O que dizer sobre o novo álbum de Soen? A qualidade é uma constante na discografia da banda que se torna difícil ser criativo e original nestas críticas a álbuns. O super-grupo sueco formado em 2004 regressa, após dois anos de paragem, com mais um disco cheio de complexidade, peso e, curiosamente, muita emoção.

Produzir música “melódica, pesada, intrincada e muito diferente de tudo o resto” foi uma missão definida pela banda, desde a formação da banda. Claramente, com Lotus, o resultado é ainda mais evidenciado com um conjunto de faixas extremamente bem delineadas e trabalhadas, desde a pesada “Opponent” – que nos faz acordar para a realidade de um álbum que tenciona sobrepor-se aos restantes – até “Lunacy” que demonstra e descreve a loucura contemporânea. O álbum foi descrito como uma tentativa de descrever os períodos de “escuridão actual” e de “terapia viciante” – que nos prendem numa dinâmica rápida de mais para ser entendida – com alguns momentos de fuga emocional e esperança. De alguma forma, é nas faixas mais ‘tristes’ e ‘emocionais’ que essa esperança é revista, com “River”, “Lunacy” e uma música que está, rapidamente, a tornar-se numa das minhas favoritas desde há muito tempo, “Lotus”.

Lotus traz o melhor de cada um dos membros no grupo. Joel Ekelöf tem uma voz que, de certa forma, ilumina e entristece com um ‘sentimento radiante’ que acaba por aquecer todos os que o ouvem, sobretudo aqui neste projecto chamada Soen. Lotus poderá ser o seu melhor trabalho ou, pelo menos, um dos melhores. E se falo de Joel Ekelöf, falo obviamente do mais reconhecido membro do grupo, Martin López (Opeth e Amon Amarth), com um desempenho de mão cheia, sem ignorar a presença e a importância dos restantes três membros, com homenagem para o guitarrista canadiano Cody Ford que, com os seus acordes e solos espirituosos, ‘irradia’ um álbum que parece cheio de uma mescla do sombrio e da esperança que nunca pára de nos surpreender.

Lotus não vos deixará indiferentes, contém os lamentos e poder de “Martyrs”, a força de “Opponent”, a emoção de “Lotus”, “Penance” e “Lunacy”, e a ferocidade controlada de “Lascivious”; Soen consegue produzir o melhor ou o segundo melhor álbum da discografia, Lotus contém os traços da banda, mas inclui algumas novidades que vão surpreender os fãs e atrair muitos mais. Soen é um dos porta-estandartes do metal progressivo/alternativo, apesar de eu não gostar do termo ‘alternativo’, o super-grupo sueco é dono de uma aura florescente e criativa, cheia de força instrumental e qualidade musical. Será um dos grandes álbuns de 2019!

Autor: João Braga

O que dizer sobre o novo álbum de Soen? A qualidade é uma constante na discografia da banda que se torna difícil ser criativo e original nestas críticas a álbuns. O super-grupo sueco formado em 2004 regressa, após dois anos de paragem, com mais um disco cheio de complexidade, peso e, curiosamente, muita emoção. Produzir música "melódica, pesada, intrincada e muito diferente de tudo o resto" foi uma missão definida pela banda, desde a formação da banda. Claramente, com Lotus, o resultado é ainda mais evidenciado com um conjunto de faixas extremamente bem delineadas e trabalhadas, desde a pesada "Opponent"…

Álbum. Silver Lining Music. 01/02/19

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One Response

  1. Marcelo

    Álbum maravilhoso dessa banda que acompanho desde o Tellurian, e que solo maravilhoso em Lotus, divino. Espero que a mesma consiga alcançar o reconhecimento que merece.

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