Não há história dos festivais de música em Portugal que não passe por Vilar de Mouros. A vila minhota detém o mais mítico dos festivais de Verão pelo seu legado e pela importância que teve no papel de afirmação de eventos do género por cá. Depois do seu regresso, o EDP Vilar de Mouros  reconquistou a sua força ao construir cartazes que vão ao encontro do seu conceito. De 22 a 24 de Agosto, Vilar de Mouros vai receber vários nomes que já não são uma novidade da música, mas sim nomes firmados e que defendem nas suas actuações o seu legado e influência.

#01 Prophets Of Rage

Quando se juntam os membros de Rage Against The Machine (à excepção do vocalista Zack de la Rocha) com Chuck D  o resultado é a raiva enquanto profecia. Para além das faixas originais de Prophets Of Rage, esperam-se também em Vilar de Mouros vários clássicos das bandas que constituem o line-up, como “Guerilla Radio”, “Bulls On Parade”, “How I Could Just Kill A Man”, “Fight The Power” ou “Killing In The Name”.

#02 Gang Of Four

Um dos mais influentes e marcantes nomes do período pós-punk e new wave britânico, o grupo originalmente liderado por Andy Gil e Jon King lançou entre 1979 e 1983 quatro verdadeiros álbuns essenciais à compreensão da evolução da música após o tumulto do punk. Volvidos todos estes anos, a linhagem é mantida por Andy Gil e há até novo trabalho para apresentar, Happy Now.

#03 Anna Calvi

À margem da maioria dos nomes do festival, já Anna Calvi surge em cartaz com a frescura do recente Hunter, álbum editado em 2018, e apenas o terceiro da sua discografia iniciada em 2011, com um álbum homónimo que lhe valeu a nomeação para o Mercury Prize. Brian Eno chamou-lhe a “maior coisa desde Patti Smith”, mas não sabendo dizer se é ou não verdade, salta à vista a sua virtuosidade na guitarra e a elegância das suas canções.

#04 The Offspring

Volvidos mais de vinte anos desde a sua estreia em solo português, os The Offspring não são mais apenas uma banda de punk rock que preencheu as bandas sonoras de filmes e jogos, como o caso de “The Kids Aren’t Alright”, “Self Esteem”, “Why Don’t You Get A Job” ou “Pretty Fly (For A White Guy)”. Mas passados sete anos desde a sua última visita e com a oportunidade de passar o teste o tempo, este concerto de The Offspring pode ser mais do que um momento de nostalgia.

#05 Therapy?

Já passou mais de uma década desde que os irlandeses Therapy?, banda de Andy Cairns, se apresentaram pela última vez em Portugal. São uma das referências maiores do rock alternativo mais pesado dos anos 90 através de álbuns como Troublegum e Infernal Love e mantêm-se no activo, como prova o mais recente Cleave, lançado há um ano.

#06 Manic Street Preachers

Também na senda dos 90’s, os galeses Manic Street Preachers são outro caso de sobrevivência ao teste do tempo. Resistance Is Futile, o trabalho mais recente do trio composto por James Dean Bradfield, Sean Moore e Nicky Wire, foi aclamado pela imprensa e pelo público e mantém vivo o espírito do rock mais clássico da sua década.

#07 The Cult

Dos 90’s para os 80’s, os The Cult surgiram de um meio alimentado pelo post-punk e pelo hard rock e gravaram hinos que também marcaram uma geração, como “She Sells Sanctuary” e “Love Removal Machine”. A proximidade com Portugal tem-se mantido desde a sua estreia nos anos 90 e estamos a escassos dias de novo encontro com Ian Astbury e Billy Duffy.

#08 Skunk Anansie

Com uma relação ainda mais estreia com Portugal estão os britânicos Skunk Anansie, um caso claro de apreciação mútua que lhes tem valido múltiplas visitas ao longo da carreira. Este é ainda um feliz regresso ao EDP Vilar de Mouros, depois de um marcante concerto em 2000, e que irá permitir a Skin e companhia transmitir a energia de temas como “Hedonism”, “You’ll Follow Me Down” ou “Because Of You”.

#09 Linda Martini

São raros os festivais em que os Linda Martini não são dignos de destaque. O quarteto de Lisboa há muito que deixou de ser um nome em ascensão para ser uma das bandas com créditos mais firmados da música portuguesa dos últimos quinze anos, como prova o mais recente álbum, homónimo, que revela finalmente a verdadeira cara da italiana que inspirou o seu nome.

#10 Gogol Bordello

Gypsy Punks: Underdog World Strike e Trans-Continental Hustle foram baptizados por Steve Albini e Rick Rubin, respectivamente, e a sua produção capturou a energia do punk cigano potenciado pelo vocalista, líder e fundador Eugene Hütz. Em palco o grupo multicultural traduz-se num autêntico combate de folia e de força singular e em Vilar de Mouros surge nova oportunidade de testemunhar um desses momentos.

Para além destes dez nomes, outros oito figuram no cartaz desta edição do EDP Vilar de Mouros. É o caso de The Sisters Of Mercy, Fischer-Z, Nitzer Ebb, The Wedding Present, The House Of Love, Clan Of Xymox, Jarojupe e Tape Junk.

Autor: Nuno Bernardo

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