O Jameson Urban Routes é já há vários anos um festival de referência no que diz respeito às novas tendências urbanas e aos elos de ligação entre ideias e estilos de artistas emergentes e firmados da música nacional e internacional. O Musicbox, a sua casa de sempre, recebe um total de oito sessões de música de 23 a 27 de Outubro.

A primeira sessão, marcada para as 21h30 da próxima terça-feira, junta dois cantautores com argumentos diferentes. Damien Jurado é dono de um dos catálogos mais convincentes da cena musical independente americana e integra o JUR na digressão de apresentação de The Horizon Just Laughed, lançado no passado dia 4 de Maio. Na mesma noite Sean Riley, projecto a solo de Afonso Rodrigues, voz e guitarra de Sean Riley & The Slowriders, apresenta o seu primeiro álbum a solo, California, totalmente acústico.

A 24 de Outubro dá-se a segunda sessão, à mesma hora. Mão Morta não são novidade alguma, mas têm tido sempre uma palavra a dizer na direcção do rock em Portugal e no Jameson Urban Routes vão poder antecipar aquilo que planeiam para o seu próximo disco. A potenciar de forma vertical a música industrial crua e dura, Author & Punisher (na foto) do engenheiro mecânico Tristan Shone apresenta um novo disco com as suas drone machines, instrumentos musicais construídos e personalizados por si.

À quinta-feira já se fala em paridade de sessões. Primeiro os concertos com cadência rock e psicadelismo com os novos registos dos nacionais Keep Razors Sharp e dos brasileiros Boogarins a partir das 21h30, depois com a pista aberta por Anna Prior (baterista de Metronomy), Palms Trax e DJ Lynce com arranque às 00h30 até noite adentro. Na sexta, dia 26, a fórmula repete-se mas com tónica diferente: celebram-se os dez anos de Viola Braguesa de B Fachada, peça fundamental do cancioneiro popular contemporâneo, e há concerto de Maria, nome forte da Cafetra Records e de nomes como Pega Monstro, 100 Leio ou Os Passos Em Volta, que se estreia a solo com o EP homónimo lançado no ano passado. O clubbing pela noite fora está encarregue aos ritmos africanos de Irmãos Makossa, CelesteMariposa e Ata Kak.

O derradeiro dia de JUR divide-se entre a descarga punk e as batidas angulares do hiphop. A partir das 21h30 a noite ganha velocidade com Palmers, trio das Caldas da Rainha que junta garage, surf e punk rock, para depois serem os dinamarqueses Iceage, em estreia absoluta em Lisboa, apresentarem o seu novíssimo Beyondless, editado em Maio pela Matador Records. Das guitarradas para as batidas, a partir das 00h30 há DJ set de Mike El Nite, emergência sónica das colaborações techno e hiphop do francês Brodinski e subtileza jazz dos beats de Darksunn.

O preço dos bilhetes varia por sessão individual e podem ser adquiridos nos locais habituais.

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