Já não é segredo nenhum o valor de Mick Moss e companhia nestes Antimatter. São um dos grandes grupos da última década com um rock melancólico que nos faz reflectir nas grandes amarguras da vida. Este seu mais recente lançamento tem uma visão bem mais sombria do que os anteriores lançamentos. O álbum chama-se Black Market Enlightenment (trad: ‘Iluminação do Mercado Negro’), uma clara alusão ao vício e a dependência a drogas e substâncias ilegais.

Antimatter foi uma banda que ‘descobri’ há pouco tempo, há coisa de um ano ou dois, e devo dizer que, desde então, é de perceber a admiração pelo rock/metal atmosférico, apesar de ter uma tendência mais depressiva. No entanto, muitos dos temas do grupo reflectem essa necessidade e teor mais depressivos. Black Market Enlightenment não é a obra-prima de Mick Moss, no entanto, magnifica o dramatismo e a obscuridade de uma parte da banda que até hoje ainda não tinha sido revelada. Creio que este disco é uma melhoria face a The Judas Table, no entanto, apresenta menos elementos de peso, sendo este claramente um álbum de rock atmosférico, fugindo à vertente mais ‘metaleira’.

A distribuição das faixas foi muito bem executada, com as melhores músicas a estenderem-se por todo o álbum. Apesar de alguma da crítica, este álbum não se resume a “The Third Arm” e “Wish I Was Here”, apesar de serem, sinceramente, músicas magistrais, apresentando dos melhores registos da já significativa carreira dos Antimatter. De evidenciar, “Sanctification”, “Between The Atoms” e “Liquid Light”, estas últimas duas são estruturantes para o final do álbum que quase representa o final de um caminho no abuso de substâncias dependentes.

Novamente, Moss e os restantes conseguem produzir mais um belo ‘tento’ artístico, combinando suavemente os sons acústicos e atmosféricos com os mais eléctricos, significativamente demonstrados pela guitarra eléctrica de Mick Moss, que tem mais uma vez um desempenho brilhante. Mick Moss é o único membro efectivo da banda, no entanto, consegue – em cada álbum – manter uma grande coesão que se denota em cada um dos seus lançamentos. Antimatter são agora uma banda obrigatória e que deve ser ouvida, mesmo por aqueles que não gostam muito do género.

Autor: João Braga

Já não é segredo nenhum o valor de Mick Moss e companhia nestes Antimatter. São um dos grandes grupos da última década com um rock melancólico que nos faz reflectir nas grandes amarguras da vida. Este seu mais recente lançamento tem uma visão bem mais sombria do que os anteriores lançamentos. O álbum chama-se Black Market Enlightenment (trad: 'Iluminação do Mercado Negro'), uma clara alusão ao vício e a dependência a drogas e substâncias ilegais. Antimatter foi uma banda que 'descobri' há pouco tempo, há coisa de um ano ou dois, e devo dizer que, desde então, é de perceber…

Álbum. Music In Stone. 09/11/18

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