Mais um ano e mais um lançamento dos lendários mestres do ‘thrash metal’ mundial, os Overkill regressam com The Wings Of War, conseguindo a proeza de lançar três álbuns em apenas cinco anos. Os anos 90 acabaram por pesar na discografia do grupo americano que produziu álbuns menos bem conseguidos, atrofiando a capacidade criativa da banda liderada por D.D. Verni e ‘Blitz’ até aos anos 2000. No entanto, em 2010, Ironbound é lançado e quebra um ciclo de álbuns menos criativos e não tão bons, em termos qualitativos. Aliás, Ironbound liberta a banda de quaisquer dúvidas que poderiam existir, de lançamento em lançamento, sobre a continuidade e a saúde musical dos cinco magníficos. É, provavelmente, um dos dez melhores discos de ‘thrash metal’ dos últimos 20 anos, sendo um dos mais bem-recebidos pela crítica e, principalmente, pelos fãs.

De 2010 para cá, os álbuns têm sido bons, mas o rumo não foi muito modificado, aliás, a sonoridade mantém-se e não houve azo a grandes mudanças. A única diferença é que, desde Ironbound, o grupo tem tido menos rasgos de complexidade musical que são uma característica do incrível lançamento de 2010. Apesar de ser das minhas bandas favoritas, os Overkill têm lançado álbuns de uma qualidade global decrescente, de Ironbound a The Wings Of War.

Como tal, o lançamento deste ano segue essa tendência, piorando um pouco em termos qualitativos, mas mantendo o típico som poderoso e ‘in your face’ dos grandes Overkill. A banda não arrisca como arriscou em Ironbound, nem se expande, acabando por realizar ‘os serviços mínimos’ num disco consistente, mas pouco criativo. Apesar da frase anterior, The Wings Of War cumpre realmente as exigências de um fã da banda e até da crítica, apresentando faixas de verdadeiro ‘thrash metal’, surpreendendo até pela manutenção de uma sonoridade tão anos 80. De forma incrível, os Overkill são das poucas bandas que mantêm essa sonoridade com toques de frescura da era contemporânea.

De chamar a atenção, as pungentes faixas de “Last Man Standing”, “Hole In My Soul”, “Bat Shit Crazy” e “Head Of A Pin”. A banda não se arrisca, mas tem sempre excelentes desempenhos e a produção está sempre no seu melhor. The Wings Of War não é fenomenal, mas satisfaz os fãs e cumpre o devido. É um bom álbum de ‘thrash’ com variações temporais em determinadas músicas do ‘groove’ ao ‘thrash’, como é típico no grupo. Os Overkill vão mantendo uma rapidez incurável ao longo de todo o álbum com ‘riffs’ cavalgantes e poderosos. The Wings Of War é um álbum suficiente com bons momentos e momentos mais rotineiros. Nunca diria a um novo ouvinte do género para ouvir primeiro este álbum, pois não constituirá uma referência para a discografia, quanto mais para o género. No entanto, é sempre bom ouvir e saber que uma banda com a história que os Overkill têm continua a lançar discos dignos de ser ouvidos e que prestigiam o ‘thrash metal’

Autor: João Braga

Mais um ano e mais um lançamento dos lendários mestres do 'thrash metal' mundial, os Overkill regressam com The Wings Of War, conseguindo a proeza de lançar três álbuns em apenas cinco anos. Os anos 90 acabaram por pesar na discografia do grupo americano que produziu álbuns menos bem conseguidos, atrofiando a capacidade criativa da banda liderada por D.D. Verni e 'Blitz' até aos anos 2000. No entanto, em 2010, Ironbound é lançado e quebra um ciclo de álbuns menos criativos e não tão bons, em termos qualitativos. Aliás, Ironbound liberta a banda de quaisquer dúvidas que poderiam existir, de…

Álbum. Nuclear Blast. 22/02/19

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