimo tocar em Portugal, por isso os organizadores interessados podem entrar em contacto comigo, ou com os Sonne Hagal.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/2KgEK8gXbl4" frameborder="0" width="560" height="349"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Entrevista por <strong>Rita Cipriano.</strong></p>
<p style="text-align: left;">Fotografia e vídeo cedidos por <strong>Vurgart.</strong></p>
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		<title>Conheça os MOE&#8217;S IMPLOSION</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 21:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MCasanova</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ruído Sonoro teve a oportunidade de falar com a banda em ascenção, MOE'S IMPLOSION. Leia como foi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><strong>O Ruído Sonoro teve a oportunidade de falar com a banda em ascenção, MOE&#8217;S IMPLOSION. Leia como foi.</strong></div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;ik=8c4aef16d2&amp;view=att&amp;th=12ffe2b39e10d84d&amp;attid=0.2&amp;disp=inline&amp;realattid=f_gns0q57h1&amp;zw" alt="" width="290" height="437" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>RS: Em primeiro lugar contem-nos quando, onde e como surgiram os Moe&#8217;s Implosion?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Moe’s Implosion:</strong> Os Moe&#8217;s Implosion nascem em 2005 no Montijo. Frequentávamos a mesma escola e descobrimos que partilhávamos o mesmo gosto em música, foi assim que nos conhecemos. A partir daí trocaram-se CDs, ouvimos música juntos e surge uma enorme vontade de começar tocar e de fazer música. Meses depois começámos a ensaiar e dar concertos e temos continuado até hoje.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>RS: E de onde surgiu o nome Moe&#8217;s Implosion?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>MI:</strong> Tivemos uma proposta para tocar pouco tempo depois de começarmos a ensaiar. Nessa altura nem nome tínhamos. Juntámos numa lista várias palavras soltas, depois juntamos algumas até termos alguns nomes. Levámos essa lista para a nossa escola e os nomes foram votados pelos nossos amigos, foram eles que escolheram Moe&#8217;s Implosion.</p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>RS: Quais as vossas principais fontes de inspiração? E influências musicais?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>MI:</strong> Sobre as influências musicais, nós ouvimos muita música e tudo serve como referência. Na verdade a música que mais te marca é sem dúvida aquela que descobres quando és mais novo e acho que isso se mantém entre nós. No entanto estamos sempre a descobrir músicas novas e novos meios para a fazer, isso é para além de influência é um desafio para nós. O tempo que passamos juntos a ensaiar e a improvisar é uma parte importante de nós como banda, somos pessoas com influências bastante diversas e usamos esse tempo para nos darmos a conhecer uns aos outros. Só assim é que vamos conseguir ter alguma diversidade na composição e é isso que nos alimenta enquanto banda. A nossa inspiração não se resume apenas à música que ouvimos, gostamos de trazer para a nossa música coisas que nos inspiram como pessoas. Seja um filme que tenhamos visto, um livro que tenhamos lido ou um momento que tenhamos vivido. São várias as experiências que tentamos passar na nossa música, só assim é que ela pode ser realmente única e nossa.</p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>RS: Em termos discográficos. O que é que os Moe&#8217;s Implosion já gravaram até ao momento?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>MI:</strong> Até ao momento editamos o nosso primeiro EP &#8220;Morning Wood&#8221;, foi gravado em 2007 nos BlackSheep Studio com o Makoto Yagyu. Agora acabámos de gravar o nosso primeiro álbum e estamos a terminar a fase das misturas. Vai sair este ano e podem esperar algumas surpresas. Convidámos alguns amigos para participarem no disco e trouxeram um novo tipo de sonoridade que nós não estávamos à espera. Foi uma agradável surpresa!</p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>RS: Quais foram os artistas com quem mais gostaram de partilhar o palco?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>MI:</strong> A banda que mais gostámos de tocar foi sem dúvida Chemical Wire. Também gostámos de partilhar o palco com os Men Eater, Riding Pânico e os Linda Martini. São bandas que têm uma maneira de ver a música e os concertos como a nossa, esforçam-se ao máximo para dar sempre o melhor concerto possível. São bandas que, como nós, o que mais lhes interessa é dar um bom concerto e saber que o público volta para casa satisfeito.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>RS: Que planos têm para o futuro? E para o presente?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>MI:</strong> Vamos lançar o nosso álbum e vamos promovê-lo ainda este ano. Enquanto isso não acontece vamos lançar algumas surpresas por isso fiquem atentos à nossa página do facebook! (<a href="http://www.facebook.com/moesimplosion" target="_blank">www.facebook.com/moesimplosion</a>) Agora estamos a agendar vários concertos pelo país fora. Confirmados estão dois concertos em Setúbal, dia 21 de Maio com Men Eater na Capricho e dia 28 de Maio com Lydia Sleep no ADN. Ainda voltamos a Lisboa para tocar no Musicbox com O Bisonte no dia 30 de Junho.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>RS:</strong> Obrigado pela entrevista e boa sorte!</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div><strong>Entrevista por Manuel Casanova</strong> e fotografias cedidas pelos Moe&#8217;s Implosion.</div>
<p>&nbsp;</p>
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