A 27ª edição do festival Vodafone Paredes de Coura realizou-se de 14 a 17 de Agosto. Este ano sob o slogan “Amor + Música = Couraíso”, qual equação de uma ciência nada exacta, este festival que, mais do que de música, se faz dos sentidos e do sentir, brindou-nos novamente com o cheiro da erva, o calor do dia e o frio da noite, o som da música, o barulho das luzes, enfim… com o sabor do Minho.

14 de Agosto

As Vodafone Music Sessions continuam a ser um ponto alto dos quatro dias que preenchem Coura. É pegar num artista do cartaz e colocá-lo algures no cenário idílico da vila – desta vez rumámos ao antigo sanatório da região para escutar algumas das novas músicas de Boogarins, que mais tarde apresentariam no palco principal do festival o seu novo disco, Sombrou Dúvida.

Já no recinto, a estrear o Palco Vodafone estiveram os bracarenses Bed Legs. Com o nome da banda projetado em palco, com desenho de letras LED rosa, o vocalista apresentou uma grande presença em palco e chegou cheio de energia, a saltar. Arrancaram com uma das mais faixas mais reconhecidas, “Spillin’ Blood”, e cedo agarraram o público que, por esta hora, já cobria a colina, sentado, a apanhar o sol. Passaram também por “Vicious” e designaram-se como «Uns malucos vindo de Braga. Que sonho!»  No momento seguinte, Julia Jacklin trouxe um misto de calma doce e melodramático-depressiva ao pôr-do-Sol. A australiana, que veio pela primeira vez a Portugal, ficou incrédula ao vislumbrar a colina repleta de tanta gente, chegando mesmo a questionar «Are you guys drunk or you’re really friendly?».

Já com a noite a aparecer, os brasileiros Boogarins, que começaram a sua viagem por Portugal há já alguns anos em salas mais pequenas, chegaram agora ao palco principal do festival minhoto. Partilharam «este deve ser o maior show que alguma vez fizemos» e tocaram não só músicas do novo álbum, mas também outras mais antigas como “Doce” e “Lucifernandes”, tendo terminado com um mega-aplauso após “Sombra ou Dúvida”.

Destacando-se como um dos melhores concertos deste ano, tendo possivelmente ultrapassado a preferência pelos últimos da noite, os muito aguardados Parcels – vindos como tantos outros artistas da terra dos cangurus -, deixaram o público ao rubro, a dançar. Os putos, que parecem ter saído de um cenário de surf dos anos 60, fazem lembrar nos dias de hoje um, quiçá, misto de Jungle com Beach Boys. Desde garrafas de vidro como instrumento, sintonia de frequência de rádio a captar “Encosta-te a Mim”, de Jorge Palma, percorreram êxitos como “bemyself”, “comedown” e “lightenup”. Visivelmente surpreendidos e felizes, referiram o público como «The biggest crowd we have had». Receberam tantos aplausos como se fosse o melhor cabeça-de-cartaz, dado por conquistada a plateia do anfiteatro natural – plateia essa que foi ao rubro com “overnight”. «This is insane, this is perfect. Thank you guys». Terminaram com “tieduprightnow”, dançaram e agradeceram, partilhando «This is the most incredible experience». Sentimento recíproco a partilha desse momento em tal cenário que Paredes de Coura proporciona.

Para finalizar a noite deste palco, estiveram os esperados The National, de regresso catorze anos depois da sua passagem pelo festival. Bastante aplaudidos, mas menos lotado que o concerto anterior, dada a quantidade de pessoas que abandonou o recinto com o avançar da noite. A voz e aparência maduras do vocalista Matt Berninger, a par do seu à vontade e conforto, deram segurança de que este haveria de ser um grande concerto para encerrar a noite, debaixo de uma lua cheia também ela destacada pelo frontman Numa primeira parte, apresentaram “You Had Your Soul With You, “Don’t Swallow The Cap”, “Bloodbuzz Ohio” e “Guilty Party”, antes de partir em definitivo para mais temas do mais recente álbum, I Am Easy To Find, que foi a montra desta passagem por Portugal. O vocalista tirou depois o lenço que trazia à volta do pescoço e enrolou-o à volta do microfone, no seu primeiro momento de libertinagem do espectáculo.

Entre êxitos mais antigos ou mais recentes, o público acompanhou aquelas batidas ao ritmo do que cada coração segue, como “Day I Die” e “The System Only Dreams In Total Darkness”, arrancados do álbum anterior Sleep Well Beast , ou “I Need My Girl” e “Pink Rabbits”, para recordar Trouble Will Find Me, álbum que também foi visitado no alinhamento por cinco ocasiões. No final um agradecimento caloroso, «Thank you so much. We love to come here and we love Portugal», antes da comunhão universal para “Vanderlyle Crybaby Geeks” a plenos pulmões.

