O festival Super Bock Super Rock parte para a sua 24ª edição já no dia 19 de Julho, no Parque das Nações em Lisboa, estendendo a música por mais dois dias. São quase 40 concertos num dos pontos mais movimentados da capital que fazem coincidir a música com a brisa do Tejo e o conforto da proximidade.

Este ano o SBSR continua a aposta nas novas tendências, do rock ao hiphop e à electrónica, passando pela soul e a folk, e de forma a antecipar o festival, passámos o olho em dez nomes confirmados.

#01 The xx

Romy, Oliver e Jamie são, em 2018, já uma das bandas mais apreciadas e reconhecidas da pop alternativa transversal ao R&B e ao rock. Quase volvidos dez anos desde a estreia homónima, que lhes valeu um Mercury Prize, os The xx passam em Lisboa com uma segunda oportunidade de apresentar I See You, o seu terceiro disco, que vinca ainda mais a sua aposta na electrónica, mas sem perder a identidade que os tornou uma referência do género da última década.

#02 Slow J

Há relações de sucesso e de apreciação mútua e aquela que Slow J e o Super Bock Super Rock mantém é digna de menção. Será o terceiro ano consecutivo que o rapper de Setúbal actua no festival, transitando de palco em palco para agora, finalmente, subir ao Palco Super Bock, o principal do festival, para a derradeira consagração. O álbum The Art Of Slowing Down é poesia visceral e vive de muitas influências – foi um dos discos nacionais do ano e não foi por acaso que foi a primeira confirmação de todo o festival.

#03 Tributo “Who The F*ck Is Zé Pedro?”

Zé Pedro, o eterno guitarrista dos Xutos, foi ao longo da sua vida uma figura assídua dos festivais, entre eles este Super Bock Super Rock. Assim sendo, o festival presta-lhe um devido tributo através de um espectáculo dimensionado pelas contribuições de familiares e amigos próximos. A direcção artística de Tim e Fred Ferreira e as presenças de Rui Reininho, Manel Cruz, Carlão, Manuela Azevedo, Tomás Wallenstein, Paulo Gonzo, João Pedro Pais, Palma’s Gang e Ladrões do Tempo vão proporcionar um momento de partilha, de recordação e de agradecimento pelo contributo que Zé Pedro deu ao rock.

#04 Mahalia

O primeiro de seis concertos do novo Palco Somersby neste Super Bock Super Rock será de Mahalia. Nascida em 1998 e desde cedo ligada a música – “My Angel”, por exemplo, escrita com apenas oito anos de idade – a artista britânica de R&B colaborou com Rudimental e já acompanhou Ed Sheeran e Kendrick Lamar na estrada antes do seu álbum de estreia. O futuro é seu e Diary Of Me é a primeira amostra a apresentar.

#05 Anderson .Paak & The Free Nationals

Não estaríamos muito longe da verdade se disséssemos que o jovem Brandon Paak Anderson é um dos maiores talentos deste line-up do SBSR. Para trás estão os álbuns assinados enquanto Breezy Lovejoy e até o anterior Venice, porque com o lançamento de Malibu o músico californiano veio confirmar todos os créditos e suspeitas da sua capacidade. Neste registo mostra-se um verdadeiro crente do seu hiphop que se senta confortavelmente ao lado do jazz, da soul e do R&B. Em palco gosta de sentar-se na bateria e é acompanhado pelos The Free Nationals, com quem vai até lançar um novo álbum de colaboração este ano, para além de um novo álbum a solo. 2018 parece ser o ano dele, mas quem o acompanha de perto já sabe o que vale há muito tempo.

#06 Oddisee & Good Compny

Oddisee é um dos músicos mais interventivos e prolíficos dos últimos anos. Interventivo porque não se deixa ficar sobre temas como a desigualdade social e de género ou a islamofobia, mas prolífico porque o músico de Washington D.C. parece não querer parar sobre o seu hiphop, jazz, soul, funk e disco. Produtor de mixtapes, como o caso da instrumental Odd Tape de 2016, mas também dos seus próprios trabalhos a solo, como The Iceberg em 2017, lançou mais recentemente um disco ao vivo com a banda Good Compny, a mesma que o vai acompanhar neste concerto.

#07 Sevdaliza

Natural do Irão e radicada na Holanda, Sevda soma no seu registo a bagagem de refugiados políticos à electrónica próxima do triphop, do grime e do dubstep. Depois dos EPs The Suspended e Children Of Silk, de 2015, a cantora iraniana mostra-se uma das vozes mais interessantes do ano com Ison, editado em Abril, que resulta no seu primeiro álbum, a apresentar então neste SBSR.

#08 Benjamin Clementine

Já não é novidade, mas não deixa de ser destaque por onde passa – Benjamin Clementine, a esta altura, já deve estar perto de perder a conta de concertos que já deu em Portugal só nos últimos quatro ano. De certo que o faz por entender que mantém já uma estreita relação com o público português, assumindo-se já uma estrela dos nossos palcos de forma natural. Se a estreia At Least For Now já lhe tinha valido o Mercury Prize e uma aceitação global, no seu mais recente álbum I Tell A Fly, de 2017, expande o seu formato de canção ao piano para interpretações dramáticas com desafios à melodia, como são os casos de “Phantom Of Aleppoville” e “Jupiter”.

#09 Sofi Tukker

Sophie Hawley-Eld e Tucker Halpern enquanto duo cedo despontaram com um tema viral, “Drinkee”, impulsionado por um anúncio comercial que lhes carregaria a música para uma nomeação Grammy na categoria de melhor música de dança. Apresentados, os nova-iorquinos Sofi Tukker contemplam a dança com influências multiculturais que se aproxima da indie pop e trazem-nos o álbum de estreia Treehouse, editado em Abril, para uma animada sessão de clubbing.

#10 Julian Casablancas & The Voidz

Se de rock falarmos e o limitarmos à sua relevância desde o virar do milénio, é quase impossível não mencionar o impacto que os The Strokes de Julian Casablancas teve no género nos seus primeiros anos de existência. No entanto Julian não se encostou e arriscou a solo, em Phrazes For The Young, pronto a domar sintetizadores. Voltou a arriscar para apelar à dança com os The Voidz, com quem faz questão de distorcer as batidas – primeiro em Tyranny, no disco de estreia, e agora este ano com Virtue.

Entre outros confirmados para esta edição do Super Bock Super Rock estão nomes como Justice, Stormzy, Travis Scott, The The, Princess Nokia, Songhoy Blues, The Vaccines ou Temples, citando apenas alguns. O cartaz completo pode ser consultado, aqui.

Escolhas de Ana Margarida Dâmaso

Leave a Reply

Your email address will not be published.