Dia 23 de Agosto de 2018 arranca a primeira e nona edição do Extramuralhas, na fervilhante candidata a Capital Europeia da Cultura, Leiria. No Entremuralhas que desceu do Castelo à Cidade, o público poderá apreciar um cartaz com 12 bandas de sonoridades distintas, únicas, escolhas tão diversas quanto acertadas. Nove delas serão estreia absoluta em Portugal.

Metade destes concertos serão gratuitos, divididos em dois pontos da cidade: o Museu de Leiria terá o privilégio de acolher os dois nomes a solo, enquanto que o Jardim Luís de Camões acolherá quatro concertos que prometem surpreender quem por lá passe. Três dos concertos pagos terão casa na Stereogun, a nova sala de espectáculos que orgulha Leiria. Já os grandes nomes subirão ao palco do Teatro José Lúcio da Silva, prometendo três dos mais surpreendentes e brilhantes concertos que Leiria alguma vez viu.

Fiquem abaixo a conhecer o cartaz, que merece ser dissecado e apreciado. Se ficarem motivados a ir aos concertos pagos, basta clicarem no preço que serão levados para a compra dos respectivos bilhetes.

Quinta 23

Heilung

Teatro José Lúcio da Silva – 30€ – 21h30

Numa viagem aos sons do passado, em tempos em que o ser humano vivia em profunda simbiose com a natureza, os Heilung prometem um concerto visualmente requintado e de música orgânica, visceral, hipnótica e ritualesca.


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S.A.D. (Sudden Axis Disorder)

Stereogun – 7.5€ – 00h00

O post-punk pincelado de shoegaze dos londrinos Sudden Axis Disorder prometem os primeiros passos de dança do festival, com o seu toque misterioso e caloroso.

Sexta 24

Christian Wolz

Museu de Leiria – entrada livre – 18h00

O vocalart do alemão Christian Wolz é um teste aos limites vocais do ser humano. São experiências únicas, de extremos e tecnicamente arrepiantes com a voz, que têm tanto de assombroso como de belo.


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Ulver

Teatro José Lúcio da Silva – 30€ – 21h00

Únicos. Inventivos. Em constante reinvenção. Desde os seus primórdios de Black Metal a peças de pura e avassaladora calma como o exemplo abaixo, tudo se pode esperar dos noruegueses Ulver, excepto monotonia. Se há concertos a não perder na vida, este é um deles.


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Captains

Jardim Luís de Camões – entrada livre – 23h00

Da vizinha Espanha chegam-nos os Captains, um projecto de sensualidade negra e ritmos contagiantes, fundindo o post-punk com o pop e o folk, uma espécie de Lana del Rey com maior variedade sonora.


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Priest

Jardim Luís de Camões – entrada livre – 00h00

Os mascarados anónimos suecos parecem bem mais medonhos do que soam. O seu synthpop bem ao estilo de Depeche Mode trará vida ao jardim, num concerto gratuito que dá vontade de pagar para ver, de tão bom que se adivinha.


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Bragolin

Stereogun – 7.5€ – 01h30

A noite de sexta fecha com Bragolin, o projecto holandês de minimal wave e post-punk de guitarra contagiante e voz calma e profunda.

Sábado 25

Rïcïn

Museu de Leiria – entrada livre – 18h00

Laure Le Prunenec é a fusão da bela (na voz) e do monstro (em palco). Depois de ter visitado Leiria com os Igorrr em 2015 e com os Corpo-Mente em 2016, chega-nos agora em 2018 com o seu projecto a solo, num exercício sonoro sem fronteiras, magistral, divino.


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Current 93

Teatro José Lúcio da Silva – 30€ – 21h00

Não há como descrever Current 93. É música. Imprevisível, contra-corrente, inspiradora. São 35 anos de carreira impressionantes, que contam com colaborações, entre outras, como esta com o senhor Nick Cave.


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Shortparis

Jardim Luís de Camões – entrada livre – 23h00

São “paris” e até têm algumas músicas em francês, mas não são de França. Estes russos irão inundar Leiria com o seu experimentalismo minimal, arrojado e ritmado. O momento “wtf” do festival!


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Horskh

Jardim Luís de Camões – entrada livre – 00h00

Não há EntreExtramuralhas sem um toque de electro-industrial e EBM. Os franceses Horskh prometem um final de noite no jardim de peso, com a sua sonoridade agressiva, altamente dançável e penetrante.


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Bizarra Locomotiva

Stereogun – esgotado – 01h30

A encerrar o Extramuralhas, a pérola do industrial nacional. Os Bizarra Locomotiva são das bandas mais expressivas e avassaladoras ao vivo, uma experiência intensa e o primeiro concerto a esgotar do festival.

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