A noite seguiu no Palco Vodafone FM com KoKoKo e com Nuno Lopes, já residente habitual.

 

15 de Agosto

A Vodafone Music Session do segundo dia decorreu com Avi Buffalo, num local esplêndido – o Centro de Educação e Interpretação Ambiental -, guardado no coração da serra. A banda com influências jazzísticas vinda da Califórnia, cujo instrumental se faz acompanhar da voz aguda e afeminada do vocalista, tranquilizou o público debaixo das árvores.

Já perto das 18 horas foram os portugueses Cave Story que deram as boas vindas ao povo que se começava, ao pouco, a juntar no palco Vodafone FM para inaugurar oficialmente o segundo dia de festival. Já no principal Palco Vodafone, foram Khruangbin vindos do Texas, com o seu instrumental a facilitar um fim de tarde chill out, brindando o público ao som de uma linha de baixo e bateria, instrumentos com os quais dançavam e fizeram aquecer o ambiente.

Uma das grandes surpresas desta edição, a australiana Stella Donnelly, que em poucos minutos se espantou com a adoração do público, partilhou «It’s as honor to be here».  A primeira faixa a despertar a excitação do público, fixado de novo no Palco Vodafone FM, foi “Beware Of The Dogs”, faixa-título do álbum de estreia que apresentou em Coura, seguindo-se mais tarde um coro em “Mechanical Bull”, tendo a banda ficado completa apenas a partir de “Old Man”. Em resposta à afirmação de que estavam em Portugal pela primeira vez, o público rápido respondeu com um «We Love You!». A pequena artista adicionou a harmónica à sua prestação em “Season’s Greetings”, mas se há coisa que destaca a sua actuação é o carácter cómico e a dança que foram constantes ao longo de todo o espetáculo. Pela aproximação ao público, foi talvez o concerto mais envolvente. Conseguiu, antes de ir embora, pôr o público a imitar os seus movimentos criados numa corrida em “Die”, reservando “Boys Will Be Boys” e “Tricks” para o final.

Seguiram-se os canadianos Alvvays, já perto da hora de jantar. Embora tenham captado a atenção do público, eram visíveis muitos transeuntes colina acima, colina abaixo. Ao longe pode-se escutar, entre outros, alguns temas mais conhecidos como “In Undertow”, “Not My Baby”, “Forget About Life” ou “Archie, Marry Me”, servindo-se Molly Rankin e companhia para apresentar os temas orelhudos do seu álbum de estreia, homónimo, e de Antisocialites.

A minutos do concerto de Boy Pablo surge uma corrente de pessoas na direção do palco Vodafone FM. O espaço reservado ao público estava mais do que lotado mesmo antes de se iniciar o concerto, tal era a curiosidade e expectativa. Quando a luz se apagou e se mostraram os primeiros sinais do concerto, o público gritou por «Boy Pablo!». As letras em tamanho grande na projeção anunciaram a sua chegada, à contagem decrescente dos presentes. Rapidamente a banda tornou este palco numa pista de dança, acompanhada do tropicalismo e a energia dos rapazes. Embora o alinhamento tenha sido curto, passaram pelos singles “wtf”, “Feeling Lonely” e “Never Cared”, esta produzida a meias com Jimi Somewhere. Em “Losing You” deu para tirar conclusões e perceber a dimensão do fenómeno e tornou-se uma missão quase impossível conseguir sair perto do palco.

No entanto, a necessidade de escapar urge quando estamos perante um das bandas que tem crescido a olhos vistos nas vindas ao nosso país. É o caso de Car Seat Headrest. A azáfama é grande para chegar ao grande palco e ver o show de luz azul psicadélica. Para quem os viu em concerto há uns poucos anos, percebe que a experiência de palco destes meninos aumentou exponencialmente: a banda com voz inconfundível do jovem Will Toledo, conta atualmente com um grande conjunto de seguidores no nosso país. Começaram com “Can’t Cool Me Down” mas foi com um mosh em “Fill In The Blank”, guardada logo para terceira faixa do alinhamento, que conquistaram o público. O momento mais bonito deu-se em “Drunk Drivers/Killer Whales”, com os festivaleiros a cantar e, no final, avistaram-se inclusive copos de cerveja a sobrevoar a plateia em “Beach Life-In-Death”, com a qual se despediram.

Após Avi Buffalo, foi com os esperados New Order que até quem estava sentado na colina, se levantou para mais que ouvir, ver estas lendas e escutar o seu legado incontornável. À terceira música, “She’s Lost Control” e logo depois com “Transmission”, glorificaram a memória de Joy Division, nome da sua primeira vida liderada por Ian Curtis. Estes dois sucessos fizeram a poeira sobrevoar as primeiras filas.

