Caso sério de longevidade, passam hoje mais de vinte anos desde que Dan Bejar começou a partilhar as suas canções sob o nome Destroyer. Ao longo desse tempo habituou o mundo a ser um visitante atento e regular do seu universo: indecifrável, sonhador e em constante mutação. Desde 2011 e Kaput, o disco que o catapultou para o reconhecimento internacional, circula com impressionante destreza por entre diversos espaços sonoros, sempre comprometido com a exploração das potencialidades e texturas sonoras dos instrumentos que escolhe e das palavras que escreve. Em Have We Met, lançado em Janeiro deste ano, volta a separar-se do que já deixou para trás e apresenta aquele que é, para a crítica da especialidade, o seu disco mais fresco e urgente em anos. Inspirado na estética visual e sonora da produção cultural dos anos 90, Have We Met é, a diferentes espaços, melancolia, silêncio e dança, rumando, corajosamente, onde Destroyer nunca tinha ido antes. Um disco mais frio, mais alto, mais bizarro, mas igualmente sexy e novamente rendido à voz e presença idiossincrática do seu líder.

Um novo disco traz, idealmente falando, novas datas a Portugal e no caso de Destroyer, esse princípio cumpre-se na íntegra e em formato duplo. O grupo canadiano estará presente no Hard Club, no Porto, no dia 30 de Junho, rumando até ao Lisboa ao Vivo no dia seguinte, 1 de Julho.

Os bilhetes para ambas as datas valem 20 euros e já se encontram disponíveis através de toda a rede Bilheteira Online.

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