Desengane-se quem achar que isto é só para a malta de umas gerações atrás. Muitos jovens eventualmente cresceram a escutar as músicas dos seus pais e desenvolveram gosto por esta banda, ou mesmo influenciados pelo capítulo seguinte de Joy Division, que por sua vez terá influenciado um bom apanhado das bandas do agora. Em “Tutti Frutti” o público foi ao rubro e terminou com o baterista, Stephen Morris, a oferecer as suas baquetas a um jovem da primeira fila. Foi lá para o meio do concerto que o festival se transformou numa pista de dança dos anos 80, com “Bizarre Love Triangle”, não muito antes da sequência de “True Faith”, “Blue Monday” e “Temptation”. O concerto acabou com um sentimental momento, com a memória de “Atmosphere” e “Love Will Tear Us Apart”, satisfazendo os desejos de quem tanto os aguardou.

Este serão seguiu com os já crescidos Capitão Fausto, a reafirmarem a sua estrutura, identidade e maturidade a encerrar o Palco Vodafone, tendo a festa continuado no Palco Vodafone FM com Acid Arab e mais tarde com Krystal Klear.

 

16 de Agosto

Ao terceiro dia as Vodafone Music Sessions ficaram a cargo de Capitão Fausto, em Nª Srª do Livramento, onde se inspiraram para a elaboração do seu tema “Célebre Batalha de Formariz”, que guardaram para tocar exclusivamente neste dia.

Já no recinto, a arrancar no Palco Vodafone FM, estiveram os Derby Motoreta’s Burrito Kachimb, os espanhóis que agradaram sobretudo aos nuestros hermanos visitiantes, mas ainda eram poucos os que tinham trocado os banhos no rio pela música.

Já às 18h15, os rapazes de Leiria, First Breath After Coma, mostraram o porquê de ter começado a esta hora a correria para o palco principal do festival onde há poucos anos brilharam no palco secundário. Após o lançamento do álbum NU, com o qual foram destacados internacionalmente, é notável o crescimento da banda que vibra com a sua própria produção – «Temos vindo a crescer com este festival, desde festivaleiros até este palco. Acho que estamos a gostar talvez mais do que vocês, para nós isto é um sonho realizado», confessaram. Passaram depois por músicas como “Salty Eyes”, “Howling For a Chance”, “Change” e “I Don’t Want Nobody”. Convidaram Noiserv para as duas últimas músicas, com quem têm vindo a trabalhar desde o início do projecto e com quem partilharam uma residência artística há pouco tempo, tendo terminado o concerto com “Don’t say hi if you don’t have time for a nice goodbye”, da sua autoria.

As novas câmaras de filmar penduradas entre o palco principal e as árvores que o limitam, iam filmando o público que repousava na colina e que alegremente brindava, sorria ou acenava apenas, com um gesto que por mais simples que fosse, chegava a todos os outros presentes.

Os belgas Balthazar contaram com pouca assistência no início do concerto, mas foram já bastante aplaudidos no final, após “Enterteinment”. Já Jonathan Wilson trouxe-nos um estilo rock a roçar o country, ao actuar pela primeira vez no nosso país. O autor de “Trafalgar Square” levou-nos por um passeio pelas Américas, condizente com a golden hour. Contra factos não há argumentos e os números deste dia foram os mais baixos do festival, pelo que alguns dos concertos não estiveram lotados – apesar de não existirem mais passes gerais, o que sugere um público mais concentrado noutras áreas circundantes à praia fluvial do Taboão.

Depois de Deerhunter, que destacaram Paredes de Coura como um sítio bonito para se tocar, e Spiritualized, o cabeça-de-cartaz deste dia, Father John Misty, regressou ao Couraíso. Teve, no entanto, menos gente face à noite anterior, como seria de prever pelo avançar das horas. Desde a ironia ao romantismo, cumpriu a sua cena e não saiu sem partilhar as indispensáveis “Chateau Lobby #4 (in C for two virgins)” e as doces “Real Love Baby” e “I Love You, Honeybear”, continuando a encantar o público português sempre que se encontram.

 

17 de Agosto

Para o último dia, como tem vindo a ser habitual, ficou guardada a conferência de imprensa, que este ano contou com as Vodafone Music Sessions a cargo de Time For T, que mais tarde abriram o recinto com um concerto no Palco Vodafone FM.

É nesta altura que se realçam as colaborações e o trabalho de todos os intervenientes que possibilitam a realização daquele que muitos destacam como o melhor festival de verão português. Da parte que possibilita a concretização deste evento, o público é descrito da seguinte forma: «Os jovens que nos visitam são cultos, estamos perante uma geração culta, de pessoas que lêem livros de Tolstoi de 900 páginas, à beira do rio», acrescentando ainda «Esta é a melhor edição de sempre. 26 mil bilhetes vendidos. Ano com maior número de venda em merchandising».

Já com atenções no recinto, foi Alice Phoebe Lou uma das revelações deste ano. Já com os artistas em palco, o concerto atrasou pela necessidade de realizar o soundcheck imediatamente antes da actuação; o que, para os fãs, pôde parecer por um lado bastante agradável pois teve-se a oportunidade de ver de imediato quem mais se espera, mas por outro lado perdeu-se um pouco ou tanto do efeito surpresa que é a espera pela entrada em palco.

A pequena de cabelo loiro, extenso com uma guitarra e voz maiores que o próprio tamanho, salientou estar um pouco doente mas que ainda assim iria dar tudo o que tivesse para dar. “Something Holy”, “Paper Castles” e “Nostalgia” fizeram parte da setlist que espalhou o amor pelo ar – era até possível ver casais abraçados a dançar. Phoebe Lou destacou a necessidade de respeitar os limites do outro, «não tocar quem não quer ser tocado» e mostrou-nos a sua “Shake Therapy” – «This is an opportunity to everybody shake off the bad things, it’s a good thing I promise» e sacudiu-se em palco, como exemplo, que o público imitou. No final do concerto revelou que o álbum é totalmente independente e feito pela própria. «I live in Berlin and I can’t compare the energy I feel from you, I feel like a rockstar for the first time in my life», confessou, agradecendo assim o seu spotlight em Paredes de Coura.

Mitski, a célebre personagem das fotografias #iplayedthree pela sua ordem de retirada obrigatória aos fotógrafos, entrou em palco com a sua banda e sentou-se à secretária, desenrolando uma coreografia, na qual depois de deitou, em “Why Didn’t You Stop Me?”. Mais tarde, em “Nobody”, o público vibrou e gritou no início, aplaudindo bastante no fim. Passou também por “I Bet On Losing Dogs” e só no final do espectáculo proferiu umas palavras ao público, saindo da sua personagem reservada. «Thank you so much for being here», oferecendo “Two Slow Dancers” só com voz e som do piano, despedindo-se assim de Portugal antes do seu hiato anunciado.

Os mais curiosos ou entediados, foram ainda espreitar Sensible Soccers ao palco do lado, antes de se instalarem para uma magnífica hora de música no palco principal.

A senhora, perdoem-nos, rainha da noite, do dia, do festival, quiçá do ano: ei-la, Patti Smith. Dos seus altos 72 anos e figura andrógina, a multifacetada artista norte-americana que varre desde a poesia à fotografia, trouxe ao povo a lembrança do poder do uso pessoal como arma de vida em harmonia. A primeira música da noite, talvez uma das mais significativas – “People Have The Power”, na qual gritou no final «Don’t forget to use your voice», teve o seu refrão cantado a plenos pulmões por uma multidão que ia desde os mais jovens aos seus pares, do tempo do Woodstock que comemorava pela aquela data os seus 50 anos. As várias referências que deixou ao longo do concerto, com covers de The Jimi Hendrix Experience em “Are You Experienced?”, de Midnight Oil em “Beds Are Burning” ou de Neil Young em “After The Gold Rush”, todas conhecidas pelo público, fizeram sentir o um espírito de união – «This is a song of unity – it’s what we need in this world» – ao qual fez referência na sua “Ghost Dance”. “I’m Free” e “Walk On The Wild Side” deram as mãos num medley de Rolling Stones e Lou Reed, cantado pelos seus instrumentistas, deixaram também os festivaleiros de sorriso no rosto, como se recordassem alguma emoção positiva guardada no seu corpo.

Apesar do conjunto de maneiras más, como o facto de cuspir para o chão do palco durante a actuação -, a sua sabedoria continua a encantar as várias gerações. Num momento bonito de instrumental, o público acendeu espontaneamente as luzes, culminando numa reflexão sobre reflexão à nossa liberdade sob as palavras «Raise your hands, you are free!». O público vibrou, gritou, «Patti! Patti!» e ela sorriu e chorou, comovida pelo gesto. As dois últimos momentos da noite ficaram reservados para “Because The Night” e “Gloria”, os êxitos pelos quais ficou conhecida e a colocam no alto da sua merecida relevância. Este terá, eventualmente, recebido o destaque de melhor concerto do festival por grande parte dos festivaleiros.

Embora muitos tenham abandonado o recinto imediatamente após o término deste concerto, a noite prosseguiu com Kamaal Williams no Palco Vodafone FM, e mais tarde no principal com a dupla Freddie Gibbs & Madlib e, por último, Suede. Os últimos cartuchos ficaram a cargo de Flohio e Jayda G, que deram assim por terminados estes quatro dias de amor e música.

 

Segundo a organização, o evento regressará como habitual em Agosto do próximo ano, podendo-se marcar já na agenda os dias 19, 20, 21 e 22 desse mês para a sua 28ª edição.

Texto: Ana Margarida Dâmaso
Fotografia: Ana Ribeiro

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